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terça-feira, 2 de março de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - LVI

JOSÉ SE REVELA  SEUS IRMÃOS (Gn 45)

Três coisas especialmente se destacam neste capítulo: A. Este capítulo contém o clímax de uma das grandes histórias narradas pela Bíblia. A simplicidade do estilo de Moisés tem sido muitas vezes admirada. B. Aqui podemos ver a providência de Deus profundamente enfatizada. Nós somos os atores na peça em que Deus é o diretor. C. A vida de José nos ensina como perdoar aos outros e viver sem frustração e amargura.

Uma Revelação (Gn 45.1-4): A intercessão de Judá revelou a José a mudança do coração dos seus irmãos. Até mesmo o seu próprio coração foi tocado. Ele pediu aos servos que se retirassem para que ele pudesse colocar de lado o protocolo de Estado e conversar em família com seus irmãos. É provável que ele também não queria que seus servos soubessem o que os seus irmãos fizeram no passado (1Pe 4.8). Os professores da Bíblia têm comparado esta revelação com a futura revelação de Cristo para a nação Judaica. Os irmãos de José devem ter sentido um grande remorso. Isto não é um símbolo da tristeza que o povo Judeu sentirá na volta de Cristo (Zc 12.10)?

O Conforto da Soberania Divina (Gn 45.5-8): A. A soberania de Deus assegura que os caminhos humanos são tão ordenados que o Seu povo é preservado e Seus propósitos realizados. Deus enxerga o futuro e tem tudo preparado de antemão para suprir as nossas necessidades. Mesmo os homens maus, que peca livremente, acabam sendo instrumentos da vontade divina (Sl 105.16-24; Sl 76.10; Ef 1.11). B. José não estava de forma nenhuma negando a culpa dos seus irmãos (Gn 50.20). No entanto, quando viu evidências do arrependimento deles, ele se apressou em confortá-los e lembrá-los que mesmo diante da rebelião que eles cometeram, Deus estava trabalhando para o bem deles. Os pecadores arrependidos algumas vezes estão em perigo de serem tomados de "demasiada tristeza" e necessitam ser apropriadamente confortados (2Co 2.7). C. Note que José se recusou a levar o crédito pela preservação de Israel. Ele sabia que era apenas um instrumento nas mãos de Deus. O homem deveria sempre atribuir a glória a Deus (Rm 11.33-36). D. O espírito de perdão de José para com os seus irmãos nos ensina uma grande lição: Aqueles que acreditam no plano predestinado de Deus são ajudados a perdoar as más obras que os homens lhes fazem. Quando vemos a mão de Deus trabalhando, mesmo através das más ações dos homens, ficamos sem amargura pelo nosso tratamento (Jó 1.21). Há outras maneiras de exercer o perdão (Ef 4.32), mas esta definitivamente faz parte. Note como isto funcionou na vida de Davi (2Sm 16.5-13).
Uma Tendência Espiritual (Gn 45.9-15): José era um homem de atitudes espirituais. E podemos ver isso das seguintes maneiras: A. José estava consciente da obra e do plano gracioso de Deus para a vida dele. O Egito era um lugar onde Israel poderia ser preservado como nação enquanto crescia e era salvo da fome. Os costumes Egípcios asseguravam que Israel não seria absorvido pela cultura deles (Gn 43.32). José ficou muito alegre em ver a sabedoria de Deus. Alguns crentes parecem enxergar muito pouco da obra maravilhosa de Deus em suas vidas. B. Note novamente o perdão pleno que José concede aos seus irmãos. Isto requer uma verdadeira espiritualidade.
Faraó (Gn 45.16-20): Este Faraó é bem diferente daquele com o qual Moisés teria que tratar. Ele era realmente um homem magnânimo e agradecido. Os governantes normalmente se esquecem de antigas bondades. Faraó, no entanto, se lembrou que a salvação do Egito era o resultado das bênçãos de Deus através de José. Por esta razão ele prometeu cuidar de forma generosa da família de José. As maiores riquezas da terra estariam a disposição deles. (Não podemos deixar de comentar e refletir que o coração do Faraó estava nas mãos de Deus. Este aqui mostra compaixão, o outro, que viria mais tarde, mostraria crueldade. Entretanto, ambos foram usados para que Deus abençoasse Israel e glorificasse o Seu nome - Romanos 9.17).
De Volta para Canaã (Gn 45.21-24): Para a viagem de volta para casa, eles receberam tudo o que necessitavam e um pouco mais. Acreditamos que em parte isto foi feito para convencer Jacó que a história que seus filhos contariam era verídica. Da mesma maneira, durante a nossa jornada para encontrarmos com o Senhor Jesus, Deus providencia tudo necessário para o nosso sustento. Deus até mesmo nos dá alguns presentes que asseguram as nossas futuras bênçãos (Ef 1.13-14).
Não há duvidas de que o conselho de José no versículo 24 era necessário. Talvez eles temessem expor os seus antigos erros e começassem a brigar entre si, tentando jogar a culpa um no outro diante de seu pai antes que ele descobrisse os fatos acerca de José.
Jacó Recebe Boas Notícias (Gn 45.25-28): Que cena magnífica. O velho Jacó é incapaz de crer de tanta alegria, e ele somente é convencido quando ouve toda a história e vê os carros enviados do Egito. Ele então sente que quando visse José a sua vida estaria completa. Graciosamente, não vemos aqui nenhum relato de Jacó repreendendo os seu filhos por venderem José. Eles tinham se arrependido e se reconciliado com ele. Que necessidade havia de relembrar seus antigos pecados? Vamos aprender com Jacó a deixar os esqueletos no armário. Note que nem mesmo José mencionava os pecados deles. Os Egípcios nunca souberam do crime que eles cometeram (2Pe 4.8). Note como Jacó é mencionado por este nome no versículo 25, e por Israel no versículo 28. No momento em que sua fé é renovada, ele percebe que é verdadeiramente abençoado por ser um "príncipe" com Deus. Nós também somos "Jacós" por natureza, mas através da graça reinaremos com Cristo.

Um comentário:

Rui e Luciana disse...

graça e paz amado sou grato a DEUS e suas vidas; p os amantes do bom alimento este estudo é um prato cheio ,já estou levando minha parte;;MEDITA ESSAS COISAS OCUPA TE NELAS;P Q TEU APROVEITAMENTO SEJA MANIFESTO A TODOS TEM CUIDADO DE TI MESMO E DA DOUTRINA:PERSEVERA NESTAS COISAS;PORQUE,FAZENDO ISTO,TE SALVARÀS,TANTO A TI MESMO COMO AOS Q T OUVEM AMÈM!