SIGA TAMBÉM!!!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - III

OS DIAS DA CRIAÇÃO – I (Gn 1.3-25)

Antes de falarmos propriamente dito dos dias da criação precisamos fazer algumas considerações preliminares.
Devemos lembrar que tudo que foi feito por Deus, foi feito pelo poder magnífico da sua palavra, quando lemos no versículo 3 a frase “E disse Deus” é uma demonstração de que a sua obra é realizada pelo poder da sua palavra. Vemos freqüentemente a palavra de Deus em ação, na criação (vers. 3, 6, 9, 11, 14, 20, e 24; Hb 11:3); Quando almas são salvas (1Co 1:21; Rm 10:17); Cristãos são limpos (Jo 17:17); E o julgamento vem sobre os ímpios (Ap 19:15), tudo através da instrumentalidade da Palavra de Deus. E ainda se faz referência a Jesus Cristo como a Palavra encarnada (Jo 1:1,14).
Devemos observar também quando nos versículos 5 e 8 que está escrito “E chamou Deus”, pois na cultura judaica quando alguém da nome a alguma coisa significa que este alguém tem domínio sobre o objeto nomeado. Demonstrando assim que Deus tem domínio sobre a sua criação. Isto, para nós que cremos em um único Deus, é algo maravilhoso, porém para os que acreditam em vários deuses e que cada um governa sobre uma parte da terra causa um grande problema, pois o que vemos é um único Deus dando nomes e dominando sobre a sua criação.

O primeiro dia da criação (3-5): Como já estudamos na aula passada, que a luz como obra criadora de Deus no primeiro dia, antes da criação do sol, é a luz que devemos entender como a luz que irradia de Deus, que traz vida, ou o principio de toda a vida. E vimos, também, que esta luz, como vida, é tipificada na vida do cristão como a vida eterna, a salvação em Cristo. (1Jo 1.5-7; 1Jo 2.7-11; 1Pe 2.9)

O segundo dia da criação (6-8): Aqui lemos o relato da criação da atmosfera, o céu que vemos a olho nu, (Jó 37.18; Is 40.22)o céu como espaço das aves. Neste texto, Gn 1.6-8, observamos que tanto a água em estado liquida como no estado gozoso é reconhecido como água. O firmamento, atmosfera, recebe o nome de céu (8).

O terceiro dia da criação (9-13): No terceiro dia da criação vemos a obra criadora de Deus se manifestando na separação da terra e do mar. Isso nos leva a entender que a terra era totalmente coberta pelas águas. Tiramos esta conclusão através do versículo 9, onde está escrito: “Ajuntem-se às águas debaixo dos céus em um só lugar; e apareça a porção seca.” Existem outros textos ba Bíblia que da este mesmo ensinamento (Jó 38.8-11; Sl 104.6-9; Jr 5.22; 2Pe 3.5). Foi no terceiro dia que Deus criou também a vegetação (10-12), e isso segundo a sua espécie, que contraria a falsa teoria da evolução e da criação espontânea. Também encontramos referências Bíblicas sobre esta obra de Deus (Sl 65.9-13; Sl 104.13-17).

O quarto dia da criação (14-19): Chegamos agora no quarto dia da criação, onde é criado os luminares: sol, lua e estrelas. Neste texto observamos que os luminares recebem suas funções: Primeiro, fazer separação entre dia e noite; Segundo, para servir de sinais para tempos, dias e anos; e Terceiro para iluminar a terra. O lunimar maior seria o que governaria o dia e o luminar menor para governar a noite (Sl 136.8-9). Esta obra criadora de Deus é também constatada em vários textos bíblicos (Sl 8.3; Sl 33.6; Sl 74.16; Sl 136.7; Is 40.26; Jr 31.35; Am 5.8) Interessante é que as palavras sol e lua são evitadas aqui nestes textos (14-19), pois a palavra que aparece para fazer referências a eles é literalmente “luzeiros ou luminares”, pois as palavras usadas para sol e lua eram usadas para fazer referências a divindades ligadas a eles. A palavra sol aparece pela primeira vez na Bíblia em Gn 15.12 e devido a adoração a este objeto Deus faz proibições a esse tipo de culto em Dt 4.19; Dt 17.3.

O quinto dia da criação (20-23): No quinto dia vemos o surgimento das primeiras criaturas vivas, Deus criou os peixes e as aves. Esta verdade é confirmada por vários textos bíblicos também (Sl 146.6; Gn 2.19). A palavra que aparece no texto do versículo 21 como baleia, na tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Corrigida, no original é literalmente grandes animais marinhos, que na mitologia Cananéia era o nome dado a um grande monstro marinho. A mesma palavra é usada para figurar como grandes adversários de Deus. Porém aqui é retratado com sendo boa toda a criação de Deus. Aqui observamos, da mesma forma que acontece com as plantas, que os animais foram criados de acordo com suas espécies (21). A benção de Deus sobre os seres viventes faz com que eles encham o mar e o ar. (22).

O sexto dia da criação – I (24-25): Aqui chegamos ao sexto dia da criação, e aqui iremos dividir em duas partes. Pois a obra da criação do sexto dia inclui também a criação do ser humano, e por ser a criação do ser humano algo de extrema importância, iremos dedicar um dia somente para o estudo desta questão, a criação do homem.No sexto dia Deus criou os animais terrestres, incluindo insetos, gados, répteis, e as bestas feras. Neste texto observamos novamente a questão que Deus criou tudo conforme as suas espécies. (Gn 2.19)