Muitas são as perguntas que se fazem acerca da salvação do ser humano. Dentre elas uma das mais questionasdas é: A graça de Deus é suficiente para a salvação? Jn 2.9 diz: "Do SENHOR vem a salvação." e se assim diz o texto logo concluimos: sim A GRAÇA DE DEUS É SUFICIENTE.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - XXXIV
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - XXXIII
A MORTE DE SARA E SEU SEPULTAMENTO (Gn 23)
A Bíblia nos alerta muitas vezes para a realidade da morte. Deus está muito interessado e atento para a morte do Seu povo (Sl 116.15). A morte não é uma coisa desagradável, mas antes um tema proveitoso para a meditação do filho de Deus. A salvação nos liberta do medo da morte (Hb 2.15). A morte conduz o santo para a presença de Deus (Fl 2.21-23). A lembrança da morte faz o Cristão lembrar da importância das coisas espirituais.
Um Relato Singular (Gn 23.1-2): Sara é a única mulher cuja morte, enterro e mesmo a idade é apurada extensivamente nas Escrituras. Ela é a "Maria" do Velho Testamento e a mãe dos fiéis (2Pe 3.1-6).
Um Lugar para o Funeral (Gn 23.3-16): Não podemos deixar de notar a maneira refinada e a cortesia de Abraão. A oferta de Efrom (vers.11) pode ter sido mera cortesia, e não deveria ser levado a sério. Tais métodos de negócios são feitos em algumas partes do mundo. Quando Efrom mencionou o preço, Abraão pagou sem pechinchar, e obteve um lugar para servir de sepulcro à sua família. Abraão rendeu honra e respeito aos príncipes de Hete, embora eram ímpios cananeus. A religião da Bíblia nos ensina a respeitar devidamente a todos os que estão na autoridade, sem bajular suas pessoas nem alentar seus delitos se são pessoas indignas. A nobre generosidade destes cananeus envergonha e condena o caráter fechado, egoísta e áspero de muitos que se qualificam de israelitas, e cristãos. Não foi por orgulho que Abraão rejeitou a dádiva, ou porque detestasse ficar obrigado a Efrom, senão por justiça e prudência. Abraão podia pagar o terreno e, portanto, não quis aproveitar-se da generosidade de Efrom. A honestidade, assim como a honra, nos proíbem aproveitar-nos da generosidade de nosso próximo e impor-nos sobre os que dão livremente.
Vejamos agora as várias lições que podemos tirar deste episódio:
A. A morte vem para todos. Nem mesmo os filhos de Deus estão isentos.
B. A morte encerra as nossas obrigações para, e as influências sobre a alma do indivíduo. Abraão estava interessado em enterrar o corpo de Sara, e não em fazer cerimônias ou orar pela sua alma. Todas as tentativas de beneficiar o falecido nada mais são do que superstições. A morte sela o destino da alma e leva a pessoa para o céu ou para o inferno.
C. Os adoradores de Deus têm sempre tratado o corpo do ente querido falecido com amor e respeito. Cristo morreu para remir tanto a alma quanto o corpo, e ambos são de Sua propriedade. O corpo é enterrado na esperança da futura ressurreição (2Co 15.42-44).
D. Os cristãos tem uma esperança viva de que nada pode nos separar do amor de Deus, nem mesmo a morte (Rm 8.35-39)
domingo, 19 de abril de 2009
FOMOS INDICADO COMO UM DOS MELHORES BLOGS DA CRISTANDADE!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - XXXII
DEUS COLOCA ABRAÃO A PROVA (Gn 22)
Temos aqui o relato de uma das maiores provas da fé de Abraão. Esta parte das Escrituras é muito rica em doutrina e aplicação prática.
Abraão é Provado (Gn 22.1-2): Que choque Abraão recebeu quando Deus falou com ele aqui. Ele deveria oferecer Isaque, o filho da promessa, como uma oferta de holocausto. Isto deveria ter parecido totalmente contrário ao caráter de Deus. Não eram os pagãos que faziam tais coisas? Deus não estaria destruindo os seus próprios planos de formar a nação de Israel e por meio dela trazer o Salvador? Que prova isto deve ter sido para a fé de Abraão. Nada parecia fazer sentido.
Vamos considerar várias coisas a respeito das provações que Deus permite ao Seu povo:
A. Deus não tenta ninguém a pecar (Tg 1.13); B. Deus prova o Seu povo para testar a realidade da fé deles (Mt 13.18-23); C. Satanás provoca estas provas muitas vezes (Jó 1.6-12; Lc 22.31); D. As provações são usadas para amadurecer os santos (Tg 1.3-4); E. Deus prova os santos para dar a eles a oportunidade de glorificá-lO por suas ações durante este período; F. Deus dá forças aos verdadeiros santos para vencerem as provações (Lc 22.31-32; 1Co 10.13); G. Estas provações são de grande valor para o povo de Deus (1Pe 1.7).
Obedecendo Sem Questionar (Gn 22.3-5): A fé verdadeira agi na Palavra de Deus mesmo quando nada parece ser racional. No dia seguinte Abraão partiu para cumprir a vontade de Deus. Em nenhum momento Abraão questionou as ordens de Deus. Como Abraão reconciliou a ordem de Deus com a Sua antiga promessa? Em Hebreus 11:17-19, aprendemos que Abraão acreditou que Deus iria ressuscitar Isaque da morte. Isto também é visto no versículo 5, onde Abraão diz a seus servos que ele e Isaque iriam retornar. A obediência de Abraão foi estritamente um ato de fé.
Isaque, uma Figura de Cristo (Gn 22.6-14): Todo o Velho Testamento aponta para Cristo. Em muitas maneiras Isaque retrata o Salvador:
A. Isaque foi gerado de forma miraculosa; B. Isaque, como Cristo, foi o centro dos planos de seu pai; C. A morte de Isaque seria um grande sacrifício para Abraão, assim como Deus demonstrou Seu grande amor quando deu Seu Filho (Jo 3.16; Rm 8.32); D. Isaque foi oferecido por seu pai, como Cristo foi também; E. O Senhor Jesus carregou Sua cruz, assim como Isaque carregou a lenha; F. Isaque, como mancebo, poderia ter resistido ao seu pai. Nisto ele foi uma figura da disposição de Cristo em Se submeter aos planos do Pai (Is 53.7; Lc 22.42); G. O livramento de Isaque é uma figura da ressurreição (Hb 11.19).
A Justificação da Fé de Abraão: Aqueles que ensinam a salvação pelas obras, têm feito mau uso da passagem de Tiago 2.20-23, a fim de provar sua doutrina. Veja agora a interpretação correta:
A. Em Gênesis 15.5-6, temos o relato de como Abraão foi salvo pela fé. Ele foi justificado de todos os seus pecados e recebeu o dom da justiça que lhe foi imputada (Rm 4.1-5). Gênesis 15 nos dá o primeiro exemplo da salvação pela graça. Abraão é o nosso "Pai" porque ele é o primeiro exemplo de salvação através da fé em Cristo. Todos que vão para o céu deverão ser salvos desta maneira.
B. Em Gênesis 22, Abraão justificou sua afirmação de ser um crente pela obediência a Deus. Tiago 2.20-23 não ensina salvação pelas obras, mas salvação pela fé que produz as boas obras. Qualquer fé que não se manifeste a si mesmo como sendo obediente a Deus, não é uma fé que verdadeiramente salva, mas uma fé morta.
Abraão Agrada a Deus: Pela fé Abraão obedeceu e agradou a Deus (Hb 11.2, 6, 17-19)0. Muitos pagãos ofereceram seus filhos a falsos deuses movidos pelo medo ou por uma esperança egoísta. A fé movida pelo amor faz com que nossas ações sejam aceitas diante de Deus (Gl 5.6).
Na salvação, Deus é o Provedor: Que revelação da graça nós temos aqui. A salvação não é comprada ou merecida, mas concedida por Deus. Na providência de Deus um carneiro foi fornecido para morrer no lugar de Isaque. Deus provou Abraão, mas Ele mesmo providenciou o sacrifício. O lugar foi então chamado de Jeová-Jire, que significa "Jeová proverá". Deus deu Seu Filho para morrer em nosso lugar. Um outro título de "Jeová" é Jeová Tsidkenu, que significa "Jeová é a Nossa Justiça" (Jr 23.6). Deus o Pai, como Jeová, deu o Seu Filho para morrer pelos nossos pecados e se tornar a nossa justiça (2Co 5.21). Como Jesus é também Jeová, podemos ver que Jeová provê e ao mesmo tempo é a nossa justiça.
O final do versículo 14 parece ser um provérbio que surgiu a partir deste evento. Ele significa, em essência, que naquele lugar foi visto ou demonstrado que Deus proverá.
Uma Lição para os Cristãos: Há muito que aprender desta narrativa. Nós vemos que Deus deve ser o primeiro em nossa vida (Mt 10.37). Muitas vezes Ele nos prova pedindo aquilo que é mais precioso para nós (Mt 19.21). Nós vemos que somente pela fé é que podemos obedecer a Deus. A razão sozinha nunca é suficiente. E finalmente, nós vemos que nunca perdemos por confiar em Deus. Muitas vezes Deus nos dá de volta aquilo que Ele exigiu de nós. Deus não queria o sacrifício físico de Isaque, mas o espiritual. Deus permitiu a Abraão ficar com Isaque, após ele ter provado que estava disposto a entregá-lo.
A Aliança de Deus Confirmada (Gn 22.15-19): Este encorajamento de fé não foi feito por causa da obediência de Abraão?
segunda-feira, 9 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - XXXI
Este capítulo não somente relata o cumprimento da promessa de Deus, mas também é usado por Paulo como uma alegoria para ensinar a teologia da graça.
Deus Mantém a Sua Palavra (Gn 21.1-2): Somos lembrados por três vezes, nestes dois versículos, que Deus fez exatamente aquilo que Ele disse que faria. Os anos podem se passar e a fé pode falhar, mas a Palavra de Deus nunca cai por terra.
O Filho da promessa (Gn 21.3-5): Quem, exceto Deus, poderia dar um filho a um casal idoso. Devemos deixar claro, para crédito de Abraão, que ele creu na promessa de Deus antes do nascimento de Isaque (Rm 4.17-22). Note que a fé produz obediência. Abraão obedeceu a Deus ao colocar o nome e ao circuncidar a criança (Gn 17.21).
A Alegria de Sara (Gn 21.6-7): Da mesma maneira Sara creu na promessa de Deus antes da concepção de Isaque (Hb 11.11). O nascimento de seu primeiro e único filho trouxe grande alegria. Nós devemos destacar que o nome Isaque significa "risada". Entretanto, isto não parece ser uma referência àquela antiga risada de descrença (Gn 17.17 e 18.12), antes uma risada de alegria. Deus é misericordioso em perdoar as nossas falhas e observar o nosso crescimento e fé. Tanto Sara quanto Abraão são elogiados no Novo Testamento, e suas falhas não são mencionadas.
Ismael Zomba de Isaque (Gn 21.8-9): Como era comum na época, uma festa foi feita quando Isaque foi desmamado. Nesta ocasião Sara viu Ismael, que era quatorze anos mais velho do que Isaque, zombando dele. Não é surpresa para aqueles que conhecem a natureza humana ver Ismael ressentido com Isaque, que havia sido colocado no lugar dele como herdeiro de Abraão. Sara ficou muito nervosa e talvez preocupada com a segurança de Isaque.
Um Castigo Chocante (Gn 21.10-13): Para espanto e terror de Abraão, Sara demandou que Agar e Ismael fossem expulsados. Isto foi demasiadamente doloroso para Abraão, pois ele era contra deserdar ou abandonar Ismael. Indubitavelmente, ele sentiu que isto era uma injustiça contra Agar. Somente depois que Deus confirmou as palavras de Sara é que ele foi capaz de tomar esta atitude. Deus revelou duas coisas para Abraão e ambas o confortaram e explicaram a necessidade desta separação:
Uma Alegoria. A história de Isaque e Ismael é usada pelo Apóstolo Paulo como uma alegoria, a fim de ilustrar a diferença entre a lei e a graça (Gl 4.19-5.1). Uma alegoria usa pessoas e acontecimentos para simbolizar certas verdades. Vejamos as doutrinas que Paulo ilustra:
A. Duas Alianças - Agar, a escrava, representa a Aliança feita no Monte Sinai, que poderia apenas gerar escravidão. Sara, a mulher livre, representa a nova Aliança da graça.
C. Ismael nasceu sob escravidão e representa a falta de esperança daqueles que, sendo nascidos da carne, estão tentando ser salvos pela lei. Isaque nasceu sendo livre e representa aqueles em Cristo que estão livres da condenação da lei (Gl 5.1).
D. Ismael tinha uma natureza carnal e mundana. A sua esperança e amor estavam colocadas nas coisas deste mundo. Isaque, como Abraão, era um homem de fé que adorava a Deus.
A Expulsão da Escrava (Gn 21.14-21): Agar e Ismael foram despedidos conforme a ordem de Deus. Logo lhes faltou água e a morte parecia iminente. Agar deixou Ismael sob um arbusto e saiu para não muito longe a fim de chorar. Ela não queria ver a morte do menino. Deus, entretanto, ouviu a voz do menino. Abraão amava Ismael e havia orado por ele, por este motivo Deus cuidou da mãe e do menino. Foi mostrado a Agar um poço e então eles foram poupados. Ismael se tornou um flecheiro e se casou com uma mulher egípcia. Assim se deu a origem dos Árabes.
Deus Cuida de Abraão (Gn 21.22-32): Este pequeno relato mostra como Deus cuidava de Abraão. Até mesmo o infiel podia ver que Deus estava abençoando Abraão. O Senhor pode fazer com que seu povo encontre o favor dos ímpios, se isto for para o bem deles. O incidente a respeito do poço de Berseba revela a natureza pacífica de Abraão. Em vez de lutar ou ultrajar, ele fez uma aliança pacífica e generosa com Abimeleque a respeito do poço. Devemos sempre que possível buscar a paz.
A Adoração Pública (Gn 21.33-34): Que quadro maravilhoso. Abraão plantou um bosque onde podia publicamente adorar a Deus. Nós só podemos crer que ele também ensinava a outros a respeito do Deus verdadeiro. (Mais tarde na história de Israel, a adoração em bosques foi proibida, pois eles acabaram se associando com a idolatria).
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
MINHA ESPERANÇA - PREGAÇÃO BILLY GRANHAN
COMO SINTO FALTA DESSE TIPO DE MENSAGEM EM NOSSO BRASIL.
MAS AI VAI UM GRANDE EXEMPLO DE PREGAÇÃO DO EVANGELHO!!!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - XXX
A narrativa agora se volta para Abraão no momento em que ele tropeça e falha em confiar no Senhor. Ainda que a sua vida era certamente mais produtiva do que a de Ló, devemos lembrar que nenhum homem está livre do pecado abrigado em sua vida (Rm 7.18-24). Vamos humildemente nos lembrar que somos sustentados pela graça de Deus, e que devemos orar diariamente para a libertação do pecado (Mt 6.13). Que a consideração da nossa própria fraqueza nos ajude a sermos mais mansos no trato com os irmãos que erram (Gl 6.1).
A Mudança de Abraão (Gn 20.1): Apesar de Abraão viver como peregrino na terra, nós não sabemos o que ocasionou esta mudança. Talvez a destruição de Sodoma fez com que toda aquela área se tornasse desagradável.
Uma Complicação (Gn 20.2): Os problemas começaram a surgir quando o Rei de Gerar tomou Sara para ser sua futura esposa. Abraão havia provocado isto quando a fez passar por sua irmã. Ela de fato era sua "meia-irmã" e sua esposa (Gn 20.12).
Note agora vários assuntos de interesse:
A. O pecado e a fraqueza devem ser mortificados (Rm 13.14), ou eles causarão futuros fracassos em nossas vidas. Anteriormente em sua vida Abraão tinha usado esta mesma tática comprometedora em vez de confiar em Deus (Gn 12.10-20). Agora o vemos falhando novamente por não ter verdadeiramente vencido ou conquistado este pecado (Gn 20.13). Ele deveria ter orado e buscado a ajuda de Deus, em vez de deixar a porta aberta para futuros problemas.
B. É triste o fato de que os nossos pecados afetam outras pessoas. As crianças são muitas vezes levadas a se desviarem pelo mau exemplo de seus pais (Êx 20.5). Alguns anos mais tarde, Isaque caiu neste mesmo pecado e no mesmo lugar (Gn 26.6-11).
C. Tem sido sempre levantada a questão do por que Abimeleque queria Sara como esposa. Há duas possíveis razões para isso:
1. Sara era uma mulher lindíssima (Gn 12.10). Talvez sua beleza tinha sido divinamente restaurada enquanto Deus a preparava para conceber Isaque.
2. As intenções de Abimeleque em se casar com Sara poderiam ser de ordem política. Abraão era um homem rico e próspero, e o casamento freqüentemente foi usado na história como uma forma de aliança política.
3. Existe, também, a possibilidade de que esta passagem esteja fora de ordem cronológica. Pois vemos Abraão dizendo que disse para Sara dizer que era sua irmã quando saíram da terra de seus pais, pois se estiver em ordem cronológica Sara teria quase noventa anos de idade. (Gn 20.13)
Divina Intervenção (Gn 20.3-7): Deus tem ciúmes de Seu povo e especialmente de Seus servos (Mt 18.6; Sl 105.15; Is 54.17). Deus tinha um plano para Abraão que Abimeleque estava prestes a interromper. Abraão não foi inocentado pelo seu comportamento, mas os planos de Deus para ele deveriam continuar. Se Abimeleque tivesse tomado Sara por mulher, nem Isaque, nem a nação de Israel e muito menos o nosso Senhor Jesus Cristo teriam nascido. O propósito de Deus não pode ser impedido, embora algumas vezes ele pareça estar sendo ameaçado.
Vamos olhar a um outro ângulo da verdade. Abimeleque foi impedido de pecar porque Deus conhecia a retidão de seu coração. Ele não sabia que Sara era casada. Há uma lição verdadeira aqui. Muitas tentações e pecados chegam furtivamente até nós, mas Deus livra todo aquele que é humilde e ora (Pv 16.18; Mt 6.13). Ele pode permitir que o altivo de coração caia, como forma de castigo e punição.
Abimeleque Questiona Abraão (Gn 20.8-13): Deus sabe como falar com um homem a fim de impressioná-lo. Abimeleque sabia que o Deus de todo poder havia falado, e que ele não tinha outro recurso senão obedecer. Note que no versículo 8, até mesmo os servos de Abimeleque levaram a mensagem a sério. Tudo isso nos faz lembrar de duas coisas que Abraão esqueceu:
A. A Soberania Universal de Deus. - No versículo 11, Abraão expõe seus temores declarando que não acreditava que em Gerar havia temor de Deus. Parece que ele acreditava que se ele estivesse em um lugar que não temesse ao Senhor, ele estaria fora da proteção de Deus. Ele se esqueceu de que nós nunca podemos sair da presença e do poder de Deus (Sl 139). Deus pode trabalhar na mente de todos os homens, e pode dirigir o caminho do homem em qualquer época (Pv 21.1). Nem mesmo Satanás pode fazer qualquer coisa contra os filhos de Deus, a menos que ele receba permissão de Deus para isso (Lc 22.31). Este é o tema do livro de Jó, Daniel e Ester.
B. Ele se esqueceu de que aquele que tem fé em Deus, não precisa ter medo do homem. O medo do homem sempre nos levará a tropeçar e pecar (Pv 29.25; Jr 1.17).
Abimeleque Recompensa Abraão (Gn 20.14-16): Após Abimeleque ser repreendido por Deus, ele faz uma pronta restituição. Ele não somente restituiu Sara, mas também se desculpou e procurou recompensar Abraão pelo ocorrido, oferecendo-lhe presentes. Enquanto tudo isso parece ser injusto para com Abimeleque, vamos nos lembrar que Abraão podia estar correto em seu julgamento a respeito do povo de Gerar. Quem sabe se eles não matariam Abraão? O seu erro foi confiar em seus próprios planos em vez de confiar em Deus.
A Intercessão de Abraão (Gn 20.17-18): Abraão não era perfeito, mas era um filho de Deus. Ele podia orar porque sabia como se aproximar de Deus através de Cristo. Deus permitiu que Abraão tivesse um sucesso público em suas orações, para que todos soubessem que Abraão era um vaso escolhido por Ele.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - XXIX
O julgamento que Deus operou sobre Sodoma e Gomorra serve de alerta para toda a humanidade. Pois foi prometido antes e só escaparam aqueles que acreditaram a Palavra de Deus. Os homens daquela região e época não deram ouvidos para a mensagem de Deus, e eles acreditando ou não a mensagem se cumpriu. Nos dias de hoje não é diferente, existe uma promessa de um julgamento sobre esta terra. Porém os homens de hoje não dão ouvidos para a Palavra de Deus que promove um livramento para os que nela confiam. Esses homens surpresos ficaram quando verem a justiça de Deus imposta sobre os habitantes da Terra.
O Julgamento (Gn 19.24-25): O julgamento destas cidades permanece como um tipo, exemplo, do julgamento final que Deus exercerá sobre os ímpios (Judas 7). Mesmo hoje, esta área é um lugar quente e miserável, coberta de escavações de betume. Os restos de Sodoma e Gomorra, segundo estudos arqueológicos, parecem estar sob o fundo raso do Mar Morto. Toda a área parece guardar marcas do juízo efetuado por Deus. Vamos nos lembrar que estas cidades têm um encontro marcado com Deus no futuro (Mt 11.24). Nenhum julgamento nesta vida é comparável com o julgamento final. Ou seja o julgamento deles ainda não terminou.
A Mulher de Ló (Gn 19.26): O coração da mulher de Ló nunca deixou Sodoma. Por causa de sua hesitação e demora, ela foi submetida ao julgamento, sendo então coberta com sal e minerais. Ela permanece como um aviso para aqueles que têm o coração dividido entre fugir do pecado e buscar a Cristo (Lc 17.32). O verdadeiro convertido se refugia em Cristo (Hb 6.18).
O Intercessor (Gn 19.27-29): Que contraste! Enquanto Ló estava fugindo da destruição e perdia tudo o que possuía, Abraão observava do seu lugar de comunhão com Deus. Aqui fica evidente a vantagem de ser espiritualmente consagrado. O salvo só tem a perder quando se embaraça com este mundo. Podemos notar também aqui, o poder da oração intercessora. O versículo 29 declara que o livramento de Ló estava ligado ao relacionamento entre Deus e Abraão.
A Desgraça de Ló (Gn 19.30-38): Que terrível desperdício e prejuízo o pecado produz. A vida de Ló se tornou em um desastre após o outro. Os Cristãos não podem perder a sua alma, mas certamente podem desperdiçar suas vidas e perder suas famílias. O incesto é enfaticamente denunciado em muitas passagens bíblicas (cf. Lv 18:6; 20:17). De fato, o Senhor declarou: "Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe" (Dt 27:22). Contudo Ló cometeu incesto com suas duas filhas, do qual resultaram as nações de Moabe e Amom, Por que Ló não é repreendido?
Não há dúvida alguma de que Ló pecou de diversas maneiras, para não dizer nada quanto à violação das leis do incesto que mais tarde Moisés deu como mandamentos a Israel. Ló embebedou-se e pecou com suas duas filhas. A alma reta dele tinha sido perturbada com os muitos pecados por sua longa permanência junto com o povo de Sodoma. Mas nenhum desses pecados recebe aprovação nesta passagem. De fato, a narrativa seca do episódio, sem nenhum comentário positivo do escritor, indica que não se pretendeu esconder o horror desses pecados. Eis aqui um bom exemplo do princípio de que nem tudo que a Bíblia narra ela aprova. As filhas de Ló tinham muitas desculpas para a conspiração pecaminosa que empreenderam. Elas foram oferecidas pelo próprio pai a uma multidão de homens insanos. Elas não tinham nenhuma esperança de maridos. Os filhos eram uma proteção para os velhos e sem eles o nome da família desapareceria, pois não haveria descendentes. O pecado delas teve prosseguimento, e foi motivado pela falta de fé de que Deus iria suprir suas necessidades, e também pela ausência de padrões morais. Os filhos deste incesto foram os ancestrais de duas nações (Moabitas e Amonitas) que se tornaram um problema habitual para Israel.
Há muitas lições em tudo isso:
A. A vida que não é vivida de acordo com a direção de Deus, é como desmoronar montanha abaixo.
B. Se nós criamos nossos filhos da mesma maneira que o mundo cria, não devemos nos surpreender se eles aprenderem os caminhos do mundo.
C. A embriaguez é um grande pecado que abre a porta para pecados ainda maiores.
D. O fruto da vida de um Cristão carnal freqüentemente produz muitas tentações e provas para aqueles que estão tentando obedecer a Deus. Tal comprometimento deixa muitos "Moabitas e Amonitas" em torno daqueles que no futuro servirão a Deus, e que com certeza, terão o objetivo de impedi-los.
Conclusão: Que a vida que Ló levou sirva para nós de exemplo para não agirmos de forma a não levar em conta a vontade de Deus. Ló é o exemplo claro de um cristão carnal que vive de acordo com seus próprios desejos. Que a Bíblia Sagrada seja sempre o mapa que nos conduz a vontade de Deus.
domingo, 25 de janeiro de 2009
A NATUREZA DIVINA DE CRISTO.
Sabemos que nos últimos dois séculos se levantaram diversos estudiosos que tentaram fazer desacreditar das principais doutrinas da fé cristã. Nunca se atacou tanto a fé cristã como nesta época. Questionam a autoridade das Escrituras, a sua inspiração, a historicidade dos Textos Sagrados, a existência de Deus e uma infinidade de outros questionamentos. Porém, existe uma das doutrinas centrais do cristianismo que é afrontada com veemência a milhares de anos. Desde os primeiros anos de fé cristã existem os que negam a divindade de Cristo Jesus. Negar a divindade de Cristo é negar o próprio cristianismo. Não há cristianismo sem que haja uma compreensão correta de quem é Jesus. E uma das coisas que precisamos compreender é que Jesus é Deus.
Desde já quero deixar claro que neste pequeno estudo eu não pretendo tratar do assunto de forma exaustiva e muito menos trazer coisas novas. O assunto aqui tratado será muito familiar para os que estudam as Escrituras Sagradas com seriedade e procurarei ser objetivo para que qualquer um que ler o texto possa entender. Darei alguns pontos que nos ajuda a compreender a verdade acerca de Cristo e sua divindade.
Primeiramente devemos entender que para que alguém seja considerado Deus deve preencher alguns requisitos que somente Deus poderia ter, a saber: eternidade, ser o criador de tudo, onipotência, onipresença, onisciência, dignidade para ser adorado, perdoar pecados etc...
Todas estas características são consideradas como Atributos Incomunicáveis de Deus, ou seja, são atributos, características, que Deus não compartilha com ninguém, pois somente Ele pode possuir tais atributos, portanto se Jesus possuir tais atributos Ele é Deus. É o que passaremos a considerar a seguir. Porém antes de tudo deve-se entender que acreditar na divindade de Cristo não é crer na existência de dois deuses, pois as Escrituras nos declaram que existe apenas um Deus verdadeiro (Dt 6.4), que este Deus único é composto de três pessoas distintas Pai, Filho e Espírito Santo, pois a Bíblia atribui divindade aos três (1Co 8.6; Tt 2.13; At 5.3-4). Portanto não acreditamos na existência de outro deus.
Passemos agora a analisar esses atributos em Jesus e considerar o por que Ele é Deus.
1º - Jesus é Deus porque Ele é eterno: Como já citamos acima, eternidade é um dos atributos incomunicáveis de Deus. Só Deus é eterno. Ser eterno é não ter inicio nem fim. Deus é eterno porque nunca houve uma época em que Ele não existiu (Sl 90.2). E este mesmo atributo esta sobre Jesus. Em Isaías 9.6, que é uma profecia Messiânica declara que o Messias esperado seria chamado de “Pai da Eternidade”[1]. Em Miquéias 5.2 diz que o que as suas “origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”[2], ou seja Ele, Jesus, não veio a existir quando Maria se achou grávida, ali foi a encarnação de Deus. Ele se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1-14). Ele já existia desde a eternidade passada. Veremos também alguns textos no Novo Testamento que provam a eternidade de Jesus. Em Hebreus 7.3 em uma comparação de Melquisedeque com Jesus afirma que: “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre”[3]. Em Romanos 9.5 a Bíblia chama Jesus de “Deus bendito eternamente”[4]. Com estas referências bíblicas não temos outra opção a não ser declarar que Jesus é eterno e se é eterno é Deus. Mas o texto que mais me chama a atenção é o que está no Evangelho escrito por João 8.58 onde está escrito assim: “Respondeu Jesus: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!’[5]”, veja que coisa interessante Jesus disse, demonstrando ter consciência de sua própria eternidade, Ele usa um evento do passado “antes que Abraão nascer” para fazer referência a Ele mesmo usando um verbo no presente “Eu sou”, Jesus pode afirmar isso pois eternidade não é um tempo e sim um estado. Não há presente, passado e futuro na eternidade. Ser eterno é esta fora do tempo é um “presente” eterno (2Pe 3.8). Por isso Ele usa um evento no passado e refere-se a Ele no presente. Isso demonstra que Jesus enquanto andava neste mundo tinha plena consciência de sua eternidade.
2º - Jesus é Deus porque Ele é Criador: A Bíblia Sagrada é enfática ao declarar logo no inicio que Deus é o criador de todas as coisas: céu, terra, seres vivos e o ser humano. Em Gênesis 1.1 é declarado: “No princípio criou Deus os céus e a terra.”, portanto para nós, que cremos nas Escrituras como única verdade absoluta, não há dúvida que Deus é criador. E no mesmo capítulo existe uma declaração interessante: “Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26). Com quem que Deus Pai realiza a obra da criação? Quando analisamos a Bíblia iremos chegar a uma conclusão de que Jesus participou desta obra. Primeiramente deve-se entender que não podem ter sido para os anjos que Deus declarou “façamos o homem” pois em nenhum lugar nas Escrituras há referências sobre anjos como criadores. Mas há uma vasta quantidade de referencias sobre Cristo como criador como por exemplo João 1.3 que diz: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”, nesse texto é claro que tudo que Jesus é criador de todas as coisas. Vemos esta realidade também em João 1.10 que diz: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.”. O apóstolo Paulo também declara esta realidade em suas epístolas, vejamos: Colossenses 1.16-17 “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” Sendo assim se Cristo é criador de todas as coisas então podemos afirmar que Ele é Deus.
3 º - Jesus é Deus porque é Onipresente, Onipotente e Oniscinente: Sabemos através da Palavra de Deus que somente Deus tem todo conhecimento, todo o poder e pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. E em Cristo Jesus encontramos tais características também. Vemos nas Escrituras a sua onipresença citada em Mateus 18.20 que diz: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”. Vemos sua onipotencia em Filipenses 3.21 que diz: “Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” Vemos aqui Cristo sendo descrito por Paulo como aquele que sujeita todas as coisas pelo seu poder. Vemos esta verdade também em Jo 5.19 e Mt 28.18. Vemos a sua onisciencia em João 16.30 que diz: “Agora conhecemos que sabes tudo, e não precisas de que alguém te interrogue. Por isso cremos que saíste de Deus.”, a onisciencia de Cristo aqui é reconhecida por todos os seus discípulos, vemos o mesmo fato em Jo 2.25; Mt 9.4; Mc 2.6-8. A onisciencia de Cristo sonda até mesmo os pensamentos e intenções do coração humano. Se Jesus tem, como já vimos que tem, os atributos de onipresença, onipotencia e onisciencia então podemos dizer que Ele é Deus, pois só Deus o é.
4º - Jesus é Deus porque é digno de ser adorado: Na minha opinião este é o argumento mais forte acerca da divindade de Cristo. Podemos analisar as Escrituras e sem muito esforço chegaremos a conclusão de que somente Deus é digno de ser adorado, pois tal tema é vasto dentro das escrituras. Não nos falta textos para provar a dignidade de Deus ser adorado, por isso é Deus, pois só Ele pode ser adorado. Inclusive o próprio Jesus quando foi levado ao deserto para ser tentado pelo diabo declarou: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Mt 4.10). Mostrando assim a conciência que tinha a cerca da dignidade de adoração somente a Deus. Porém pouco tempo depois Jesus estava descendo do monte das oliveiras com a multidão que ouviu o sermão da montanha e de repente “E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.” (Mt 8.2) se Jesus tinha plena conciência de que somente Deus seria digno de adoração, por que não repreendeu o leproso? Simplesmente porque sabia que Ele mesmo era Deus e assim digno de adoração. Pois se assim não fosse Jesus teria tomado uma atitude louca. Porém Ele recebe aquilo que lhe é devido e não impede o leproso em seu ato de adoração. Esse não é o único caso isolado em que Jesus recebe adoração e em todas as vezes Ele prontamente recebe o que lhe é devido, pois digno é. Diferente dos apóstolos que ao verificarem a menor possibilidade de adoração por parte de outro ser humano prontamente repreendia e se igualava a eles (At 10.25-26). Até mesmo os anjos quando percebem qualquer ato que possa ser de usado na adoração a Deus prontamente repreende tal pessoa (Ap 19.10). Mas com Jesus era diferente, como já vimos. Além destes textos temos também (Ap 5.12; Hb 1.6; Mt 2.2; Mt 9.18; Mt 14.33). Portanto se somente Deus é digno de adoração e Jesus recebeu adoração então podemos exclamar em adoração que Jesus Cristo é Deus Todo Poderoso, amém.
5º - Jesus é Deus porque perdoa pecados: Ao analisar a Bíblia também chegaremos a conclusão de que só Deus pode perdoar pecados (Is 1.18; Is 43.25; Mc 2.7). E em Cristo nós vemos esta realidade, na Bíblia Ele constantemente declara os pecados de pessoas perdoados como em Lucas 7.48 que diz: “E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.”. Vemos esta mesma realidade no texto de Mateus 9.2 que diz: “E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados.”. Vemos na Bíblia constantemente pessoas reconhecendo esta realidade e se prostrando e rogando a grande misericórdia de Deus e recebendo através de Cristo o perdão dos pecados. E se Cristo perdoa pecados e se só Deus pode perdoar pecados podemos então declarar que Jesus é Deus (ver também At 5.31).
6º - Jesus é Deus porque é salvador: Ao estudarmos as Escrituras também chegaremos facilmente a conclusão que somente Deus pode salvar e fora dEle não há salvador (Is 43.11). Se o texto de Isaías está correto, como sabemos que está, então sabemos que fora de Deus não há outro salvador. Portanto qualquer possibilidade de salvação fora de Deus é ilusória e falsa e portanto se Jesus não é Deus a Bíblia não declararia que Ele é salvador com diz em 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”. Ora quem está com a razão? Isaías ou Lucas? Isaías diz que fora de Deus não há salvador e Lucas diz que não há outro nome pelo qual possamos ser salvos, que ta certo? O resposta é evidente. Não há contradições nas declarações de Isaías e de Lucas, ambos estão com a razão, pois Jesus é Deus e é salvador. Temos esta mesma declaração em vários versículos da Palavra de Deus como em Tito 3.6; 2Pedro 1.11; 2Pedro 3.18 ; 1João 5.20. É muito claro o ensino bíblico acerca da salvação do ser humano. Não há possibilidade de salvação fora de Jesus, que é Deus. Podemos exclamar mais uma vez que Jesus é Deus porque é o nosso salvador.
7º - Jesus é Deus porque a Bíblia assim o chama em muitos textos: É muito comum vermos a Bíblia se referir a Jesus como Deus, como em Tito 1.13 “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”, aqui Jesus é chamado de Deus. Vemos também a confissão de Tomé em João 20.28 declarando também que Jesus era Deus, e Jesus não o repreende por assim o chamar, simplesmente pelo fato de ser Ele Deus. E temos muitos outros textos que se referem a Jesus como Deus: João 1.1-3; Cl 2.9.
Conclusão: É meu dever dizer que estas não são as únicas prerrogativas pelas quais declaramos a divindade de Jesus, como antes já disse que não estava com a intenção de esgotar o tema. Porém acredito que os motivos aqui listados são suficiente para que cheguemos a conclusão que de fato Jesus Cristo é Deus Todo Poderoso. Eu me alegro nesta verdade e sem nenhum receio declaro a divindade de Jesus porque Ele é Eterno, Criador de tudo, Onipotente, Onipesente, Oniciente, digno de ser adorado com Deus, perdoa pecador, nosso único salvador e porque a Bíblia centenas de vezes o declara como Deus. A Ele seja a glória, a honra e o louvor.
Referências Bibliográficas:
Pearlman, Myer – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – São Paulo - Ed. Vida 2006
Grudem, Wayne – Teologia Sistemática – São Paulo – Ed. Vida Nova 1999
A Bíblia Anotada – São Paulo - Ed. Mundo Cristão 1994
Stern, David H. – Comentário Judaico do Novo Testamento – Belo Horizonte – Ed. Atos 2008
Todos os textos Bíblicos citados foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida Fiel, excepto os que incluem nota que traz a tradução utilizada.