Muitas são as perguntas que se fazem acerca da salvação do ser humano. Dentre elas uma das mais questionasdas é: A graça de Deus é suficiente para a salvação? Jn 2.9 diz: "Do SENHOR vem a salvação." e se assim diz o texto logo concluimos: sim A GRAÇA DE DEUS É SUFICIENTE.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
SPURGEON CONTRA A PREGAÇÃO MUNDANA
quinta-feira, 22 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A HUMANIDADE DE JESUS. ELE EM TUDO FOI SEMELANTE A NÓS, COM EXCEÇÃO DO PECADO.
Fraquezas e Limitações Humanas
I. Jesus possuía um corpo humano. O fato de que Jesus possuía um corpo humano exatamente como o nosso é visto em muitas passagens das Escrituras. Ele nasceu assim como nascem todos os bebês humanos (Lc 2.7). Ele passou da infância para a maturidade assim como crescem todas as outras crianças: “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40). Além disso, Lucas nos diz que “crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2.52).
Jesus ficava cansado exatamente como nós, pois lemos que “Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta” em Samaria (Jo 4.6). Ele tinha sede, pois quando estava na cruz disse: “Tenho sede!” (Jo 19.28). Depois de jejuar por quarenta dias no deserto, lemos que “teve fome” (Mt 4.2). Às vezes ficava fisicamente fraco, pois durante sua tentação no deserto jejuou quarenta dias (o ponto em que a força física humana esvai-se quase totalmente, alem do qual ocorrem danos físicos irreparáveis, caso o jejum prossiga). Naquele momento “vieram anjos e o serviram” (Mt 4.11), aparentemente para cuidar dele e lhe fornecer alimento até que recuperasse força suficiente para sair do deserto. Quando Jesus estava caminhando para a crucificação, os soldados forçaram Simão Cirineu a carregar sua cruz (Lc 23.26), mais provavelmente porque Jesus estava tão fraco depois dos açoites que havia recebido, que não tinha forças suficientes para carrega-la por si. O auge das limitações de Jesus quanto ao seu corpo humano é visto quando ele morreu sobre a cruz (Lc 23.46). Seu corpo humano deixou de conter a vida e parou de funcionar, assim como acontece com o nosso quando morremos.
Jesus também ressuscitou dos mortos num corpo humano, físico, ainda que aperfeiçoado e já não sujeito à fraqueza, enfermidade ou morte. Ele demonstra varias vezes aos discípulos que possui de fato um corpo real. Ele diz: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39). Ele lhes mostra e ensina que era “carne e osso” e não só um “espírito” sem corpo. Outro indicio desse fato é que “lhe apresentaram um pedaço de peixe assado. E ele comeu na presença deles” (Lc 24.42; cf. Lc 24.30; Jo 20.17,20,27; 21.9,13).
Nesse mesmo corpo humano (ainda que ressurreto e tornado perfeito), Jesus também ascendeu ao céu. Ele disse antes de partir: “Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai” (Jo 16.28; cf 17.11). A maneira pela qual Jesus ascendeu ao céu foi planejada para demonstrar a continuidade entre sua existência num corpo físico aqui sobre a terra e sua existência continua no céu nesse corpo. Poucos versículos depois de dizer-lhes: “...um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39), lemos no evangelho de Lucas que Jesus “os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu” (Lc 24.50-51). De modo semelhante, lemos em Atos: “...foi Jesus elevado às alturas, á vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos” (At 1.9).
Todos esses versículos juntos mostram que, no que diz respeito ao corpo humano, Jesus era como nós em todos os aspectos antes da ressurreição, e após a ressurreição ainda era um corpo humano com “carne e ossos”, mas tornado perfeito, o tipo de corpo que teremos quando Cristo voltar e formos também ressuscitados. Jesus continua existindo nesse corpo humano no céu, conforme a ascensão tem o propósito de ensinar.
II. Jesus possuía uma mente humana. O fato de Jesus ter crescido em sabedoria (Lc 2.52) significa que ele passou por um processo de aprendizado assim como acontece com todas as outras crianças – ele aprendeu a comer, a falar, a ler e a escrever, e a ser obediente a seus pais (veja Hb 5.8). Esse processo de aprendizado fazia parte da genuína humanidade de Cristo.
Também vemos que Jesus possuía uma mente humana como a nossa quando ele fala do dia em que retornará à terra: “Mas a respeito daquele dia ou hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mc 13.32).
III. Jesus possuía alma humana e emoções humanas. Vemos várias indicações de que Jesus possuía alma humana (ou espírito). Logo antes de sua crucificação, ele disse: “Agora, está angustiada a minha alma” (Jo 12.27). João escreve um pouco depois: “Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito” (Jo 13.21). Em ambos os versículos a palavra angustiar representa o termo grego tarassw (tarasso), palavra muitas vezes empregada em referencia a pessoas ansiosas ou que de repente são surpreendidas por um perigo.
Além disso, antes da crucificação, percebendo o sofrimento que enfrentaria, Jesus disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26.38), tamanha a aflição que sentia, a ponto de parecer que, caso se intensificasse um pouco mais, lhe roubaria a vida.
Jesus experimentou toda uma sucessão de emoções humanas. Ele “admirou-se” com a fé demonstrada pelo centurião (Mt 8.10). Chorou de tristeza com a morte de Lazaro (Jo 11.35). E orou com o coração repleto de emoções, pois ofereceu “com forte clamor e lagrimas, orações e suplicas a quem o podia livrar da morte” e foi “ouvido por causa da sua piedade” (Hb 5.7).
Além disso, o autor nos diz: “... embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.8-9). Mas se Jesus jamais pecou, como poderia “aprender a obediência”? Ao que parece, à medida que crescia rumo à maturidade, Jesus, como todas as outras crianças humanas, pode ir assumindo mais e mais responsabilidades. Quanto mais velho ficava, tanto mais seus pais podiam exigir dele obediência, e tanto mais o Pai celestial podia lhe atribuir tarefas na força de sua natureza humana. Com cada tarefa cada vez mais difícil, mesmo quando implicava algum sofrimento (como especifica Hb 5.8), aumentava a habilidade moral de Jesus, sua capacidade de obedecer sob circunstâncias cada vez mais difíceis. Podemos dizer que essa “espinha moral” foi fortalecida por exercícios cada vez mais difíceis. Mas em tudo isso ele jamais pecou.
A completa ausência de pecado na vida de Jesus é ainda mais notável pelas tentações severas que enfrentou, não só no deserto, mas durante toda a vida. O autor de Hebreus afirma que Jesus foi “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). O fato de ter enfrentado tentações significa que possuía natureza humana genuinamente humana que podia ser tentada, pois as Escrituras são claras em nos dizer que “Deus não pode ser tentado pelo mal” (Tg 1.13).
IV. As pessoas próximas de Jesus consideravam-no apenas humano. Mateus registra um incidente assombroso no meio do ministério de Jesus. Ainda que Jesus tivesse ensinado por toda a Galileia, “curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo”, de modo que “numerosas multidões o seguiam” (Mt 4.23-25), quando chegou à própria cidade de Nazaré, o povo que o conhecia havia muitos anos não o recebeu:
Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali. E, chegando
à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam
e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos?
Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus
irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas
irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizaram-se nele.[...]
E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles
(Mt 13.53-58).
Essa passagem bíblica indica que aqueles que mais conheciam Jesus, os vizinhos com que vivera e trabalhara por trinta anos, consideravam-no não mais que um homem comum – bom homem, sem duvida, justo, bondoso e confiável, mas certamente não o próprio Deus encarnado. Vamos ver nas próximas seções como Jesus era plenamente divino em todos os sentidos – Ele era verdadeiramente Deus e homem em uma única pessoa – mas ainda precisamos reconhecer o sentido pleno de uma passagem como essa. Pois nos primeiros trinta anos de vida, Jesus levou uma vida humana tão normal, que as pessoas de Nazaré que o conheciam melhor ficavam surpresas com o fato de conseguir ensinar com autoridade e realizar milagres. Eles o conheciam. Jesus era um deles. Jesus era “o filho do carpinteiro” (Mt 13.55), e ele próprio era “carpinteiro” (Mc 6.3), tão comum, que podiam perguntar:^”Donde lhe vem, pois, tudo isto?” (Mt 13.56). E João nos diz: “... nem os seus irmãos criam nele” (Jo 7.5).
Era Jesus plenamente humano? Ele era tão plenamente humano que mesmo os que viveram e trabalharam com ele por trinta anos, mesmo os irmãos que cresceram na casa dele, não percebiam que era um tanto superior a outros seres humanos muito bons. Ao que parece, não tinham idéia de que fosse Deus vindo em carne.
O NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS
1. O nascimento virginal.
Quando falamos na humanidade de Cristo, convém iniciar com uma consideração do nascimento virginal de Cristo. As Escrituras afirmam claramente que Jesus foi concebido no ventre de sua mãe, Maria, por obra miraculosa do Espírito Santo e sem um pai humano.
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivesse antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo” (Mt 1.18). Logo depois, um anjo do Senhor disse a José, que havia desposado Maria: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Mt 1.24-25).
O mesmo fato é afirmado no evangelho de Lucas, onde lemos sobre a aparição do anjo Gabriel a Maria. Depois que o anjo disse a ela que teria um filho, Maria perguntou: “Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?” O anjo respondeu:
“Descerá sobre ti o Espírito Santo,
e o poder do Altíssimo te envolverá com sua sombra;
por isso, também o ente santo que há de nascer
será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35; cf. 3.23-38).
A importância doutrinária do nascimento virginal é vista em pelo menos três áreas.
I. Mostra que a salvação em ultima analise deve vir do Senhor. Exatamente como Deus havia prometido que a “semente” da mulher (Gn 3.15) acabaria por destruir a serpente, Deus torna isso em realidade pelo seu poder, não por meros esforços humanos. O nascimento virginal de Cristo é um lembrete inequívoco de que a salvação jamais pode vir por meio do esforço humano, mas deve ser obra do próprio Deus. Nossa salvação deve-se apenas à obra sobrenatural de Deus e isso ficou evidente bem no inicio da vida de Jesus, quando “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.4-5).
II. O nascimento virginal possibilitou a união da plena divindade e da plena humanidade em uma só pessoa. Esse foi o meio empregado por Deus para enviar seu Filho (Jo 3.16 / Gl 4.4) ao mundo como homem. Se pensarmos por um momento em outros meios possíveis pelos quais Cristo poderia ter vindo ao mundo, nenhum deles uniria com tamanha clareza a humanidade e a divindade em uma pessoa. É provável que Deus pudesse criar Jesus no céu como um ser completamente humano e enviá-lo para que descesse do céu à terra sem o beneficio de nenhum genitor humano. Mas nesse caso ser-nos-ia muito difícil ver como Jesus poderia ser completamente humano como somos, e Ele não faria parte da raça humana que descende fisicamente de Adão. Por outro lado, é provável que fosse bem possível para que Deus fazer Jesus entrar no mundo por meio de dois genitores humanos, pai e mãe, e com sua plena natureza divina miraculosamente unida à sua natureza humana em algum momento no inicio de sua vida. Mas então ser-nos-ia difícil compreender como Jesus seria plenamente Deus, uma vez que sua origem seria como a nossa em todos os sentidos. Quando pensamos nessas duas outras possibilidades, isso nos ajuda a compreender como Deus, em sua sabedoria, ordenou uma combinação de influência humana e divina no nascimento de Cristo, de modo que sua plena humanidade nos seria evidente pelo seu nascimento humano comum por meio de uma mulher, e sua plena divindade seria evidente por sua concepção no ventre de Maria pela obra poderosa do Espírito Santo.
III. O nascimento virginal também torna possível a verdadeira humanidade de Cristo sem a herança do pecado. Como sabemos que todos seres humanos herdaram a culpa legal e uma natureza moral corrupta do primeiro ancestral, Adão (ao que às vezes dá-se o nome de “pecado herdado” ou “pecado original”). Mas o fato de Jesus não ter tido um pai humano significa que a linha de descendência de Adão é parcialmente interrompida. Jesus não descendeu de Adão da maneira exata pela qual todos os outros seres humanos descendem de Adão. E isso nos ajuda a compreender por que a culpa legal e a corrupção moral que pertencem a todos os outros seres humanos não pertencem a Cristo. (Lc 1.35)
domingo, 25 de janeiro de 2009
A NATUREZA DIVINA DE CRISTO.
Sabemos que nos últimos dois séculos se levantaram diversos estudiosos que tentaram fazer desacreditar das principais doutrinas da fé cristã. Nunca se atacou tanto a fé cristã como nesta época. Questionam a autoridade das Escrituras, a sua inspiração, a historicidade dos Textos Sagrados, a existência de Deus e uma infinidade de outros questionamentos. Porém, existe uma das doutrinas centrais do cristianismo que é afrontada com veemência a milhares de anos. Desde os primeiros anos de fé cristã existem os que negam a divindade de Cristo Jesus. Negar a divindade de Cristo é negar o próprio cristianismo. Não há cristianismo sem que haja uma compreensão correta de quem é Jesus. E uma das coisas que precisamos compreender é que Jesus é Deus.
Desde já quero deixar claro que neste pequeno estudo eu não pretendo tratar do assunto de forma exaustiva e muito menos trazer coisas novas. O assunto aqui tratado será muito familiar para os que estudam as Escrituras Sagradas com seriedade e procurarei ser objetivo para que qualquer um que ler o texto possa entender. Darei alguns pontos que nos ajuda a compreender a verdade acerca de Cristo e sua divindade.
Primeiramente devemos entender que para que alguém seja considerado Deus deve preencher alguns requisitos que somente Deus poderia ter, a saber: eternidade, ser o criador de tudo, onipotência, onipresença, onisciência, dignidade para ser adorado, perdoar pecados etc...
Todas estas características são consideradas como Atributos Incomunicáveis de Deus, ou seja, são atributos, características, que Deus não compartilha com ninguém, pois somente Ele pode possuir tais atributos, portanto se Jesus possuir tais atributos Ele é Deus. É o que passaremos a considerar a seguir. Porém antes de tudo deve-se entender que acreditar na divindade de Cristo não é crer na existência de dois deuses, pois as Escrituras nos declaram que existe apenas um Deus verdadeiro (Dt 6.4), que este Deus único é composto de três pessoas distintas Pai, Filho e Espírito Santo, pois a Bíblia atribui divindade aos três (1Co 8.6; Tt 2.13; At 5.3-4). Portanto não acreditamos na existência de outro deus.
Passemos agora a analisar esses atributos em Jesus e considerar o por que Ele é Deus.
1º - Jesus é Deus porque Ele é eterno: Como já citamos acima, eternidade é um dos atributos incomunicáveis de Deus. Só Deus é eterno. Ser eterno é não ter inicio nem fim. Deus é eterno porque nunca houve uma época em que Ele não existiu (Sl 90.2). E este mesmo atributo esta sobre Jesus. Em Isaías 9.6, que é uma profecia Messiânica declara que o Messias esperado seria chamado de “Pai da Eternidade”[1]. Em Miquéias 5.2 diz que o que as suas “origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”[2], ou seja Ele, Jesus, não veio a existir quando Maria se achou grávida, ali foi a encarnação de Deus. Ele se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1-14). Ele já existia desde a eternidade passada. Veremos também alguns textos no Novo Testamento que provam a eternidade de Jesus. Em Hebreus 7.3 em uma comparação de Melquisedeque com Jesus afirma que: “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre”[3]. Em Romanos 9.5 a Bíblia chama Jesus de “Deus bendito eternamente”[4]. Com estas referências bíblicas não temos outra opção a não ser declarar que Jesus é eterno e se é eterno é Deus. Mas o texto que mais me chama a atenção é o que está no Evangelho escrito por João 8.58 onde está escrito assim: “Respondeu Jesus: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!’[5]”, veja que coisa interessante Jesus disse, demonstrando ter consciência de sua própria eternidade, Ele usa um evento do passado “antes que Abraão nascer” para fazer referência a Ele mesmo usando um verbo no presente “Eu sou”, Jesus pode afirmar isso pois eternidade não é um tempo e sim um estado. Não há presente, passado e futuro na eternidade. Ser eterno é esta fora do tempo é um “presente” eterno (2Pe 3.8). Por isso Ele usa um evento no passado e refere-se a Ele no presente. Isso demonstra que Jesus enquanto andava neste mundo tinha plena consciência de sua eternidade.
2º - Jesus é Deus porque Ele é Criador: A Bíblia Sagrada é enfática ao declarar logo no inicio que Deus é o criador de todas as coisas: céu, terra, seres vivos e o ser humano. Em Gênesis 1.1 é declarado: “No princípio criou Deus os céus e a terra.”, portanto para nós, que cremos nas Escrituras como única verdade absoluta, não há dúvida que Deus é criador. E no mesmo capítulo existe uma declaração interessante: “Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26). Com quem que Deus Pai realiza a obra da criação? Quando analisamos a Bíblia iremos chegar a uma conclusão de que Jesus participou desta obra. Primeiramente deve-se entender que não podem ter sido para os anjos que Deus declarou “façamos o homem” pois em nenhum lugar nas Escrituras há referências sobre anjos como criadores. Mas há uma vasta quantidade de referencias sobre Cristo como criador como por exemplo João 1.3 que diz: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”, nesse texto é claro que tudo que Jesus é criador de todas as coisas. Vemos esta realidade também em João 1.10 que diz: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.”. O apóstolo Paulo também declara esta realidade em suas epístolas, vejamos: Colossenses 1.16-17 “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” Sendo assim se Cristo é criador de todas as coisas então podemos afirmar que Ele é Deus.
3 º - Jesus é Deus porque é Onipresente, Onipotente e Oniscinente: Sabemos através da Palavra de Deus que somente Deus tem todo conhecimento, todo o poder e pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. E em Cristo Jesus encontramos tais características também. Vemos nas Escrituras a sua onipresença citada em Mateus 18.20 que diz: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”. Vemos sua onipotencia em Filipenses 3.21 que diz: “Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” Vemos aqui Cristo sendo descrito por Paulo como aquele que sujeita todas as coisas pelo seu poder. Vemos esta verdade também em Jo 5.19 e Mt 28.18. Vemos a sua onisciencia em João 16.30 que diz: “Agora conhecemos que sabes tudo, e não precisas de que alguém te interrogue. Por isso cremos que saíste de Deus.”, a onisciencia de Cristo aqui é reconhecida por todos os seus discípulos, vemos o mesmo fato em Jo 2.25; Mt 9.4; Mc 2.6-8. A onisciencia de Cristo sonda até mesmo os pensamentos e intenções do coração humano. Se Jesus tem, como já vimos que tem, os atributos de onipresença, onipotencia e onisciencia então podemos dizer que Ele é Deus, pois só Deus o é.
4º - Jesus é Deus porque é digno de ser adorado: Na minha opinião este é o argumento mais forte acerca da divindade de Cristo. Podemos analisar as Escrituras e sem muito esforço chegaremos a conclusão de que somente Deus é digno de ser adorado, pois tal tema é vasto dentro das escrituras. Não nos falta textos para provar a dignidade de Deus ser adorado, por isso é Deus, pois só Ele pode ser adorado. Inclusive o próprio Jesus quando foi levado ao deserto para ser tentado pelo diabo declarou: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Mt 4.10). Mostrando assim a conciência que tinha a cerca da dignidade de adoração somente a Deus. Porém pouco tempo depois Jesus estava descendo do monte das oliveiras com a multidão que ouviu o sermão da montanha e de repente “E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.” (Mt 8.2) se Jesus tinha plena conciência de que somente Deus seria digno de adoração, por que não repreendeu o leproso? Simplesmente porque sabia que Ele mesmo era Deus e assim digno de adoração. Pois se assim não fosse Jesus teria tomado uma atitude louca. Porém Ele recebe aquilo que lhe é devido e não impede o leproso em seu ato de adoração. Esse não é o único caso isolado em que Jesus recebe adoração e em todas as vezes Ele prontamente recebe o que lhe é devido, pois digno é. Diferente dos apóstolos que ao verificarem a menor possibilidade de adoração por parte de outro ser humano prontamente repreendia e se igualava a eles (At 10.25-26). Até mesmo os anjos quando percebem qualquer ato que possa ser de usado na adoração a Deus prontamente repreende tal pessoa (Ap 19.10). Mas com Jesus era diferente, como já vimos. Além destes textos temos também (Ap 5.12; Hb 1.6; Mt 2.2; Mt 9.18; Mt 14.33). Portanto se somente Deus é digno de adoração e Jesus recebeu adoração então podemos exclamar em adoração que Jesus Cristo é Deus Todo Poderoso, amém.
5º - Jesus é Deus porque perdoa pecados: Ao analisar a Bíblia também chegaremos a conclusão de que só Deus pode perdoar pecados (Is 1.18; Is 43.25; Mc 2.7). E em Cristo nós vemos esta realidade, na Bíblia Ele constantemente declara os pecados de pessoas perdoados como em Lucas 7.48 que diz: “E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.”. Vemos esta mesma realidade no texto de Mateus 9.2 que diz: “E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados.”. Vemos na Bíblia constantemente pessoas reconhecendo esta realidade e se prostrando e rogando a grande misericórdia de Deus e recebendo através de Cristo o perdão dos pecados. E se Cristo perdoa pecados e se só Deus pode perdoar pecados podemos então declarar que Jesus é Deus (ver também At 5.31).
6º - Jesus é Deus porque é salvador: Ao estudarmos as Escrituras também chegaremos facilmente a conclusão que somente Deus pode salvar e fora dEle não há salvador (Is 43.11). Se o texto de Isaías está correto, como sabemos que está, então sabemos que fora de Deus não há outro salvador. Portanto qualquer possibilidade de salvação fora de Deus é ilusória e falsa e portanto se Jesus não é Deus a Bíblia não declararia que Ele é salvador com diz em 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”. Ora quem está com a razão? Isaías ou Lucas? Isaías diz que fora de Deus não há salvador e Lucas diz que não há outro nome pelo qual possamos ser salvos, que ta certo? O resposta é evidente. Não há contradições nas declarações de Isaías e de Lucas, ambos estão com a razão, pois Jesus é Deus e é salvador. Temos esta mesma declaração em vários versículos da Palavra de Deus como em Tito 3.6; 2Pedro 1.11; 2Pedro 3.18 ; 1João 5.20. É muito claro o ensino bíblico acerca da salvação do ser humano. Não há possibilidade de salvação fora de Jesus, que é Deus. Podemos exclamar mais uma vez que Jesus é Deus porque é o nosso salvador.
7º - Jesus é Deus porque a Bíblia assim o chama em muitos textos: É muito comum vermos a Bíblia se referir a Jesus como Deus, como em Tito 1.13 “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”, aqui Jesus é chamado de Deus. Vemos também a confissão de Tomé em João 20.28 declarando também que Jesus era Deus, e Jesus não o repreende por assim o chamar, simplesmente pelo fato de ser Ele Deus. E temos muitos outros textos que se referem a Jesus como Deus: João 1.1-3; Cl 2.9.
Conclusão: É meu dever dizer que estas não são as únicas prerrogativas pelas quais declaramos a divindade de Jesus, como antes já disse que não estava com a intenção de esgotar o tema. Porém acredito que os motivos aqui listados são suficiente para que cheguemos a conclusão que de fato Jesus Cristo é Deus Todo Poderoso. Eu me alegro nesta verdade e sem nenhum receio declaro a divindade de Jesus porque Ele é Eterno, Criador de tudo, Onipotente, Onipesente, Oniciente, digno de ser adorado com Deus, perdoa pecador, nosso único salvador e porque a Bíblia centenas de vezes o declara como Deus. A Ele seja a glória, a honra e o louvor.
Referências Bibliográficas:
Pearlman, Myer – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – São Paulo - Ed. Vida 2006
Grudem, Wayne – Teologia Sistemática – São Paulo – Ed. Vida Nova 1999
A Bíblia Anotada – São Paulo - Ed. Mundo Cristão 1994
Stern, David H. – Comentário Judaico do Novo Testamento – Belo Horizonte – Ed. Atos 2008
Todos os textos Bíblicos citados foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida Fiel, excepto os que incluem nota que traz a tradução utilizada.