Muitas são as perguntas que se fazem acerca da salvação do ser humano. Dentre elas uma das mais questionasdas é: A graça de Deus é suficiente para a salvação? Jn 2.9 diz: "Do SENHOR vem a salvação." e se assim diz o texto logo concluimos: sim A GRAÇA DE DEUS É SUFICIENTE.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O TESOURO DO EVANGELHO
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Regeneração e Verdadeiro Livre Arbítrio
Regeneração e Verdadeiro Livre Arbítrio
C.H. Spurgeon

O homem tornou-se tão decaído que ele não é capaz de cumprir a lei. É mais fácil o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas manchas, do que aquele que está acostumado a fazer o mal aprender a fazer o bem (Jeremias 13:23); mas o que o homem não é capaz de fazer, por causa da perversidade da carne, Deus executa dentro dele, efetuando nele o querer e o realizar segundo a Sua boa vontade. Oh, que graça sublime é esta, que, enquanto perdoa nossa falta de vontade, também remove nossa carência de poder!
E, queridos amigos, não é uma maravilhosa prova da graça que Deus faz isto sem destruir o homem em absolutamente qualquer grau? O homem é uma criatura com uma vontade (um arbítrio), um "livre arbítrio" como eles às vezes é chamado, uma criatura que é responsável pelas suas ações; assim Deus não vem e muda nossos corações por um processo físico, como alguns parecem imaginar, mas por um processo espiritual no qual ele nunca arruína nossa natureza, mas torna a nossa natureza correta.
Se um homem se torna um filho de Deus, ele ainda tem uma vontade (um arbítrio). Deus não destrói o delicado mecanismo da nossa natureza, mas ele o coloca na marcha adequada. Nós nos tornamos cristãos com a nossa própria total aprovação e consentimento; e nós não guardamos a lei de Deus por qualquer compulsão a não ser a doce compulsão do amor. Nós não a obedecemos porque nós não poderíamos fazer o contrário, mas nós obedecemos porque nós não queremos fazer diferente, porque nós passamos a nos deleitar nela, e isto me parece a maior maravilha da graça divina.
Vejam, queridos amigos, como são diferentes o modo de agir de Deus e o nosso. Se você derruba um homem que está vivendo uma vida má, e o põe em cadeias, você pode torná-lo honesto pela força; ou se você o deixa livre, e restringe-o por meio de leis do parlamento, você pode mantê-lo sóbrio se ele não puder adquirir nada para beber, você pode fazer com que ele fique maravilhosamente quieto se você puser uma mordaça na boca dele; mas esse não é o modo de Deus agir.
Ele que pôs o homem no Jardim de Éden e nunca pôs qualquer paliçada ao redor da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas permitiu que o homem fosse um agente livre, faz exatamente o mesmo nas operações da Sua graça. Ele deixa o seu povo entregue às influências que estão dentro de cada um, e ainda assim eles andam corretamente, porque eles são tão transformados e renovados pela Sua graça que eles se deleitam em fazer aquilo que antes eles detestavam fazer.
Eu admiro a graça de Deus agindo assim. Nós teríamos feito o relógio em pedaços, quebrado metade das rodas e feito novas ou algo assim. Mas Deus sabe como deixar o homem tão homem quanto ele era antes da sua conversão, e ainda assim fazê-lo tão completamente um novo homem que as coisas antigas já passaram e tudo se fez novo.
E isto é muito bonito também: que quando Deus escreve a Sua lei nos corações do Seu povo, Ele faz com que este seja o modo de preservação deles. Quando a lei de Deus é escrita no coração de um homem, aquele coração divinamente torna-se propriedade real, porque o nome do Rei está lá, e o coração no qual Deus escreveu o Seu nome jamais pode perecer.
FONTE: BOM CAMINHO
O caráter de um velho puritano ou não-conformista inglês
O caráter de um velho puritano ou não-conformista inglês
John Geree
Publicado pela primeira vez em 1646

O Velho Puritano inglês era alguém que honrava a Deus acima de tudo, e sob Deus dava a cada um o que lhe era devido. Seu primeiro cuidado era servir a Deus e nisso ele não fazia o que lhe parecia bom aos seus próprios olhos, mas o que é bom do ponto de vista de Deus, fazendo da Palavra de Deus a regra da sua adoração. Ele tinha em alta conta a ordem na Casa de Deus, mas não se submetia, por causa disso, a ritos supersticiosos que são supérfluos e morrem pelo uso. Ele reverenciava a autoridade mantida em sua esfera, mas não se atrevia, sob pretexto de sujeição aos poderes mais altos, a adorar a Deus segundo as tradições dos homens. Ele observava todos os mandamentos de Deus, mas alguns ele estimava como de maior conseqüência.
Ele passava muito tempo em oração; com ela ele iniciava e terminava o dia. Nela ele era muito exercitado em seu quarto, com sua família e na assembléia pública. Ele valorizava mais aquela forma de oração em que, pela graça de Deus, as expressões variavam de acordo com as necessidades e ocasiões presentes; entretanto não considerava erradas as formas fixas. Portanto naquela situação da igreja ele não rejeitava completamente a liturgia, mas a corrupção dela. Ele considerava a leitura da palavra uma ordenança de Deus tanto em particular como em público, mas não julgava que a leitura era pregação. A palavra lida ele considerava ter mais autoridade, mas a palavra pregada maior eficiência.
Ele considerava a pregação tão necessária agora quanto na Igreja Primitiva, estando ainda o prazer de Deus na loucura da pregação a fim de salvar aqueles que crêem. Ele considerava superior aquela pregação em que havia mais de Deus, menos do homem, quando eram recusados adornos vãos de inteligência e palavras, e a demonstração do Espírito de Deus e de poder era enfatizada. Entretanto ele era capaz de distinguir entre simplicidade instruída e rudeza negligente. Ele considerava a clareza a melhor graça de um pregador; e o melhor método aquele que era mais útil à compreensão, afeições e memória. Para isso ele considerava ordinariamente que nenhum era mais adequado do que doutrina, ponderação e uso. Os melhores sermões eram aqueles que chegavam mais perto da consciência, todavia de forma a ter as consciências dos homens despertadas, e não desanimadas.
"Ele passava muito tempo em oração; com ela ele iniciava e terminava o dia."
Ele era um homem de bom apetite espiritual e não se contentava com uma refeição por dia. Um sermão à tarde era apreciado por ele tão bem como um pela manhã. Ele não ficava satisfeito com orações sem pregação; de forma que se esta estivesse faltando em casa, ele a buscaria em outro lugar, ainda que ele tomasse o cuidado de não desencorajar seu pastor por sua ausência, desde que o pastor fosse fiel, ainda que outro pudesse ter dons mais vivos. Uma palestra ele respeitava, apesar de não ser necessária. Ainda que fosse uma benção, ele a recebia com um pouco de dor e sentimento de perda.
O Dia do Senhor ele considerava uma ordem divina, e o descanso nele necessário, desde que conduzisse à santidade. Ele era muito consciencioso na observância daquele dia como o dia de mercado da alma. Ele tinha cuidado em lembrar-se dele, de deixar casa e coração em ordem para ele e quando o dia chegava, ele se aplicava em melhorá-lo. Ele livrava a manhã de sono supérfluo e vigiava o dia inteiro seus pensamentos e palavras, não só para restringi-los da maldade, mas também do mundanismo. Todas as partes do dia eram como que santas para ele e ele se dedicava continuamente a uma variedade de deveres santos; o que ele ouvira em público, ele repetia em particular, para afiar a si mesmo e a sua família. Recreações permitidas ele considerava inadequadas para este dia e as ilegais muito mais abomináveis. Mas ele conhecia a liberdade que Deus lhe deu para o necessário refrigério, o qual ele nem recusava, nem abusava.
O sacramento do batismo que ele recebera na infância ele observava olhando para trás ao atingir a idade correta para responder a seus compromissos e reivindicar seus privilégios. A Ceia do Senhor ele considerava parte do alimento da alma, pela qual ele trabalhava para manter o apetite. Ele a considerava como uma ordenança da mais estreita comunhão com Cristo e portanto requeria preparação ainda mais precisa. Seu primeiro cuidado estava no exame de si mesmo, mas como um ato de ofício ou caridade ele tinha também um olhar para os outros. Ele procurava pôr os escandalosos para fora da comunhão; mas ele mesmo não os expulsava, porque os escandalosos eram tolerados pela negligência de outros. Ele condenava a superstição e vaidade dos jejuns papistas, mas não desperdiçava uma oportunidade para humilhar sua própria alma através de um verdadeiro jejum. Ele abominava a doutrina papista doopus operatum em ação. E na prática não se apoiava na performance, mas no que era feito em espírito e em verdade.
Ele entendia que Deus tinha deixado uma regra em sua Palavra para disciplina, e era a aristocrática por meio de anciãos, não a monárquica por meio de bispos, nem a democrática por meio do povo. Disciplina adequada ele julgava não pertencendo ao ser, mas ao bem-estar de uma igreja. Então ele considerava como mais puras aquelas igrejas em que o governo era exercido por presbíteros, mas não julgava como falsas igrejas que procedessem diferentemente. Perfeição nas igrejas ele achava ser algo mais para ser desejado do que esperado. E, portanto ele não esperava um estado da igreja em que não houvesse qualquer defeito. As corrupções que havia nas igrejas ele considerava seu dever lamentar com esforços para correção; mas ele não se separava, de forma que ele poderia participar da adoração sem participar da corrupção.
"Então ele considerava como mais puras aquelas igrejas em que o governo era exercido por presbíteros, mas não julgava como falsas igrejas que procedessem diferentemente."
Ele não atribuía santidade às igrejas, como no templo dos judeus; mas considerava-as convenientes como as sinagogas deles. Ele as teria mantido decentes, mas não magníficas, sabendo que o evangelho não requer pompa externa. Sua principal música estava no cântico de salmos, nos quais, apesar de não negligenciar a melodia da voz, ele cuidava principalmente da melodia do coração. Ele não gostava do tipo de música na igreja que provocava deleite sensual e era um obstáculo ao avanço espiritual.
Ele considerava a sujeição aos poderes mais altos como parte da religião pura, como também a visita aos órfãos e viúvas. Entretanto ele distinguia entre a autoridade e as luxúrias dos magistrados. Àquelas ele se submetia, mas nestas ele não se atrevia a ser servo de homens, tendo sido comprado por preço. Leis e ordens justas ele obedecia de boa vontade, não só por temor, mas também por dever de consciência; mas aquelas que eram injustas ele recusava-se a observar, escolhendo obedecer antes a Deus do que ao homem. Todavia sua recusa era modesta e com submissão às penalidades, a menos que ele pudesse obter indulgência da autoridade.
Ele tinha cuidado em todos os relacionamentos no saber, e no dever, e isso com singeleza de coração como a Cristo. Ele considerava a religião como um compromisso com o dever; que os melhores cristãos deveriam ser os melhores maridos, melhores esposas, melhores pais, melhores filhos, melhores senhores, melhores servos, melhores magistrados, melhores súditos para que a doutrina de Deus pudesse ser adornada e não blasfemada.
"Sua família ele se esforçava por tornar uma igreja, tanto em relação a pessoas como a práticas."
Sua família ele se esforçava por tornar uma igreja, tanto em relação a pessoas como a práticas, e não admitia ninguém nela a não ser que fosse temente a Deus. Também se esforçava para que aqueles que fossem nascidos nela pudessem nascer de novo para Deus. Ele abençoava sua família de manhã e à noite por meio da palavra e oração e se preocupava em executar essas ordenanças no melhor período possível. Ele criava os filhos na disciplina e admoestação do Senhor e ordenava aos seus criados que se mantivessem nos caminhos do Senhor. Ele estabelecia a disciplina na sua família, como ele a desejava na igreja, não apenas reprovando, mas restringindo a maldade.
Ele era consciencioso quanto à equidade tanto quanto à piedade, sabendo que a injustiça é tão abominável quanto a impiedade. Ele era cauteloso em prometer, mas cuidadoso em executar, considerando sua palavra não menos compromisso do que um contrato. Ele era um homem de coração misericordioso, não somente em consideração ao seu próprio pecado, mas com a miséria alheia, não considerando a misericórdia como algo arbitrário, mas um dever necessário em que da mesma forma que ele orava por sabedoria e direção, ele também buscava alegria e generosidade para agir.
Ele era sóbrio no uso das coisas desta vida, preferindo esmurrar o próprio corpo a mimá-lo, contudo ele não se negava o uso das bênçãos de Deus, para que não fosse ingrato, mas evitava os excessos para que não se esquecesse do Doador. Nas suas vestimentas ele evitava opulência e vaidade, nunca excedendo seu grau de civilidade, nem recusando o que era apropriado ao Cristianismo, desejando em todas as coisas expressar seriedade. Toda sua vida ele a tinha como uma guerra em que Cristo era seu capitão; suas armas, oração e lágrimas. A cruz, seu estandarte; e seu lema: Vincit qui patitur (o que sofre conquista).
Ele era imutável em todo tempo, de forma que aqueles que no meio de muitas opiniões perderam a visão da verdadeira religião, podiam retornar a ele e encontrá-la novamente.
FONTE: BOM CAMINHO
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
PLENA SATISFAÇÃO EM DEUS
John Piper, parte 1 from Editora Fiel on Vimeo.
John Piper, parte 2 from Editora Fiel on Vimeo.
John Piper, parte 3 from Editora Fiel on Vimeo.
Plena Satisfação em Deus - Parte 4 from Editora Fiel on Vimeo.
Plena Satisfação em Deus - Parte 5 from Editora Fiel on Vimeo.
Plena Satisfação em Deus - Parte 6 from Editora Fiel on Vimeo.
Plena Satisfação em Deus - Parte 7 from Editora Fiel on Vimeo.
Plena Satisfação em Deus - John Piper, Parte 8 from Editora Fiel on Vimeo.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
CONFISSÃO DE PECADO
Confissão de Pecado
Um Sermão com Sete Textos
Um Sermão com Sete Textos
por
Charles Haddon Spurgeon
Meu sermão esta manhã terá sete textos e minha pregação será
centrada em apenas duas palavras de cada um, porque os sete textos são todos
semelhantes e ocorrem em sete porções diferentes da santa Palavra de Deus.
Porém, eu usarei o contexto de todos eles para exemplificar casos diferentes; e
peço a vocês que trouxeram suas Bíblias que os acompanhem a medida que forem
mencionados.
O tema desta manhã será - CONFISSÃO DE PECADO. Nós sabemos
que isto é absolutamente necessário à salvação. A menos que haja uma verdadeira
e sincera confissão de nossos pecados a Deus, não temos nenhuma promessa que
nós acharemos clemência no sangue do Redentor. "Todo aquele que confessar
seus pecados e os abandonar achará misericórdia" . Mas não há nenhuma
promessa na Bíblia para o homem que não confessar seus pecados .
Há muitos que fazem uma confissão, e uma confissão diante de
Deus, e não recebem nenhuma bênção, porque a confissão deles não tem certas
marcas que são requeridas por Deus, que provariam sua genuinidade e sinceridade
e que demonstrariam terem sido fruto do trabalho do Espírito Santo.
Meu texto esta manhã consiste em duas palavras: "eu
pequei". E você verá como estas palavras, nos lábios de homens diferentes,
indicam sentimentos muito diferentes. Enquanto uma pessoa diz "eu
pequei" e recebe perdão, outro diz o mesmo, porém segue seu caminho para
se enegrecer com pecados piores que antes e mergulha em profundezas maiores de
pecado do que antes ele tinha experimentado.
O Pecador Endurecido.
Faraó: "eu pequei".
Êxodo 9:27.
O primeiro caso que eu apresentarei a vocês é o do PECADOR
ENDURECIDO que, quando experimenta terror, diz "eu pequei". E você
achará o texto no livro de Êxodo 9:27 - "Então Faraó mandou chamar Moisés
e Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senhor é justo, mas eu e o meu povo
somos a ímpios". Mas porque esta confissão nos lábios deste altivo tirano?
Ele não se humilhava perante Jeová. Então porque aquele orgulhoso se curvou?
Você julgará o valor da sua confissão quando você ouvir as circunstâncias debaixo
das quais foi feita: "E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor
enviou trovões e saraiva, e fogo desceu à terra; e o Senhor fez chover saraiva
sobre a terra do Egito. Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva tão
grave qual nunca houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma
nação". Agora, diz Faraó, enquanto o trovão estava rolando no céu,
enquanto o fogo então incendiava o solo e enquanto o granizo descia em grande
quantidade, ele diz, "eu pequei". Ele é somente um exemplo de multidões
da mesma categoria. Quantos rebeldes endurecidos a bordo de navios, quando as
madeiras estão deformadas e rangendo, quando o mastro está quebrado e o navio
está vagando ao sabor do vento forte, quando as ondas famintas estão abrindo
suas bocas para tragar o navio tão rapidamente como aqueles que entram na cova,
quantos marinheiros cujos corações se encontram endurecidos pelo pecado, curvam
seus joelhos com lágrimas nos olhos, e clamam "eu pequei!". Mas que
proveito e que valor tem a confissão deles? O arrependimento que nasceu na
tempestade morreu na calmaria; aquele arrependimento criado entre trovões e
raios, cessou tão logo tudo foi silenciado e o marinheiro que era piedoso
quando a bordo do navio, se tornou um dos piores e mais abomináveis entre os
marinheiros quando colocou seu pé em terra firme.
Também, com que freqüência nós vemos isto em uma tempestade
com abundância de raios e trovões? Muitos homem empalidecem quando ouvem o
trovão ressoando; as lágrimas enchem seus olhos, e eles clamam "Ó Deus, eu
pequei!"; enquanto as vigas da sua casa são balançadas e o solo embaixo
deles oscila diante da voz de Deus em Sua majestade. Mas ai de tal
arrependimento! Quando o sol novamente brilha e as negras nuvens passam, o
pecado vem novamente sobre o homem e ele se torna pior que antes. Quantas
confissões do mesmo tipo, nós também vemos em tempos de epidemias fatais! Então
nossas igrejas ficam cheias de ouvintes que, por verem tantos enterros passarem
por suas portas, ou porque tantos morreram na sua rua, não podem se abster de
ir à casa de Deus para confessar seus pecados. E debaixo daquela visitação,
quando um, dois e três caem mortos em sua casa, ou na porta ao lado, quantos
pensaram que realmente volveriam-se a Deus! Mas, ai! quando a pestilência acaba
seu trabalho, a convicção cessa; e quando o sino toca pela última vez por uma
morte causada por uma epidemia, então seus corações deixam de bater em
penitência e suas lágrimas deixam de fluir.
Tenho alguém aqui assim nesta manhã? Se há tais pessoas aqui
esta manhã, me deixe solenemente dizer-lhes: "Senhores, vocês esqueceram
os sentimentos que tiveram nas suas horas de angústia; mas, se lembrem, Deus
não esqueceu dos votos que vocês fizeram". Marinheiro, você disse se Deus
o poupasse para ver a terra novamente, você seria Seu servo; mas você não é;
você mentiu a Deus, você Lhe fez uma falsa promessa, porque você nunca manteve
o voto que seus lábios fizeram. Você disse, em um leito de doença, que se ele
poupasse sua vida você nunca pecaria novamente como antes; mas aqui está você e
seus pecados desta semana falarão por mim. Você não é melhor do que você era
antes da sua doença. Você poderia mentir para Deus e não ser reprovado? E você
pode pensar em mentir para Deus e não ser punido? Não! o voto, por mais precipitadamente
que tenha sido feito, é registrado no céu; e apesar de ser um voto que o homem
não pode cumprir, contudo, como é um voto que ele próprio fez, e o fez
voluntariamente também, ele será castigado pelo não cumprimento dele; e Deus
executará vingança afinal, porque ele disse que abandonaria seus caminhos de
pecado, porém, quando o infortúnio é removido ele não faz isto. O anjo vingador
poderá dizer: "Ó Deus, estes homens disseram que se eles fossem poupados
seriam melhores; porém são piores. Como eles violaram suas promessas, e como
eles atraíram a ira divina sobre si mesmos!". Este é o primeiro estilo de
arrependimento; e é um estilo que eu espero que nenhum de vocês imitem, porque
é totalmente sem valor. É inútil você dizer "eu pequei" somente debaixo
da influência do terror, e então esquecer disto depois.
O Homem Dúbio
BALAÃO: "eu pequei".
Nm. 22:34.
Agora vamos ao segundo texto. Apresentarei a vocês um outro
caráter - O HOMEM DÚBIO, que diz "eu pequei" e sente que ele
realmente o fez, e sente de maneira profunda, mas é tão mundano que ele
"ama a injustiça". O caráter que eu escolhi para ilustrar isto, foi o
de Balaão. Abra o livro de Números 22:34: "Respondeu Balaão ao anjo do
Senhor: eu pequei".
"Eu pequei", disse Balaão; mas, apesar disto, ele
se foi com seu pecado. Um dos caracteres mais estranhos do mundo inteiro é o de
Balaão. Eu freqüentemente tenho me surpreendido com aquele homem; ele realmente
parece, em outro sentido, ter surgido das linhas de Ralph Erskine:
"Para o bem e para o mal igualmente se curva,
E para ambos: o diabo e O Santo ".
Porque ele parecia ser assim. Algumas vezes falava com
tamanha eloquência e triunfo, que não poderia se igualar a nenhum outro homem;
e outras vezes ele exibia a pior e mais sórdida cobiça que pode desgraçar a
natureza humana. Pense. Você vê Balaão; ele está no cume da colina, e lá
embaixo está o povo de Israel; ele é ordenado a os amaldiçoar, e ele diz:
"Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou? e como denunciarei a quem o
Senhor não denunciou?" E Deus abre seus olhos, e ele começa a falar até
mesmo sobre a vinda de Cristo, e ele diz: "Eu o vejo, mas não no presente;
eu o contemplo, mas não de perto". E então ele apresenta sua oração
dizendo: "Que eu morra a morte dos justos, e seja o meu fim como o
deles!". E vocês acharão que aquele homem tem esperança. Espere até que
ele desça da colina, e vocês lhe ouvirão dar o mais diabólico conselho ao rei
de Moabe, tão diabólico que era até mesmo possível ser sugerido pelo próprio
Satanás. Disse ele ao rei: "Você não pode vencer este povo na batalha,
porque Deus está com eles; tente instigá-los contra Deus". E vocês sabem
como, com luxúrias temerárias, os Moabitas tentaram seduzir os filhos de Israel
a serem infiéis a Jeová; de forma que este homem parecia ter a voz de um anjo,
às vezes, mas também a alma de um diabo no seu íntimo.
Ele era um caráter terrível; era um homem de duas mentes, um
homem que foi por todo o caminho com duas disposições. Eu sei que a Escritura
diz "Ninguém pode servir a dois senhores". Hoje em dia isto é
freqüentemente mal entendido. Alguns lêem assim "Ninguém pode servir a
dois senhores". Sim ele pode; ele pode servir três ou quatro. O jeito de
ler esta passagem é "Ninguém pode servir a dois senhores". Ambos não
podem ser senhores. Ele pode servir dois, mas os dois não podem ser seus senhores.
Um homem pode servir a dois que não são seus mestres, ou mesmo vinte; ele pode
viver por vinte propósitos diferentes, mas ele não pode viver para mais de um
propósito principal; somente pode haver um propósito principal em sua alma. Mas
Balaão laborou em servir a dois; era igual as pessoas de quem foi dito
"Eles temeram o Senhor, e serviram outros deuses". Ou como Rufus que
era parecido com Balaão; porque você tem conhecimento que nosso velho rei Rufus
pintou Deus em um lado do seu escudo e o diabo no outro, e abaixo, o lema:
"Pronto para ambos; pegue quem puder". Há muitos, que de igual modo,
estão prontos para ambos. Eles encontram o pastor, e quão piedosos e santos
eles são; no dia do Senhor eles são as pessoas mais respeitáveis e justas do
mundo; eles falam pausadamente por pensarem ser isto algo eminentemente
religioso. Mas em um dia de semana, se você quer encontrar os maiores
desonestos e fraudadores, eles são alguns destes homens que são tão hipócritas
na sua devoção.
Meus ouvintes, nenhuma confissão de pecado pode ser genuína,
a menos que seja feita de todo o coração. É inútil você dizer: "eu
pequei" e então continuar pecando.
Alguns homens parecem nascer com dois caracteres. Eu
observei na livraria da Trinity College, Cambridge, uma bonita estátua do Lord
Byron. O bibliotecário me disse, "Olhe daqui, senhor". eu olhei, e
disse: "que semblante intelectual!". "Que gênio ele era!".
Então ele disse: "Venha para o outro lado!". "Ah! que demônio!
Aqui está um homem que poderia desafiar Deus". Ele tinha um desagrado e um
semblante terrível em sua face; tal como Milton poderia ter pintado a Satanás
quando ele disse: "Melhor reinar no inferno do que servir no céu!".
Eu me virei e disse ao bibliotecário: "você pensa que o artista planejou
isto?". "Sim!" ele disse: "ele desejou retratar os dois
caracteres: o grande, o esplêndido e o gênio quase super-humano que ele
possuia, e também a enorme massa de pecado que existia em sua alma".
Existem alguns homens aqui do mesmo tipo. Eu ouso dizer que,
como Balaão, eles poderiam operar milagres; e ao mesmo tempo há algo neles que
revela um caráter repugnante de pecado, tão grande quanto pareceria ser o
caráter deles para a retidão. Balaão, você sabe, ofereceu sacrifícios a Deus no
altar de Baal; isso era típico do seu caráter. E assim muitos fazem; eles
oferecem sacrifícios a Deus no santuário de Mamon; e enquanto eles ofertam a
uma igreja e distribuem ao pobre, eles na outra porta do seu escritório
contábil, oprimem o pobre e espremem até a última gota de sangue da viúva, para
ficarem ricos. Ah! é infrutífero e inútil para você dizer "eu
pequei", a menos que você o diga de todo seu coração. A confissão daquele
homem dúbio não tem nenhum proveito.
O Homem Insincero.
SAUL : "eu pequei".
1 Samuel 15:24.
E agora um terceiro caráter, e um terceiro texto. No
primeiro livro de Samuel 15:24, lemos: "Então disse Saul a Samuel:
"eu pequei".
Aqui está o HOMEM INSINCERO - o homem que não é como Balaão,
até certo ponto sincero sobre duas coisas; mas um homem que é justamente o
oposto - que não tem nenhum ponto proeminente em seu caráter, mas que é sempre
modelado pelas circunstâncias que passam pela sua cabeça. Saul era assim.
Samuel o reprovou e ele disse: "eu pequei". Mas ele não queria
realmente dizer aquilo, porque se você ler o verso inteiro, vai vê-lo dizendo:
"porque eu temi o povo" , o que era uma desculpa mentirosa. Saul
nunca temeu ninguém; ele sempre estava bastante pronto para fazer sua própria
vontade; ele era um déspota.
Um pouco depois, ele sustentou outra desculpa, ao afirmar
que havia trazido bois e cordeiros para oferecer a Jeová, portanto, ambas
desculpas não podiam ser verdadeiras. A característica mais proeminente no
caráter de Saul era sua insinceridade. Um dia ele manda buscar a Davi da cama
dele, para o matar. Outra vez ele declara "tão certo como vive o Senhor,
ele (Davi) não morrerá". Um outro dia, porque Davi salvou sua vida, ele
disse "Mais justo és do que eu; não tornarei a fazer-te mal". Isso
ele disse após o perseguir, com o objetivo de matá-lo.
Às vezes Saul se encontrava entre os profetas e profetizava;
logo depois entre as bruxas; às vezes em um lugar, outras em outro, e insincero
em tudo. Quantas
pessoas como ele encontramos em toda assembléia cristã; homens que são muito
facilmente modelados! Diga o que quiser a eles, e eles sempre concordarão com
você. Eles têm disposições afetuosas, e uma consciência sensível; tão sensível
que parece ceder quando impressionada, mas tememos sondá-la mais profundamente;
ela se cura tão rapidamente quanto se machuca. Já usei uma comparação muito
singular antes, a qual tenho que usar novamente: alguns homens parecem ter
corações de borracha. Se você apenas os tocar, é feita uma impressão
imediatamente; entretanto é inútil, pois logo retorna ao seu estado original. Você
pode os apertar de qualquer modo que desejar, eles são tão elásticos que você
sempre alcançará seu propósito; entretanto eles não tem firmeza de caráter e
logo voltam a ser o que eram antes.
Ó senhores, muitos de vocês fazem o mesmo; curvam suas
cabeças na Igreja e dizem: "Temos errado e nos desviado do caminho"
mas você não pretendia, verdadeiramente, dizer isto. Você veio ao seu pastor e
disse "eu me arrependo dos meus pecados", mas você não se sentia um
pecador; você só disse aquilo para agradá-lo. E agora você freqüenta a casa de
Deus; ninguém mais impressionado que você; lágrimas correrão facilmente da sua
face; mas, apesar disto, a lágrima se secará tão depressa quanto foi produzida,
e você permanece, em todos seus intentos e propósitos, igual ao que era antes.
Dizer "eu pequei" de uma maneira sem significado ou sentido, é pior
do que desprezível, porque é um escárnio a Deus confessar com insinceridade de
coração.
Eu fui breve neste caráter; porque parece se relaciona com o
de Balaão; entretanto, podemos ver claramente que há um real contraste entre
Saul e Balaão, embora haja uma afinidade entre os dois. Balaão era um grande
homem mau, grande em tudo que fez; Saul era pequeno em tudo, exceto em
estatura, pequeno em bondade e pequeno em maldade; enquanto Balaão era grande
em ambos: o homem que às vezes poderia desafiar Jeová, e em outro momento dizia
"se Balaque me desse sua casa cheia de prata e ouro, eu não poderia ir
além da palavra do Senhor meu Deus, para fazer mais ou menos".
O Penitente Duvidoso.
ACÃ: "eu pequei".
- Josué 7:20.
Agora quero apresentar a você um caso muito interessante; é
o caso do PENITENTE DUVIDOSO, o caso de Acã, no livro de Josué 7:20 "Respondeu
Acã a Josué: Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel".
Você sabe que Acã roubou despojos da cidade de Jericó - que
ele foi descoberto através de sorte, e levado a morte. Cito este caso como o
representante daqueles cujo caráter é questionável em seu leito de morte;
aqueles que se arrependem aparentemente, mas de quem a maioria de nós só pode
dizer que nós esperamos que suas almas estejam salvas afinal, mas
verdadeiramente nós não podemos assegurar. Acã, você está lembrado, foi apedrejado,
por desonrar Israel. Mas eu achei no Mishna, uma antiga exposição judia da
Bíblia, estas palavras, "Josué disse a Acã , hoje o Senhor te perturbará a
ti". E uma nota sobre este texto que diz: "Ele disse este dia, o que
implica que ele só seria perturbado nesta vida, sendo apedrejado até a morte,
mas que Deus teria misericórdia da sua alma por ter ele feito uma confissão
completa do seu pecado". E eu, também, sou propenso, ao ler o capítulo, a
concordar com a idéia de meu venerável e agora glorificado predecessor, Dr.
Gill, que acreditava que Acã realmente foi salvo, embora tenha sido condenado à
morte pelo seu crime, como um exemplo.
Observe como Josué falou de forma compassiva com ele. Ele
disse: "Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze
confissão perante ele. Declara-me agora o que fizeste; não mo ocultes". E
você encontra Acã fazendo uma confissão completa. Ele diz:
"Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel, e eis o que fiz:
quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de
prata, e uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os;
eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata debaixo da
capa". Esta confissão parece ser tão satisfatória que se me fosse
permitido julgar, eu diria: "espero encontrar Acã o pecador, diante do
trono de Deus". Mas Matthew Henry não tem a mesma opinião; e muitos outros
expositores consideram que assim como seu corpo foi destruído, assim também foi
sua alma. Por este motivo, eu selecionei o caso dele como sendo o de um
arrependimento duvidoso.
Ah! queridos amigos, já me encontrei muitas vezes em leitos
de morte e pude ver muitos com arrependimentos como este. Eu vi um homem,
reduzido a um esqueleto, sustentado por travesseiros em sua cama; e ele disse,
quando lhe falei sobre o julgamento vindouro: "Senhor, eu sinto que fui
culpado, mas Cristo é bom; eu confio nEle". E eu disse pra mim mesmo:
"eu acredito que a alma deste homem está salva". Mas fui embora com a
reflexão melancólica de que não tive nenhuma prova disto, além das suas
próprias palavras; porque preciso de prova através de atos e da vida posterior
ao arrependimento, para sustentar uma convicção firme da salvação de um homem.
Você conhece aquela história de um médico que manteve um
registro de mil pessoas que uma vez pensaram que estavam morrendo, e de quem
ele pensou que eram penitentes; ele escreveu seus nomes em um livro, como
aqueles que, se tivessem morrido, iriam para o céu; eles não morreram, eles
viveram; e ele diz que entre estas mil pessoas, nem mesmo três mudaram
verdadeiramente seu modo de vida, pois voltaram novamente aos seus pecados e continuaram
como antes. Ah! queridos amigos, eu espero que nenhum de vocês tenha um
arrependimento de leito de morte, como este; eu espero que seu pastor ou seus
pais não tenham que estar ao seu lado da cama, dizendo consigo mesmo:
"Pobre companheiro, espero que ele seja salvo". Mas ai!
arrependimentos de leito de morte são coisas tão frágeis, cujos fundamentos de
esperança são tão triviais e tão pobres, que eu tenho medo, depois de tudo, que
esta alma possa estar perdida". Ó! morrer com toda segurança; ó! morrer
com uma entrada abundante, deixando um testemunho que nós partimos desta vida
em paz! Este é um modo muito mais feliz de morrer do que de uma maneira
duvidosa, cambaleando entre dois mundos, e nem nós, nem nossos amigos sabendo
para qual dos dois mundos estamos indo. Que Deus possa nos conceder a graça de
dar evidências, nas nossas vidas, da verdadeira conversão, que nosso caso possa
não ser duvidoso!
O Arrependimento de Desespero.
JUDAS: "eu pequei".
Mateus 27:4.
Não o deterei por mais tempo, mas tenho de lhe mostrar outro
caso; o pior de todos. É o ARREPENDIMENTO DE DESESPERO. Examine Mt. 27:4. Lá
você tem um caso terrível do arrependimento de desespero. Você reconhecerá o
personagem no momento que eu ler o verso: "E Judas disse, eu pequei".
Sim, Judas o traidor; aquele que traiu seu Mestre, quando viu que seu Mestre
foi condenado, "devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos
anciãos, dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente ... E tendo ele atirado
para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi
enforcar-se". Aqui está o pior tipo de arrependimento de todos; de fato,
não sei se é justo chamar isto de arrependimento; isto deve ser chamado remorso
de consciência. Mas Judas confessou seu pecado, e então saiu e enforcou-se. Ó!
aquela horrível, aquela terrível, aquela horrorosa confissão de desespero. Você
nunca viu isto? Se você nunca viu, então agradeça a Deus pelo fato de que você
nunca foi chamado para presenciar tal visão. Eu vi isto uma vez em minha vida,
e peço a Deus que nunca veja de novo - o arrependimento do homem que vê a morte
face a face e que diz, "eu pequei ". Você lhe fala que Cristo morreu
pelos pecadores; e ele responde, "não há nenhuma esperança para mim; Eu
blasfemei contra Deus na Sua face; eu O desafiei; meu dia de graça eu sei que é
passado; minha consciência está cauterizada com ferro quente; eu estou
morrendo, e eu sei que estou perdido!" Ó! meus ouvintes, alguns de vocês
tem tal arrependimento? Se você tem, será um sinal futuro para todas as pessoas
que pecam; se você tem tal arrependimento, servirá como advertência a gerações
futuras.
Na vida de Benjamim Keach - e ele também foi um de meus
predecessores - eu encontrei o caso de um homem que tinha sido crente professo,
mas tinha se apartado da confissão, e tinha cometido pecados terríveis. Quando
ele estava para morrer, Keach, com muitos outros amigos, foi vê-lo, mas eles
nunca podiam ficar com ele mais do que cinco minutos por visita, porque ele
dizia: "Vão embora; é inútil sua visita para mim; eu pequei à parte do
Espírito Santo; Eu sou igual a Esaú; eu vendi meu direito de nascimento, e
apesar de buscá-lo diligentemente com lágrimas, eu nunca o acharei
novamente". E então ele repetia palavras terríveis, como estas:
"minha boca está cheia de pedrinhas, e eu bebo absinto dia e noite. Não me
fale, não me fale de Cristo! Eu sei que Ele é o Salvador, mas eu O odeio e Ele
me odeia. Eu sei que tenho que morrer; eu sei que tenho que perecer!". E
então seguiam-se gritos dolorosos, e ruídos horrorosos, que ninguém poderia
agüentar. Eles voltaram novamente nos seus momentos de calma, mas só o agitavam
mais uma vez, e lhe faziam chorar de desespero: "eu estou perdido! Eu
estou perdido! É inútil me falarem qualquer coisa sobre isto!". Ah! Pode
haver um homem aqui que pode ter uma morte como esta; deixe-me adverti-lo,
antes disto; e Deus, Espírito Santo, possa permitir que este homem possa se
voltar para Deus, e fazer uma verdadeira penitência, e então ele não precisará
mais ter nenhum medo; porque ele, que teve seus pecados lavados no sangue do
Salvador, não precisará ter nenhum remorso por seus pecados, porque foram
perdoados pelo Redentor.
O Arrependimento do Santo.
Jó: " eu pequei ". - Jó 7:20
E agora eu entro na luz do dia. Eu o tenho levado por
confissões tristes e escuras; eu não o deterei por mais tempo lá, mas o trarei
para as duas boas confissões que lerei para você. A primeira é a de Jó 7:20 -
"Eu pequei; que te farei, ó Preservador dos homens?" Este é O
ARREPENDIMENTO DO SANTO. Jó era um santo, mas ele pecou. Este é o
arrependimento de um homem que já é filho de Deus, um arrependimento aceitável
diante de Deus. Mas como eu pretendo enfatizar isto à noite, eu deixarei este
caso por agora, por medo de cansar vocês. Davi era um espécime deste tipo de
arrependimento, e seria proveitoso se estudassem cuidadosamente seus salmos de
contrição; a linguagem que utiliza é sempre cheia de pranto de humilhação e
arrependimento sincero.
A Confissão Abençoada
O PRÓDIGO: "eu pequei".
Lc. 15:18.
Agora tratarei do último exemplo; é o caso do pródigo. Em
Lc. 15:18, nós encontramos o pródigo dizendo: "Pai eu pequei". Ó!,
aqui está uma CONFISSÃO ABENÇOADA! Aqui está o que prova que um homem tem um
caráter regenerado - " Pai, eu pequei ". Deixe-me pintar a cena. Lá
está o pródigo; ele fugiu de uma boa casa e de um pai amoroso, e gastou todo
seu dinheiro com prostitutas, e agora ele não tem mais nada. Ele vai para seus
antigos companheiros e lhes pede ajuda. Eles riem dele com desprezo.
"Ó", diz ele, " vocês beberam meu vinho muitas vezes; eu sempre
paguei para vocês nas nossas festas; vocês não vão me ajudar?" Mas eles
dizem: "Vá embora!" e o expulsam dali. Ele procura todos seus amigos
com quem tinha se associado, mas nenhum deles lhe dá qualquer coisa. Por fim
alguém lhe diz: "Você quer um emprego? então vá e alimente meus
porcos". O pobre pródigo, o filho de um rico proprietário de terras, que
teve uma grande fortuna, tem que sair para alimentar porcos; e ele era judeu
também! O pior emprego (na sua cabeça) para o qual ele podia ser contratado.
Veja-o lá, em trapos sujos, alimentando porcos; e qual era
seu salário? Tão pouco que ele "desejava encher o estômago com as
alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada". Veja, lá está
ele, no seu lamaçal e imundície equivalentes aos dos seus companheiros de
chiqueiro. De repente um pensamento posto lá pelo Espírito Santo, surge em sua
mente: "meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e
diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos
teus empregados". E ele volta. Ele mendiga por todo seu caminho, de cidade
em cidade. Às vezes ele consegue carona em uma carruagem, talvez, mas em outros
momentos ele vai na sua marcha resoluta por colinas estéreis e vales desolados,
sozinho. E agora afinal ele chega à colina fora da aldeia, e vê a casa do seu
pai lá embaixo. Lá está; a velha árvore de álamo em frente dela, e lá estão as
pilhas de feno nas quais ele e seu irmão corriam e brincavam; e à vista da sua
velha casa todos os sentimentos e lembranças da sua vida vieram a sua mente, e
lágrimas correram de seus olhos e ele quase foge novamente. Ele pensa:
"será que meu pai morreu? Como tive coragem de magoar tanto minha mãe? E
se os dois estiverem vivos, eles nunca me receberão novamente; eles fecharão a
porta na minha cara. O que estou fazendo? Eu não posso regressar e tenho medo
de ir adiante". E enquanto ele estava decidindo, seu pai estava andando
pela varanda superior, olhando para fora, para seu filho; e apesar dele não
poder ver seu pai, seu pai podia vê-lo.
Bem, seu pai desce as escadas com toda sua força, corre até
ele, e enquanto ele ainda está pensando em fugir, os braços do seu pai estão ao
redor do seu pescoço, e ele o beija, como um pai amoroso, e então o filho
começa - "Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser
chamado teu filho" e quando ele ia dizer "trata-me como um dos teus
empregados" seu pai pôs a mão na sua boca. "Pare com isso", diz
ele; " Eu o perdôo; não diga nada sobre ser um criado. Venha", diz
ele, "entre, pobre pródigo. Ó!", diz ele para seus criados,
"trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo
e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e
regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se
perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se". Ó! Que recepção
preciosa para o principal dos pecadores! Matthew Henry disse: "seu pai o
viu, havia olhos de misericórdia; ele correu para o encontrar, havia pernas de
misericórdia; ele pôs seus braços ao redor do seu pescoço, havia braços de
misericórdia; ele o beijou, havia beijos de misericórdia; ele lhe disse, havia
palavras de misericórdia - tragam a melhor roupa, havia atos de misericórdia,
maravilhosa graça - tudo graça. Ó, que Deus gracioso Ele é".
Agora, pródigo, faça o mesmo. Deus pôs isto em seu coração?
Há muitos que têm fugido por muito tempo. Deus diz "retorne?" Ó, eu
apelo a você que volte, então, pois tão certo quanto sempre, os que retornam
Ele os acolherá. Nunca houve um pobre pecador que viesse a Cristo, que Cristo o
mandasse embora. Se ele lhe mandasse embora, você seria o primeiro. Ó, se você
pudesse ao menos experimentá-lO! "Ah, senhor, eu sou tão sujo, tão
corrupto, tão vil ". Bem, você não pode ser mais vil que o pródigo. Venha
para a casa do seu Pai, e tão certo quanto Ele é Deus, Ele manterá sua palavra:
"o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora".
Ó, se eu pudesse ouvir que alguns foram a Cristo esta
manhã...eu bendiria a Deus! Você se lembra daquela manhã em que eu mencionei o
caso de um infiel que tinha sido um escarnecedor, mas que, através da leitura
de um de meus sermões impressos, foi trazido para a casa de Deus e então para
os pés de Deus. Bem, no Natal passado, o mesmo infiel reuniu todos os seus
livros, e foi ao mercado em Norwich, e lá fez uma pública retratação de todos
os seus erros, e confessou a Cristo, e depois, tomando todos os livros que
havia escrito que estavam em sua casa, os queimou à vista do povo. Eu
glorifiquei a Deus por esta maravilhosa graça, e orei para que houvessem mais
como este infiel, que, apesar de terem nascido pródigo, voltou para sua casa
dizendo: "eu pequei".
Fonte: mornegismo
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