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sexta-feira, 19 de março de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - LX

JACÓ ABENÇOA REÚNE E ABENÇOA SUES FILHOS E SUA MORTE (Gn 49)



Jacó, como um profeta, reuniu os seus filhos para falar a respeito do futuro deles como tribos de Israel. A profundidade e beleza das suas palavras revelam a espiritualidade deste patriarca. Lembre-se de que o cumprimento de algumas profecias tem importância futura. Estas tribos ainda existem dentro da nação Judaica e são reconhecidas por Deus, embora a maioria dos registros tenha sido perdido ao homem (Mt 19.28).
Princípios Para Relembrar (Gn 49.1-2): A. Enquanto estamos vivos, e sabendo que um dia morreremos, o nosso principal interesse deveria estar na vida espiritual dos nossos filhos e descendentes. Nossas palavras e ações deveriam refletir o nosso interesse pelo bem-estar eterno (2Pe 1.13-15; Sl 71.18). Muitas personagens da Bíblia fizeram um discurso para aqueles que ficaram em vida (Dt 33; Js 24). B. Nossas vidas afetam os nossos descendentes. Enquanto Jacó possuía a habilidade profética de conhecer o futuro, isto não o impedia de fazer observações a respeito do caráter deles. Muitas vezes o caráter dos filhos afetou as tribos que descendiam deles. C. A profecia tem o valor prático de ajudar o povo de Deus nos dias obscuros. Demoraria muito tempo até que Israel voltasse para a terra de Canaã e muito mais para a vinda do Messias. Estas profecias deram esperança durante este período de longa espera. As profecias que ainda não se cumpriram são um conforto para o povo de Deus (1Ts 4.13-18).
Os Filhos de Lia (Gn 49.3-15): A. Rúben (3-4) O pecado pode remover as pessoas das posições de liderança que ocupam no reino de Deus. A perda da honra de primogênito que Rúben sofreu, foi mencionada para nos lembrar de como o pecado pode deteriorar nossas vidas (1Cr 5.1). O incesto cometido por ele, revelou o seu caráter instável. A tribo de Rúben nunca produziu um grande líder e se tornou um povo sem importância em Israel. B. Simeão e Levi (5-6) foram culpados por usar de violência e total desrespeito para com a autoridade de Jacó como pai (Gn 34.25-31). Eles eram irmãos ou homens de caráter idênticos. Jacó descartou qualquer cumplicidade com as suas ações. Sem dúvida, estas duras repreensões tinham a finalidade de torná-los mais humildes. Estas duas tribos foram dispersas quando Israel herdou Canaã. A herança de Simeão foi espalhada pela porção de Judá (Js 19.1-9). Levi, é claro, se tornou uma tribo sacerdotal e recebeu das cidades distribuídas para todo Israel (Js 21). Neste caso a punição se tornou em bênção. C. Judá (8-10) Podemos sentir a alegria de Jacó ao considerar Judá. Vamos viver de tal maneira; que venhamos a trazer alegria aos nossos pais (Pv 10.1). As profecias mais abrangentes foram as relacionadas a Judá e José. 1. O v8 declara que Judá, como uma tribo, iria ocupar uma posição de liderança. Pelo comportamento sábio demonstrado por Judá durante a última parte de sua vida, ganhou aquela posição de liderança que Rúben perdeu por causa do pecado. 2. O v9 explica que Judá, da mesma maneira que o leão, iria se tornar uma tribo poderosa. 3. Os vs11-12 revelam que a vinda do Messias traria novos dias de prosperidade. As vinhas se tornariam tão comum que alguém poderia amarrar um animal a ela por não se preocuparem em quebrar a vinha e então não produzir mais fruto. O lagar ficaria tão cheio, que não somente os pés, mas também a roupa dos que pisassem as uvas ficariam manchadas. Este povo seria muito saudável em virtude da abundância de alimentos. Muitas vezes no Velho Testamento os dois adventos de Cristo não são separados. Estas palavras demonstram a prosperidade espiritual trazida pela vinda de Cristo, e também a prosperidade material que acompanhará a Sua segunda vinda. D. Zebulom (13) seria uma tribo que enriqueceria pela prática do comércio marítimo. E. Issacar (14-15) seria uma tribo forte e próspera, mas não zelaria demais da sua liberdade. Eles se tornariam até mesmo servos ou pagariam tributos às outras nações para o privilégio de gozar prosperidade material.
 
Os Filhos das Servas (Gn 49.16-21): A. Dã (16-17) significa juiz. Esta tribo seria um inimigo sagaz que poderia vencer um adversário maior do que ela, assim como a serpente fere o cavalo. Sansão era da tribo de Dã. (Alguns escritores antigos acreditavam que o anticristo viria desta tribo. Isto se deve ao fato dela não ser mencionada em Ap 7.4-8. Eles também acreditavam que Jacó se inflamou por este motivo no v18. Tudo isso é mera teoria). B. O Êxtase de Louvor de Jacó - v18. Jacó tinha falado a respeito da liderança de Judá, da força de Issacar e da astúcia de Dã. Aqui ele relembra a todos que Deus era a sua força e não estas coisas. C. Gade (19) como uma tribo seria exposta aos ataques de bandos saqueadores, mas lutaria e os venceria. O seu território ficaria exposto aos ataques devido a localização geográfica. D. Aser (20) seria uma tribo produtiva com fruto digno de servir aos banquetes reais. E. Naftali (21) Este povo amante de liberdade faria lembrar os cervos. Eles também seriam um povo eloqüente. Pense a respeito do cântico de Débora e Baraque (Jz 4.6 e 5.1-31).
 
Os Filhos de Raquel (Gn 49.22-27): A. José (22-26). A respeito de José houve uma larga e maravilhosa profecia. Nos vs22-23, nos é dado um quadro da sua juventude e perseguição. O versículo 24, explica que ele era sustentado por Deus, o Pastor e a Rocha de Israel. Os versículos 25-26 explicam como Deus abençoou abundantemente a José. A palavra benção é usado cinco vezes para descrever o tratamento que José recebeu do Senhor. Ambos os filhos de José se tornaram em tribos. Pode ser que no v26 uma referência seja dada ao fato de que todos os filhos de Jacó constituíram tribos. Jacó foi o único patriarca que não teve nenhum dos seus filhos cortado do programa de Deus para Israel. B. Benjamim (27) Como um lobo, Benjamim seria um feroz e bem sucedido oponente. Nos vêm a mente homens como Mordecai e Ehud. O Velho Testamento menciona várias vezes a habilidade dos soldados desta tribo. Nós pensamos também do apóstolo Paulo que era um batalhador pela causa do Evangelho (Fl 3.5).
A Morte de Jacó (Gn 49.28-33): Jacó deveria morrer, mas morreria na fé. O pedido para ser enterrado em Canaã revelou a sua fé nas futuras promessas de Deus. Ele desejava ser enterrado onde as tribos de Israel um dia viveriam e governariam. Duas coisas a respeito da morte devem ser notadas aqui: A. A morte reúne a nossa alma com o nosso povo. Quem é o seu povo? B. O enterro é enfatizado porque um dia o corpo será ressuscitado. Os Cristãos sabem que Deus tem um plano futuro para o corpo (Fl 3.21).
Conclusão: Você está preparado para morrer? Você tem procurado preparar sua família para a eternidade futura? Note Pv 14.32.

CAÍDOS, CAÍDOS, VOLTEM-SE A CRISTO!!!

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - LIX

JACÓ ABENÇOA OS FILHOS DE JOSÉ E DA TESTEMUNHO DA FIDELIDADE DE DEUS (Gn 48)



Realmente, foi precioso e abençoado o testemunho deste idoso santo. Com uma fé amadurecida, ele refletiu sobre as provas e alegrias pelas quais passou durante a sua vida. Essas reflexões de um homem próximo à morte eram o fruto da fé (Hb 11.21). Pela fé ele manteve uma atitude de gratidão diante de uma vida de perigos e perplexidades.
Certamente os filhos de José sempre se lembraram desta ocasião. Os jovens necessitam de uma exposição diante de tais veteranos do Reino de Deus.
A Velhice (Gn 48.1-2): Somente a fé é capaz de fazer um homem na sua velhice ver a mão de Deus nas bênçãos e nas provações pelas quais passou durante a sua vida. Podemos ver no discurso de Jacó uma atitude de profunda gratidão, uma atitude que já não aparece na vida da maioria dos idosos. Ele viu que o restante da sua missão na terra era testemunhar a respeito da fidelidade de Deus. Na verdade, a idade é uma grande bênção para tais pessoas.
As Memórias Que São Importantes (Gn 48.3-4): Um homem preste a morrer fala do que é verdadeiramente importante para ele. Aqui Jacó testemunha para José ao respeito da graça de Deus. Enquanto fazia uma retrospectiva, as ocasiões que ele mais destacou foram aquelas em que Deus o visitou (Gn 28.10-22). Para Jacó, as promessas de Deus dada naquela ocasião, foram como a estrela do norte, a qual serviu para guiá-lo durante a sua vida. Estas mesmas promessas foram feitas a Abraão e Isaque. Todos estes homens viveram olhando para as promessas, embora elas nunca tivessem se cumprido durante a vida deles (Hb 11.13). Todo estudante deveria fazer uma aplicação pessoal destas verdades. Você já encontrou com Deus? Os seus últimos dias serão marcados pelas lembranças das vezes em que Deus esteve especialmente próximo? As promessas de Deus são as suas possessões mais queridas?
Palavras de Fé (Gn 48.5-6): A. De certa maneira, Jacó adotou os filhos de José. Cada um dos dois netos de Jacó se tornaria uma tribo em Israel, assim como os outros filhos de Jacó. Através deles José recebeu a porção dobrada da herança que normalmente era destinada ao filho mais velho. Rúben perdeu o direito por causa do seu pecado (1Cr 5.1). Ele e Simeão foram mencionados em virtude do grande desgosto que causaram a Jacó.
As palavras do versículo 6 foram proferidas para eliminar qualquer futuro mal entendido. Se José viesse a ter outros filhos, eles não se tornariam tribos separadas, mais teriam parte da tribo de Manassés e Efraim. José teria uma porção dobrada, mas nada além disso.
B. Considere a fé que Jacó manifesta aqui nas promessas de Deus. Ele começou a dividir a terra muito antes que Israel a possuísse. A fé verdadeiramente é a vitória (1Jo 5.4; Hb 11.13). Considere também o valor que a fé colocou nas promessas de Deus. José era um príncipe no Egito, mas a sua verdadeira herança era uma porção dobrada na terra de Canaã.
Memórias Amargas e Doces (Gn 48.7): Talvez a presença de José tenha feito Jacó se lembrar da morte de Raquel. Ela foi o amor da vida de Jacó e a única mulher que ele tinha intenção de se casar. Se o plano de se casar somente com Raquel tivesse dado certo, José teria sido realmente o primogênito. Talvez ela tenha sido mencionada como uma justificativa para dar a José uma porção dobrada. De qualquer forma, a memória dela era ao mesmo tempo um fator de alegria e de tristeza para Jacó. Como todos os santos, ele sabia que um dia iria revê-la.
As Bênçãos de Jacó Gn 48.8-22): A. Um coração agradecido - versículos 8-22. Note bem como Jacó se regozijava na bondade de Deus. No versículo 11, ele menciona que as bênçãos de Deus tinham superado as suas expectativas. Feliz é o homem cujo coração transborda de gratidão a Deus.
B. Abençoando Nossos Descendentes - versículo 9. Todos os Cristãos deveriam almejar o bem estar dos seus filhos e descendentes. Devemos lembrar que a única e verdadeira bênção que nós podemos passar adiante é o nosso bom testemunho e a oração em favor deles. Estes jovens nasceram e cresceram tendo os tesouros do Egito colocados aos seus pés, mas tudo o que eles necessitavam era na verdade a bênção de Deus. Que cenário de fé! As riquezas do mundo não significavam nada comparado com as bênçãos concedidas. Ser herdeiro das promessas, abençoado por um velho profeta e se unir aos desprezados pastores, isto era tudo que realmente importava.
C. Mãos Trocadas - versículos 13-20. José ficou descontente porque Jacó colocou a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim ao invés de Manassés, o primogênito. Jacó explicou que isto foi feito propositadamente desde que Efraim seria a maior tribo.
Quando Deus concede bênçãos, Suas mãos muitas vezes estão trocadas. Isto demonstra que a graça não segue a linha da natureza humana (Jo 1.13). Deus não age segundo as nossas expectativas. Ele é soberano, a graça é opcional, e todas as bênçãos são distribuídas conforme a Sua vontade (Rm 9.15-16). Jacó entendeu muito bem estas coisas (Rm 9.10-13).
D. Jacó ou Israel. Note que neste capítulo como em outras passagens de Gênesis, os nomes de Jacó e Israel são utilizados. As variações não são um acidente. Jacó é um homem fraco, um usurpador, um verme (Is 41.14). Israel é um príncipe. Quando a fé de Jacó está fortalecida e ativa, nós o vemos sendo chamado de Israel. Isto não nos faz lembrar dos nossos altos e baixos e das duas naturezas do povo de Deus?
E. Grande é A Tua Fidelidade - versículos 15-16. Quando Jacó se lembrou de como Deus o abençoou, ele podia crer que Deus abençoaria os seus descendentes. Que maravilhoso testemunho Jacó dá enquanto reflete sobre a sua vida. As provações, as decepções e os dezessete anos de lamentação foram relembrados. Enquanto ele pensava a respeito da fidelidade de Deus em tudo isso, o seu coração se elevou em adoração a Deus pelo Seu incrível propósito e providência. Isto trouxe a ele esperança para o futuro. (Note que o anjo no versículo 16 é o "Anjo do Senhor". Este anjo é o próprio Deus, manifestado aos homens no Velho Testamento).

F. Um Presente de Amor - versículos 21-22. Israel estava morrendo, mas sua fé permanecia fortalecida. Ele sabia que Deus levaria a nação de volta para Canaã. Quando isto ocorresse, a terra que ele tinha comprado seria um presente especial para os descendentes de José (Gn 33.19; Js 24.32). O versículo 22, evidentemente se refere à luta pela posse da terra não mencionada nas Escrituras.

PASTORES DA IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS PRESOS

VEJA A SITUAÇÃO: PASTORES DA IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS SÃO PRESOS POR TRAFICAR ARMAS, É UM ABSURDO.

terça-feira, 2 de março de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - LVIII

JACÓ E SEUS FILHOS SÃO APRESENTADOS AO FARAÓ E A FOME SE AGRAVA (Gn 47)

Ainda que os propósitos de Deus se desdobrem de forma lenta, eles nunca deixam de ser executados. Vemos aqui Israel entrando no Egito e quatrocentos anos mais tarde, eles sairiam de lá de acordo com a promessa divina, (Gn 15.13-14). Quantas vezes o povo de Deus, em meio as provações, se esquecem de que fazem parte de um plano muito mais abrangente.
Uma Entrevista Com Faraó (Gn 47.1-4): O Faraó é tratado com muito respeito, e nada é duvidado. Os filhos de Deus nunca deveriam provocar ou irritar desnecessariamente aqueles que exercem autoridade (Rm 13.1-7). Alguns pensam que o Evangelho lhes dá o direito de desprezarem as leis humanas. Nós deveríamos, no entanto, reconhecer que a autoridade de Deus está presente na legítima e justa forma de governo.
José trouxe cinco dos seus irmãos para uma reunião com o Faraó. Provavelmente, o restante estaria cuidando do rebanho. Estes cinco deveriam comunicar estas três coisas ao Faraó:
A. Eles eram pastores. Baseado em Gênesis 46:34, esta era sem dúvida uma confissão difícil de fazer.
B. Eles eram apenas peregrinos e não tinham intenções de serem naturalizados. José parece ter entendido a importância de Israel permanecer separado como nação. Nós podemos ver nisso tudo uma figura da separação que o Cristão deve ter do mundo (1Pe 2.9;  Jo 15.19).
C. Eles desejavam habitar em Gósen.
O Pronunciamento do Faraó (Gn 47.5-6): O Faraó gentilmente manteve a sua promessa, ainda que isto representasse muito pouco comparado com o benefício que José trouxe ao Egito. José não tinha interesse de que seus irmãos trabalhassem para o Faraó. Ele desejava que o povo de Israel ficasse separado dos Egípcios.
O Menor é Abençoado pelo Maior (Gn 47.7-10): O Faraó era o homem mais poderoso na terra, entretanto, não podemos ler esta passagem sem ficarmos impressionados pelo fato dele ter encontrado um homem superior a ele. Isto é confirmado em Hebreus 7.7, onde a grandeza de Melquisedeque é demonstrada quando ele abençoa Abraão. É mencionado duas vezes que Jacó abençoou o Faraó. As pessoas deste mundo, pouco ou nada sabem sobre o que a eternidade revelará a respeito da verdadeira e relativa grandeza (Dn 12.3; Pv 10.7). Se esforce para ser grande aos olhos de Deus.
Note as palavras de Jacó para o Faraó:
A. Ele abençoou o Faraó - Sem dúvida esta benção era uma invocação ao Deus Todo-Poderoso. Os santos deveriam tanto desejar quanto orar para que as bênçãos de Deus sejam derramadas sobre a vida de outras pessoas (1Tm 2.1-2).
B. Jacó explicou que os seus dias tinham sido poucos. A vida mais longa que alguém possa ter, é curta, quando comparada com a eternidade. Nenhum homem chegou a viver por mil anos, que aos olhos de Deus é apenas como um dia (2Pe 3.8).
C. Jacó explicou que os seus dias tinham sido maus (cheio de tribulações e preocupações). A vida é difícil e cheia de tribulações (Jó 14.1). Muitas vezes nós agimos como Jacó e aumentamos a nossa carga por não buscarmos a direção de Deus para as nossas vidas (Pv 3.5-6). Tenha compaixão de qualquer pessoa que não tenha Deus para confortá-lo nesta vida (2Co 4.17).
Não devemos pensar que Jacó estava expressando ingratidão ou tendo uma atitude negativa para com a vida. Por duas vezes ele usar a palavra peregrinação, ele dá a entender que a sua real e futura esperança é de ordem espiritual. Nós, como Cristãos, também reconhecemos que até que cheguemos ao céu, nos importa passar por muitas tribulações (At 14.22).
A Divina Provisão (Gn 47.11-12): Os caminhos de Deus às vezes nos parecem estranho, embora Ele faça com que tudo coopere para o nosso bem (Rm 8.28). Aqui Jacó aprendeu que a provação sofrida pela perda de José foi um meio pelo qual eles foram salvos da fome. Que aprendamos a dar graças mesmo quando não compreendemos (1Ts 5.18).
 A Fome (Gn 47.13-22): A passagem nos mostra que somente a visão profética de José é que foi capaz de salvar a nação do Egito e a terra de Canaã da fome. É só pensarmos um pouco e veremos que o plano utilizado para alimentar o povo não era cruel, como talvez possa parecer. E também não expressava nenhum ressentimento. Em uma situação onde todos dependem da ajuda do governo, a administração deve ser muito criteriosa. (A preferência dada ao sacerdote pagão estava além do controle de José).
Os Impostos (Gn 47.23-26): Enquanto a fome fosse extinguida, José planejou um sistema para restaurar a agricultura. Este plano demonstra que José não tratava injustamente o povo. O governo fornecia a semente e cobrava vinte por cento da produção como imposto. Se você pensa que isto é injusto, tente calcular o quanto pagamos de taxas e impostos neste país. Lembre-se também que somente podemos possuir um pedaço de terra se pagarmos os devidos impostos por ela.
O Pedido de Jacó (Gn 47.27-31): Jacó acreditava que Canaã era a terra prometida. O seu coração sempre esteve lá. Embora não pudesse morrer em Canaã, ele desejava ser enterrado junto com os seus pais. Este pedido revela a sua fé nas promessas de Deus (Gn 15.13-16; Hb 11.21-22).

JESUS CRISTO MORREU E RESSUSCITOU!

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - LVII

A FAMILIA DE JACÓ DESCE AO EGITO (Gn 46)

Vamos lembrar que enquanto a família de Jacó se dirige para o Egito, as profecias feitas a Abraão estão sendo cumpridas (Gn 15.13-14). A nossa tendência é enfatizar as profecias que ainda não se cumpriram e esquecer a maravilha das profecias já cumpridas.
Indo para o Egito: Antes de estudarmos versículo por versículo deste capítulo, vamos fazer uma pausa para perguntarmos porque Israel foi levado ao Egito no começo. Por que não permaneceram em Canaã como nação e de lá se expandiram? Vejamos algumas razões:
A. Por causa da segregação praticada no Egito, Israel poderia permanecer como um povo separado (vers. 31-34; Gn 43.31-34). Em Canaã eles poderiam facilmente se casar com outros povos e perderem assim a sua identidade corporativa e espiritual. Após quatrocentos anos no Egito eles ainda eram uma nação distinta e separada.
B. No Egito o povo de Israel teria a oportunidade de crescimento populacional. A influência de José para que eles recebessem a terra de Gósen foi de grande ajuda. Esta era uma área excelente para criação de animais. Se Israel tivesse se expandido grandemente em Canaã, provavelmente haveria guerras e eles não estariam preparados para isso. (Quando Israel deixou o Egito, a população tinha aumentado para mais ou menos dois milhões de almas).
C. O êxodo de Israel do Egito foi uma grande oportunidade para mostrar o poder de Deus (Rm 9.17; Sl 78.43). A glória de Deus e o bem do Seu povo são os dois principais propósitos encontrados em Suas obras.
D. Israel não saiu do Egito sem nada, antes foi enriquecido pela fartura e prosperidade de Egito (Êx 12.35-36). Muito do material para construção do tabernáculo veio exatamente daqui (Êx 25.1-9).
E. A longanimidade de Deus restringiu o julgamento sobre os Canaanitas até que a iniquidade deles alcançou um certo nível (Gn 15.16). Como os propósitos de Deus são complexos.
Buscando a Direção de Deus: Jacó se apressou em sua viajem para ver José. Ao chegar em Berseba, na fronteira de Canaã, ele parou para cultuar e adorar a Deus. Há vários motivos para meditarmos a respeito disso:
A. Ao se aproximar da fronteira de Canaã Jacó começa a questionar a si mesmo. Ele estaria fazendo a coisa certa ao deixar a terra de Canaã? Ele sabia que dificilmente retornaria durante a sua vida. Ele deveria trocar a terra prometida pelo Egito? Abraão não pecou quando fez isto? Vamos aprender a buscar a orientação e liderança de Deus (Pv 3.6).
B. Chegando próximo a Berseba ele se lembrou que Abraão e Isaque tinham encontrado a Deus naquele lugar (Gn 21.33 e 26.26). Assim como eles, ele também necessitava de liderança e segurança de Deus.
Deus Conforta Seu Filho (Gn 46.2-4): Como é maravilhoso ouvir de Deus e saber que estamos sob Sua vontade. Note as palavras de Deus nesta última visão patriarcal.
A. "Não temas descer ao Egito" ! Como é maravilhoso ir para onde sabemos que Deus está nos guiando.
B. "Eu te farei ali uma grande nação".
C. "Eu descerei contigo ao Egito".
D. "Eu certamente te farei tornar a subir".
E. É prometido a Jacó que ele estaria com José no momento de sua morte (por a mão sobre os seus olhos).
Seguindo a Liderança de Deus (Gn 46.5-7): Jacó podia prosseguir agora com o coração mais aliviado. Para nós cristãos não existe nada mais valioso do que andar de acordo com a sua Palavra. (Sl 1)
Um Pequeno Começo (Gn 46.8-27): Este pequeno clã se tornou uma grande nação. Quão grandes coisas Deus pode fazer através de algo aparentemente insignificante. Setenta pessoas apenas se tornaram uma poderosa nação.
Uma Reunião Feliz (Gn 46.28-30): Que cena maravilhosa. Note, entretanto, a dignidade de Jacó. Ele permitiu que José viesse até ele. Ele sabia que ser um patriarca da nação Judaica era uma posição mais importante do que qualquer outra no Egito.
As Instruções de José (Gn 46.31-34): A. José estava mais interessado na pureza espiritual do que na grandeza material dos seus irmãos. Ele usou o fato dos Egípcios detestarem o ofício de pastor como um meio de manter sua família separada. Vamos aprender com isto a fazer sábias escolhas para as nossas famílias.
B. O Egito sempre representa este mundo. Veja aqui o quadro do que o mundo pensa a respeito do Bom Pastor.

A DOUTRINA ESQUECIDA!

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - LVI

JOSÉ SE REVELA  SEUS IRMÃOS (Gn 45)

Três coisas especialmente se destacam neste capítulo: A. Este capítulo contém o clímax de uma das grandes histórias narradas pela Bíblia. A simplicidade do estilo de Moisés tem sido muitas vezes admirada. B. Aqui podemos ver a providência de Deus profundamente enfatizada. Nós somos os atores na peça em que Deus é o diretor. C. A vida de José nos ensina como perdoar aos outros e viver sem frustração e amargura.

Uma Revelação (Gn 45.1-4): A intercessão de Judá revelou a José a mudança do coração dos seus irmãos. Até mesmo o seu próprio coração foi tocado. Ele pediu aos servos que se retirassem para que ele pudesse colocar de lado o protocolo de Estado e conversar em família com seus irmãos. É provável que ele também não queria que seus servos soubessem o que os seus irmãos fizeram no passado (1Pe 4.8). Os professores da Bíblia têm comparado esta revelação com a futura revelação de Cristo para a nação Judaica. Os irmãos de José devem ter sentido um grande remorso. Isto não é um símbolo da tristeza que o povo Judeu sentirá na volta de Cristo (Zc 12.10)?

O Conforto da Soberania Divina (Gn 45.5-8): A. A soberania de Deus assegura que os caminhos humanos são tão ordenados que o Seu povo é preservado e Seus propósitos realizados. Deus enxerga o futuro e tem tudo preparado de antemão para suprir as nossas necessidades. Mesmo os homens maus, que peca livremente, acabam sendo instrumentos da vontade divina (Sl 105.16-24; Sl 76.10; Ef 1.11). B. José não estava de forma nenhuma negando a culpa dos seus irmãos (Gn 50.20). No entanto, quando viu evidências do arrependimento deles, ele se apressou em confortá-los e lembrá-los que mesmo diante da rebelião que eles cometeram, Deus estava trabalhando para o bem deles. Os pecadores arrependidos algumas vezes estão em perigo de serem tomados de "demasiada tristeza" e necessitam ser apropriadamente confortados (2Co 2.7). C. Note que José se recusou a levar o crédito pela preservação de Israel. Ele sabia que era apenas um instrumento nas mãos de Deus. O homem deveria sempre atribuir a glória a Deus (Rm 11.33-36). D. O espírito de perdão de José para com os seus irmãos nos ensina uma grande lição: Aqueles que acreditam no plano predestinado de Deus são ajudados a perdoar as más obras que os homens lhes fazem. Quando vemos a mão de Deus trabalhando, mesmo através das más ações dos homens, ficamos sem amargura pelo nosso tratamento (Jó 1.21). Há outras maneiras de exercer o perdão (Ef 4.32), mas esta definitivamente faz parte. Note como isto funcionou na vida de Davi (2Sm 16.5-13).
Uma Tendência Espiritual (Gn 45.9-15): José era um homem de atitudes espirituais. E podemos ver isso das seguintes maneiras: A. José estava consciente da obra e do plano gracioso de Deus para a vida dele. O Egito era um lugar onde Israel poderia ser preservado como nação enquanto crescia e era salvo da fome. Os costumes Egípcios asseguravam que Israel não seria absorvido pela cultura deles (Gn 43.32). José ficou muito alegre em ver a sabedoria de Deus. Alguns crentes parecem enxergar muito pouco da obra maravilhosa de Deus em suas vidas. B. Note novamente o perdão pleno que José concede aos seus irmãos. Isto requer uma verdadeira espiritualidade.
Faraó (Gn 45.16-20): Este Faraó é bem diferente daquele com o qual Moisés teria que tratar. Ele era realmente um homem magnânimo e agradecido. Os governantes normalmente se esquecem de antigas bondades. Faraó, no entanto, se lembrou que a salvação do Egito era o resultado das bênçãos de Deus através de José. Por esta razão ele prometeu cuidar de forma generosa da família de José. As maiores riquezas da terra estariam a disposição deles. (Não podemos deixar de comentar e refletir que o coração do Faraó estava nas mãos de Deus. Este aqui mostra compaixão, o outro, que viria mais tarde, mostraria crueldade. Entretanto, ambos foram usados para que Deus abençoasse Israel e glorificasse o Seu nome - Romanos 9.17).
De Volta para Canaã (Gn 45.21-24): Para a viagem de volta para casa, eles receberam tudo o que necessitavam e um pouco mais. Acreditamos que em parte isto foi feito para convencer Jacó que a história que seus filhos contariam era verídica. Da mesma maneira, durante a nossa jornada para encontrarmos com o Senhor Jesus, Deus providencia tudo necessário para o nosso sustento. Deus até mesmo nos dá alguns presentes que asseguram as nossas futuras bênçãos (Ef 1.13-14).
Não há duvidas de que o conselho de José no versículo 24 era necessário. Talvez eles temessem expor os seus antigos erros e começassem a brigar entre si, tentando jogar a culpa um no outro diante de seu pai antes que ele descobrisse os fatos acerca de José.
Jacó Recebe Boas Notícias (Gn 45.25-28): Que cena magnífica. O velho Jacó é incapaz de crer de tanta alegria, e ele somente é convencido quando ouve toda a história e vê os carros enviados do Egito. Ele então sente que quando visse José a sua vida estaria completa. Graciosamente, não vemos aqui nenhum relato de Jacó repreendendo os seu filhos por venderem José. Eles tinham se arrependido e se reconciliado com ele. Que necessidade havia de relembrar seus antigos pecados? Vamos aprender com Jacó a deixar os esqueletos no armário. Note que nem mesmo José mencionava os pecados deles. Os Egípcios nunca souberam do crime que eles cometeram (2Pe 4.8). Note como Jacó é mencionado por este nome no versículo 25, e por Israel no versículo 28. No momento em que sua fé é renovada, ele percebe que é verdadeiramente abençoado por ser um "príncipe" com Deus. Nós também somos "Jacós" por natureza, mas através da graça reinaremos com Cristo.

PREGAÇÃO CHOCANTE!

Vale a pena ouvir esta mensagem.



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A CARTA À IGREJA EM PÉRGAMO

A Carta à Igreja em Pérgamo
A igreja em Pérgamo se encontrou numa situação difícil. Por todos os lados, os vizinhos praticavam idolatria e deram honra aos governantes romanos. Os cristãos não abandonaram a verdade do Senhor, o único verdadeiro Soberano. Mas, tanta influência de falsas doutrinas teve um impacto negativo na igreja, poluindo a congregação com doutrinas falsas que incentivavam os irmãos a praticaram idolatria e imoralidade. Jesus chama a igreja ao arrependimento para evitar o castigo divino.
Ao Anjo da Igreja em Pérgamo (Apocalipse 2:12-17)
A igreja em Pérgamo (12): O único livro do Novo Testamento que cita a cidade ou a igreja em Pérgamo é o Apocalipse. Com a ajuda dos romanos, Pérgamo ganhou independência dos selêucidas em 190 a.C., e passou a fazer parte do império romano a partir de 133 a.C. Durante mais de 200 anos, foi a capital da província romana da Ásia. Teve a maior biblioteca fora de Alexandria, Egito. Foi o povo de Pérgamo que começou a usar peles de animais para fazer pergaminho, substituindo o papiro.
Aquele que tem a espada afiada de dois gumes (12): A espada representa autoridade e o poder para julgar e castigar. É Jesus, e não o governo romano, que segura esta espada (1:16).
Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás (13): Os cristãos em Pérgamo eram vizinhos do diabo! Jesus, sempre vigiando para ajudar o seu povo, sabia muito bem da circunstância difícil naquela cidade. Desde 29 a.C., foi o local de um templo dedicado a Roma e Augusto (idolatria oficial do governo romano). Mais tarde, foram erigidos outros templos para a honra dos imperadores Trajano e Severo. Além desses templos para o culto imperial, o povo de Pérgamo adorava outros “deuses”, tais como Zeus, Atena, Dionisio e Asclepio. Encontramos em Pérgamo uma mistura dos poderes do mal – religiões falsas e o poder oficial do governo romano. Enquanto seus vizinhos sacrificavam aos demônios (veja 1 Coríntios 10:19-20), os discípulos de Cristo reconheciam o único Deus como Senhor.
E que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas (13): Jesus elogia a perseverança dos cristãos de Pérgamo, que foram fiéis à fé de Jesus, mesmo sob perseguição intensa. A minha fé (a fé de Jesus) é a palavra de Cristo revelada aos homens (veja Judas 3). Antipas é mencionado somente aqui. Evidentemente foi um mártir, provavelmente da própria congregação em Pérgamo. Foi morto entre eles, na cidade onde Satanás habitava. Antipas se mostrou fiel até a morte (veja 2:10). Testemunha vem da palavra grega martus. É a mesma palavra usada para descrever Jesus em 1:5. Com tempo, passou a ser usada para identificar pessoas que morreram por seu testemunho de fé, e assim usamos a palavra mártir.
Tenho, todavia, contra ti algumas coisas (14): Apesar da perseverança dos cristãos em Pérgamo, haviam problemas graves ameaçando o bem-estar da congregação. Eles se mostraram tolerantes em relação a falsas doutrinas, especificamente dois erros citados nesta carta.
A doutrina de Balaão (14): A descrição da doutrina de Balaão refere-se à história do Velho Testamento (Números 22-25; 31:16). No final dos 40 anos de peregrinação, os israelitas chegaram perto da terra prometida. Acamparam-se nas campinas de Moabe, e os moabitas e midianitas ficaram amedrontados. Balaque chamou Balaão para amaldiçoar o povo, mas Deus frustrou todas as suas tentativas de falar contra os israelitas. Balaão desistiu de suas maldições, mas procurou outra maneira de vencer o povo de Israel. Deu o conselho de convidá-los a participarem de uma festa idólatra. Nesta festa, muitos israelitas se envolveram na idolatria e na imoralidade, e Deus mandou uma praga que matou 24.000 israelitas.
A doutrina de Balaão foi a doutrina que Balaão ensinava, não apenas a doutrina sobre a pessoa de Balaão. Semelhantemente, a doutrina de Cristo não é apenas o ensinamento sobre a pessoa de Cristo. A doutrina de Cristo inclui o que Jesus ensinava. Considere a importância deste fato em relação a textos como Tito 2:10; Hebreus 6:1e 2 João 9. Se alguém for além do ensinamento dado por Jesus, não tem Deus.
Na igreja em Pérgamo, algumas pessoas agiam como Balaão. Incentivavam o povo a tolerar outras religiões, até participando da idolatria e da prostituição. A sua doutrina foi basicamente igual às idéias atuais de pluralismo (aceitação de diversas religiões como igualmente boas) e sincretismo (juntando duas ou mais religiões).
A doutrina dos nicolaítas (15): A Bíblia não identifica esta doutrina. Mas, diz que Jesus odiava as obras dos nicolaítas e elogia os efésios por rejeitar esses ensinamentos (2:6). Infelizmente, a igreja em Pérgamo tolerava esses falsos mestres.
Deus condena a tolerância de falsas doutrinas. Às vezes, os homens valorizamtanto a unidade entre pessoas (dentro de uma congregação ou até entre congregações diferentes) que desvalorizam a doutrina pura de Jesus. Toleram falsos ensinamentos e até práticas proibidas, como a imoralidade e a idolatria, mas insistem na importância de manter uma “igreja unida”. Se persistir nesseerro, o próprio Jesus trará o castigo. A unidade entre discípulos é importante, mas a pureza da palavra é mais importante do que a paz entre homens (Tiago 3:17). Uma igreja que serve a Jesus necessariamente rejeitará falsos mestres e suas doutrinas erradas.
Portanto, arrepende-te; e, se não, ... contra eles pelejarei (16): O arrependimento exigido é da igreja, pois ela tolerava esses falsos mestres. Os professores das doutrinas de Balaão e dos nicolaítas precisariam se arrepender, também, ou serem rejeitados (veja Romanos 16:17-18; Tito 3:10-11). Uma igreja que tolera falsos professores se torna cúmplice do pecado. Se ela não se arrepender, Jesus usará a espada de dois gumes (2:12; 1:16) para trazer seu castigo sobre ela.
Quem tem ouvidos, ouça (17): Como em todas as sete cartas, Jesus chama os ouvintes a darem a atenção devida a sua palavra.
Ao vencedor (17): Todas as cartas, também, incluem a promessa sobre a vitória. Aqueles que persistem até o final receberão a recompensa. Nesta carta, a bênção para o vencedor é descrita em duas partes:
● O maná escondido: Aqueles que recusaram qualquer participação na mesa dos demônios seriam sustentados pelo maná de Deus. Jesus é o maná dado pelo Pai (veja João 6:31-65). Ele sustenta os fiéis e lhes dá vida. A mensagem de Jesus continua oculta para os sábios deste mundo (veja 1 Coríntios 2:6-10).
● Uma pedrinha branca com um nome novo escrito: Um nome novo, freqüentemente, sugeria uma nova direção na vida, especialmente de uma pessoa abençoada por Deus (exemplos: Abrão > Abraão; Sarai > Sara; Jacó > Israel). Em Isaías 62:2-4, Desamparada e Desolada recebem nomes novos: Minha-Delícia e Desposada, mostrando a bênção de estar com Deus. Veja, também, 3:12. A pedrinha branca pode incluir vários significados, conforme os costumes da época. Pedras brancas foram usadas para indicar a inocência de pessoas acusadas de crimes; Jesus inocenta os seus seguidores fiéis. Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado, pois se tornaram cidadãos da pátria celestial (Filipenses 3:20). Foram usadas pelos romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite os fiéis entrarem na presença dele para o seu banquete (veja 19:6-9). Também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em batalha. Os fiéis são vencedores que receberão o prêmio (2 Timóteo 4:7-8).
Conclusão
Devemos imitar a perseverança dos discípulos em Pérgamo, mantendo firme a nossa fé, mesmo se encararmos ameaças e perseguições. Ao mesmo tempo, não devemos negligenciar outras responsabilidades diante de Deus. Servimos um Deus puro, e devemos manter e defender a doutrina pura que ele revelou. Qualquer doutrina que incentiva a idolatria ou a imoralidade vem do diabo. Procuremos o maná que vem de Deus para nos sustentar para sempre.

O JULGAMENTO DE DEUS E O TRONO BRANCO

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS - LV

OS IRMÃO DE JOSÉ PASSAM PELO ÚLTIMO TESTE (Gn 44)
Em Gênesis 43.34, José testou seus irmãos para ver se eles ainda eram controlados pela inveja. Neste capítulo, o teste é mais rigoroso ainda. Eles realmente amavam Benjamim? Eles estavam dispostos a saírem livres e deixá-lo para ser escravo? Este teste provou que eles realmente eram homens mudados. Judá, em especial, demonstrava ser um homem transformado.
Mais Um Teste (Gn 44.1-5): Não era vingança, mas o desejo de conhecer realmente seus irmãos, o verdadeiro motivo por detrás dos planos de José. Ele encenou seu papel corretamente e demonstrou grande força de caráter e autocontrole. Ele teria sido imprudente se tivesse se revelado aos seus irmãos antes de conhecer o caráter deles. Várias vezes nas Escrituras somos alertados a não colocarmos a nossa confiança em pessoas que desconhecemos o caráter (Pv 11.15). Aqueles são chamados ao ministério devem ser especialmente provados (1Tm 3.6). Somente as provas podem expor verdadeiramente os corações dos homens (Dt 8.2). O sentido do versículo 5 é de alguma maneira discutível. Talvez a palavra "adivinha" fosse usada porque os Egípcios não eram familiarizados com o conceito da verdadeira profecia. Por outro lado, José pode ter ido muito longe ao fingir ser um adivinhador pagão.
Pegos na Armadilha de José (Gn 44.6-13): Que desespero os irmãos de José devem ter sentido. Eles sabiam que eram inocentes, mas pareciam sentir que estas provas de alguma forma eram o julgamento de Deus sobre seus antigos pecados. Sem dúvida, José colocou o dinheiro nos sacos para que eles soubessem que Benjamim era inocente. Eles veriam que alguém mais tinha manuseado as sacolas.
Passando no Teste (Gn44.14-17): Os irmãos foram convencidos de que estas provas eram uma justa retribuição, mesmo sabendo que eram inocentes quanto ao que ocorreu. Eles não culparam Benjamim, mas parecem ter visto a mão de Deus em tudo isso. Paciência sob julgamento é uma obra do verdadeiro arrependimento (Sl 51.3-4). No versículo 17 José força a situação e os coloca em um verdadeiro teste. Eles ficariam ao lado de Benjamim arriscando o próprio futuro deles.
Judá Intercede (Gn44.18-34): Nenhum advogado faria melhor defesa do que Judá. Martinho Lutero desejava orar para Deus como Judá suplicou diante de José. Para a eloquência de homem e de discursos empolgantes, este discurso é inigualável. Até mesmo o pensamento de causar alguma dor ao seu pai era intolerável para Judá. Ele verdadeiramente era um homem mudado. Ele realmente tornou-se um líder entre os seus irmãos (Gn 49.8-12).
Paralelos Interessantes: Vemos nesta história, que a participação de Judá é uma figura da obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. Note algumas das grandes verdades do Evangelho que podem ser vistas aqui quando vemos Judá como uma figura de Cristo:
A. Tanto Judá quanto o Senhor Jesus pertenceram a tribo de Judá (Gn 49.8-10; Ap 5.5). É claro que Judá foi o pai da tribo.
B. Judá se tornou uma garantia para o seu irmão mais novo (Gn 43.8-9). O Senhor Jesus se tornou o fiador dos seus irmãos mais novos (Hb 7.22 e 2.11; Rm 8.29).
C. Judá se tornou uma garantia para o seu pai. Ele aceitou ser responsável por Benjamim e respondeu ao seu pai pela segurança dele. Jesus Cristo se tornou a nossa garantia para o Pai. Ele se responsabilizou por Seu povo. Isto é ilustrado na passagem a respeito do Bom Pastor (Jo 10.11-14, 28-29).
D. Judá se tornou uma garantia para Benjamim antes mesmo dele estar envolvido em confusão ou ir ao Egito (que é uma figura do mundo). O Salvador se tornou a nossa garantia antes mesmo que nós nascêssemos neste mundo ou pecássemos (Ef 1.4; 1Pe 1.18-20).
E. Judá desceu com seu irmão mais novo para o Egito. Foi lá que Benjamim se viu envolvido em problemas. O Senhor Jesus acompanhou Seu povo para este mundo onde eles necessitariam de redenção (Hb 2.11-15).
F. Judá prontamente assumiu a culpa pelos erros dos seus irmãos (vers. 33). Jesus Cristo pagou pelos nossos pecados (Is 53.6).
G. Judá intercedeu por seus irmãos baseado na sua própria garantia (vers. 32). O Senhor Jesus intercede pelo Seu povo baseado na Sua fiança por eles (Jo 17.6 e 9; Rm 5.10; 8.33-34).
H. Judá foi bem sucedido em seus esforços para salvar Benjamim. Jesus Cristo se tornou a nossa garantia, morreu em nosso lugar, e agora vive para interceder por nós. Ele é absolutamente bem sucedido na obra de salvar o Seu povo. Todas as Suas ovelhas serão reunidas em Seu aprisco (Jo 10.27-29) e todos os filhos se encontrarão no Seu lar (Hb 2.10 e 13).

ESCRAVOS DE CRISTO






Fonte: voltemos ao Evangelho

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A CARTA À IGREJA EM ESMIRNA

A Carta à Igreja em Esmirna

Durante o período em que Paulo ficou em Éfeso, na sua terceira viagem evangelística, “todos os habitantes da Ásia” ouviram o evangelho de Jesus (Atos 19:10). Pedro incluiu os eleitos e forasteiros da Ásia entre os destinatários de sua primeira carta (1 Pedro 1:1). É bem possível que a igreja em Esmirna, uma cidade situada aproximadamente 65 km ao norte de Éfeso, esteja incluída nestas citações. Mas, a primeira vez que ela é identificada por nome é nas citações no Apocalipse. Por isso, não temos informações específicas sobre esta igreja, além dos quatro versículos desta carta ao anjo da igreja em Esmirna. O pouco que sabemos é positivo. Esta carta elogia e encoraja, sem oferecer nenhuma crítica dos cristãos em Esmirna.

Ao Anjo da Igreja em Esmirna (Apocalipse 2:8-11)

A igreja em Esmirna (8): Hoje conhecida com Izmir, a terceira maior cidade da Turquia e o segundo mais importante porto do país, Esmirna era uma cidade antiga de uma região habitada durante milhares de anos antes de Cristo. A antiga cidade foi destruída pelos lídios em 600 a.C. e reconstruída pelos gregos no final do 4º século a.C. A cidade ganhou nova vida, e pode ser descrita como uma cidade que morreu e tornou a viver. Durante o domínio romano, Esmirna se tornou um centro de idolatria oficial, conhecida como Guardião do Templo (grego, neokoros). Foi a primeira cidade da Ásia a construir um templo para a adoração da cidade (deusa) de Roma (195 a.C.). Em 26 d.C., foi escolhida como local do templo ao imperador Tibério. Foram descobertas imagens, na praça principal da cidade, de Posêidon (deus grego do mar) e de Deméter (deusa grega da ceifa e da terra).

Na época do Novo Testamento, Esmirna provavelmente tinha uma população de aproximadamente 100.000. Por ser um porto excelente, facilitando o comércio entre a Ásia e a Europa, era uma cidade próspera.

Estas coisas diz o primeiro e o último (8): Jesus começa esta carta com as palavras de 1:17, frisando a sua eternidade. Dizer que é o primeiro e o ultimo é declarar que Nele, Jesus, foram iniciadas todas as coisas, e que por fim ele também triunfará sobre todas as coisas. (Ap 1.8; Mq 5.2; Cl 1.16-17)

Que esteve morto e tornou a viver (8): Quase igual a afirmação de 1:18, esta frase destaca a vitória sobre a morte na ressurreição. Na situação dos discípulos de Esmirna, encarando perseguições difíceis, seria especialmente importante lembrar da ressurreição de Jesus. O Senhor deles não fracassou diante da morte; ele a venceu! Eles, sendo fiéis, teriam a mesma esperança. E lembra do sofrimento de Jesus no calvário, por nós, nos da animo para prosseguir na nossa caminhada ainda que tenhamos tribulações, lembramos que quem mais sofreu, sem merecer, foi o nosso Senhor em nosso lugar. E essa mensagem era proveitosa para a igreja de Esmirna, que não só estava sofrendo, como no versículo 10 vemos o Senhor dizendo que muitos deles iriam ainda sofrer e até morrer por amor a Cristo. (Is 53)

Conheço a tua tribulação (9): Jesus, no meio dos candeeiros, viu o sofrimento de seus seguidores. Da mesma maneira que ele se compadeceu dos angustiados na terra durante o seu ministério (veja Marcos 1:41), ele olhou com compaixão para aqueles que sofriam em Esmirna. Mesmo assim, ele não os poupou de toda a dor, como veremos no versículo 10. A palavra “tribulação”, aqui, significa pressão que vem de fora.

A tua pobreza (mas tu és rico) (9): Apesar de morarem numa cidade próspera, os cristãos em Esmirna eram pobres. Provavelmente sofriam discriminação por causa da fé, e assim se tornaram pobres. É bem possível, também, que tivessem sacrificado seus recursos em prol do evangelho, como os macedônios fizeram para ajudar os irmãos necessitados alguns anos antes (veja 2 Coríntios 8:1-9). Mas a pobreza material não tem importância quando há riqueza espiritual (veja 3 João 2). A situação dos discípulos em Esmirna era muito melhor do que a da igreja em Laodicéia, que se achava rica apesar de sua pobreza espiritual (3:17).

A blasfêmia dos falsos judeus (9): Blasfemar é falar mal. Freqüentemente, refere-se a blasfêmia contra Deus. Aqui, porém, a blasfêmia é um aspecto do sofrimento dos crentes em Esmirna. Esta difamação veio de pessoas que se chamavam judeus mas, de fato, não eram verdadeiros judeus. Os judeus, que tiveram uma sinagoga em Esmirna, perseguiam os cristãos. Ao invés de serem verdadeiros judeus e descendentes espirituais de Abraão (veja João 8:39-47; Romanos 2:28-29), eram servos de Satanás, o principal mentiroso e acusador dos fiéis (12:9-10; João 8:44).

Não temas as coisas que tens de sofrer (10): O conforto oferecido por Jesus não é o livramento do sofrimento. Ele anima os discípulos em Esmirna a não desistirem diante das tribulações que viriam logo. Covardes não têm esperança em Cristo (21:8). Pessoas que fogem da sua responsabilidade diante de Jesus por medo de sofrer não são dignas da comunhão com ele. Pessoas que ensinam que o servo fiel será próspero e livre de sofrimento nesta vida não acreditam nas palavras que Jesus mandou à igreja em Esmirna!

O diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós (10): O diabo é visto como a fonte da perseguição. Alguns seriam presos, provavelmente aguardando julgamento e possível morte.

Para seres postos à prova, e tereis tribulação de dez dias (10): O efeito da tribulação seria o de provar a fé desses cristãos. A sua lealdade a Cristo seria testada sob ameaças de morte. Mas a perseguição não continuaria para sempre. Dez dias sugere um tempo curto mas completo. Seria uma provação completa, mas teria um fim.

Por ter vínculos tão fortes com a idolatria oficial de Roma, Esmirna se tornou uma cidade perigosa para os cristãos. Esta carta fala sobre perseguições que viriam. Até décadas depois do Apocalipse, perseguições atingiram seguidores de Cristo na cidade.

Sê fiel até à morte (10): O fim desta perseguição, para alguns, poderia ser a própria morte. Mesmo assim, deveriam ser fiéis. Às vezes, arrumamos qualquer desculpa para não fazer algo que Deus pede. Mas nada, nem a nossa própria vida, deve ser mais importante do que a nossa fidelidade a Deus.

E dar-te-ei a coroa da vida (10): A palavra “coroa” (grego, stephanos) refere-se à coroa de vitória. A coroa da vida vem de Deus, o único que pode dar a vida (veja João 5:26; 14:6; 1 João 1:1-2). Aqueles que amam a vinda de Jesus receberão a coroa da justiça (2 Timóteo 4:8).

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (11): Como em todas as cartas às igrejas, Jesus chama os destinatários a ouvirem a sua mensagem.

O vencedor (11): Aqueles que permanecem fiéis diante das perseguições são vencedores com Cristo.

De nenhum modo sofrerá dano da segunda morte (11): Não sofreria o castigo eterno (20:6,14; 21:8). Os perseguidores poderiam até causar a primeira morte, mas os fiéis não sofrerão a segunda morte (veja Mateus 10:28).

Conclusão

Morar em Esmirna no primeiro século não seria fácil para o discípulo de Jesus. Além das perseguições pelos judeus, eles enfrentavam uma ameaça mais organizada e mais poderosa. A idolatria oficial, juntando a religião à força do governo, prometia uma perseguição perigosa aos cristãos da cidade, tentando-os a abandonarem a sua fé para melhorar as suas circunstâncias ou até para evitar a morte violenta. Para vencer esta tentação, teriam que acreditar no poder daquele que já venceu a morte. Mesmo se morressem, as suas vidas eternas seriam garantidas somente se mantivessem sua confiança no eterno Senhor, “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver”.