Muitas são as perguntas que se fazem acerca da salvação do ser humano. Dentre elas uma das mais questionasdas é: A graça de Deus é suficiente para a salvação? Jn 2.9 diz: "Do SENHOR vem a salvação." e se assim diz o texto logo concluimos: sim A GRAÇA DE DEUS É SUFICIENTE.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XVII
O SERMÃO DO MONTE – XI
Sobre as esmolas e a vanglória humana (Mt 6.1-4)
O nosso Senhor Jesus continua o sermão do monte, agora, falando sobre as esmolas e o orgulho humano em dar tais esmolas. Orgulho que o Senhor chamará aqui de “tocar trombeta”.
Forma errada (Mt 6.1-2): Jesus vai começar a falar de como não devemos fazer. Demonstrando a forma que os fariseus exerciam o ato de dar esmolas. Mas primeiramente vale resaltar que a palavra que aparece no verso 1, traduzida por esmolas, é elehmosunhn (gr. eleemosunen) que significa caridade, fazer o bem, ou ainda justiça, justiça essa de fazer uma coisa justa reta. Portanto o texto não está falando propriamente dito de esmolas no mais amplo sentido da palavra, mas a esmola pode fazer parte dela. E o alerta do Senhor contra a tradição dos fariseus é o de se vangloriar de qualquer coisa que se faça de bom ao próximo. A Bíblia Sagrada sempre vai exortar o povo de Deus a exercer a caridade, já no A.T. a Lei exigia essa pratica dos judeus (Dt 15.7-11), e no N.T. o ensino para a Igreja é recorrente também (Tg 2.15-16; 1Jo 3.13-18). Jesus não está dizendo que é errado fazer coisas boas, mas que a motivação errada em fazer tais coisas é errada. Os fariseus tinham ultrapassado a interpretação correta da Lei, Dt 15.9, a ponto de fazerem suas boas ações somente quando houvesse um numero razoável de testemunhas. Vemos isso pela exortação que o Senhor Jesus dá dizendo: “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles”, pois acreditavam que assim ninguém poderia os culpar de não ter exercido socorro para com os pobres. Jesus declara que esse tipo de atitude não é aceito por Deus. Eles já receberam seu galardão, pois se faziam para ser visto pelos homens então estavam lá os homens para ver. Esse era o galardão deles. Eles também acreditavam que fazendo as boas ações diante dos homens poderia livra-los da condenação do pecado. Mais uma interpretação errônea da Lei (Dt 15.9, que o Senhor já tinha alertado). Pois o texto diz “e que o teu olho seja maligno para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e que ele clame contra ti ao SENHOR, e que haja em ti pecado.”, interpretavam que o texto “haja em ti pecado” significava que o fato de não derem esmolas, fazer o bem, não teriam seus pecados perdoados. Que pensamento errôneo. Pois o pecado aqui é o pecado de não ter ajudado o seu próximo somente e não todos os pecados. O ensino Bíblico demonstra a total incapacidade do homem de oferecer a Deus o preço do perdão de seus pecados (Sl 49.7-8; Rm 3.23-27). Acreditavam que fazendo o bem e que se todos soubessem assim estariam se justificando a Deus. O tocar da trombeta dos fariseus fazia com que recebessem suas recompensas já naquele momento, pois a intenção dos seus corações era exatamente o de ser visto e glorificados pelos homens. Tocar trombeta é chamar a atenção para si. Após o culto na sinagoga cada um levantava e dizia qual era a quantia que queria ofertar. Quando havia uma doação muito vultosa, o doador era chamado até o bemá (tribuna) e recebia a honra de poder sentar ao lado do rabino. O servidor da comunidade tocava, então, uma trombeta, a fim de chamar a atenção dos seres celestiais, porque ali se havia realizado uma beneficência especial. Quanto mais, pois, o fariseu praticava a beneficência, dava esmolas, tanto maior era o espetáculo, primeiro na sinagoga e depois também na rua.. Quando a esmola é feita para se obter o respeito e a admiração dos homens, querendo impressioná-los por sua beneficência, perde-se toda a base da bênção divina. Jesus exortou ao povo da aplicação errônea que os fariseus faziam da verdade da Palavra de Deus. O titulo que o Senhor dar a eles é hipócrita (u`pokritai – ipokritai) que no grego significa “ator, alguém que interpreta um personagem no teatro”. Dando assim a ideia de alguém que passa por uma coisa que não é, ou seja, os fariseus não eram bons quando faziam uma boa obra, mas se passavam por bons. Mas Deus conhece a intenção dos corações dos homens. Ele não julga pelo que se vê a olho nu. Você está esperando recompensas dos homens? Quantas vezes os homens dão, não como demonstração de amor a Deus, não como prova de obediência à Palavra de Deus, não como manifestação da justiça que procede de Deus, mas pela publicidade que ganham. Até que ponto nossas boas obras seriam mantidas se os que as recebem não publicassem uma lista anual dos doadores? Fazemos boas obras por causa da publicidade, e recebemos a recompensa. Queremos publicidade e a conseguimos. Porém Deus não conta tais boas obras como prova de justiça, nem como manifestação de amor. O amor associado com o toque de trombeta é o amor de si mesmo. Quando alguém dá esmolas como faziam os fariseus, para receber a glória dos homens, está tratando os homens como seus justificadores. A estima dos homens pode ser comprada com dadivas, mas a de Deus não! Devemos nos lembrar do que Nosso Senhor Jesus nos ensinou em Lc 17.10, quando fizermos tudo que devemos somos, ainda sim, servo infiéis. Não se compra o favor de Deus com obras.
A forma correta (Mt 6.3-4): Após demonstrar o erro dos fariseus em interpretar e cumprir a Lei, o Senhor Jesus demonstra como deve ser o agir correto com relação as boas obras. E a forma correta é que as boas obras devem ser uma coisa secreta, entre você e Deus só, não é preciso falar nem para a pessoa mais proxima de você o que foi feito. Devemos lembrar das caracteristicas do amor. Uma delas é não busca seu proprio interesse (1Co 13.5). A pratica da boa obra é basiada no amor desinteressado. Devemos fazer visando simplesmente a glória de Deus. O que fazemos em secreto Ele recompessará publicamente. Isso pode ter aplicações em nossa vida aqui na terra ou na eternidade. Ele dará a cada um segundo a suas obras. Que possamos visar, em tudo que fazermos, sempre a gloria de Deus. Pois se existe uma area em que é tão facil sugir o engano é nessa area, com nosso ego cheio de necessidade de reconhecimento vem realizar boas coisas para suprir tal necessidade. Que Deus nos ajude a realizar todo serviço de amor de forma a ser tão oculto que, quando o Senhor nos chamar a si no dia do Tribunal de Cristo (por terem servido aos famintos e miseráveis), eles perguntem surpresos: “Quando foi que vimos o Senhor sofrendo e o servimos?” Nem mais estão conscientes de seus atos de amor, de seus serviços de misericórdia (Mt 25.33-40).
sábado, 16 de outubro de 2010
Aquele Livro Atordoantemente Maravilhoso – A Bíblia
Aquele Livro Atordoantemente Maravilhoso – A Bíblia
[Maravilhosos fatos científicos e profecias na Bíblia]
[Maravilhosos fatos científicos e profecias na Bíblia]
O Presidente Ronald Reagan chamou a atenção para aquele Livro maravilhoso, dizendo: “Na verdade, é um fato indisputável que todas as complexas e horrendas questões que nos confrontam, tanto no nosso lar como ao redor de todo o mundo, têm suas respostas naquele LIVRO SINGULAR”.
Napoleão disse a respeito daquele Livro maravilhoso “... ele não é um mero livro, mas é, sim, UMA CRIATURA VIVENTE, que conquista todos que lhe ficam face a face”.
A revista Newsweek (27.Dez.1982), na sua capa, escreveu a respeito daquele Livro maravilhoso “Como um livro nos une, nos divide e até MESMO NOS DEFINE!”.
AQUELE LIVRO ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO É A BÍBLIA!
E se você pensa que a Bíblia é como qualquer outro livro que jamais foi escrito – continue lendo. Quando terminar este folheto... VOCÊ RECONHECERÁ QUE AQUELE LIVRO É ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO!
”Mas a Bíblia foi escrita milhares de anos atrás. E nós estamos quase entrando no século 21! Temos visto o homem ir à lua. Temos visto a humanidade dar grandes passos na conquista dos mistérios mais escondidos do universo. A Bíblia foi escrita milhares de anos atrás por homens com um conhecimento muito mais limitado que o nosso.
Com seus limitados conhecimentos, como poderiam eles ter sabido de certas coisas?”
ESTOU ALEGRE QUE VOCÊ PERGUNTOU...
ESTOU ALEGRE QUE VOCÊ PERGUNTOU...
Lucas 17:30-34 "Assim será NO DIA em que o Filho do homem se há de manifestar... NAQUELE DIA... vos digo, NAQUELA NOITE..." Ninguém nos dias de Lucas pensou que poderia existir dia e noite ao mesmo tempo! Eles pensavam que a terra era plana! Lucas foi escrito em torno do ano 65 d.C. Como sabia Lucas de algo que os cientistas não souberam até o século 16?
Isaías 40:22 "Ele é o que está assentado sobre o CÍRCULO DA TERRA”. Como, no ano 700 a.C., sabia Isaías que a terra era redonda? Os cientistas dos dias de Isaías pensavam que a terra era plana. Não descobriram que a terra era redonda até o princípio dos anos 1500, quando Magalhães navegou ao redor do mundo.Como é que Isaías sabia de algo mais de 2000 anos antes da ciência?
Jó 26:7 "... e suspende a terra sobre O NADA”. Durante o tempo de Jó, era crido que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre os seus ombros! Ninguém acreditava que a terra “pairava suspensa sobre o NADA!” Jó é o mais antigo livro na Bíblia! Foi escrito há mais de 3500 anos atrás! Como é que Jó soube de algo que era IMPOSSÍVEL saber durante os seus dias?
Gênesis 2:7 "E formou o SENHOR Deus o homem do PÓ DA TERRA, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.Seguramente, você não toma Gênesis seriamente. Toma? Em novembro de 1982, Seleções do Reader's Digest incluiu um artigo com o título “Como a Vida na Terra Começou”. Este artigo declarou que, de acordo com cientistas no Centro de Pesquisa da NASA em Ames, os ingredientes necessários para formar um ser humano podem ser encontrados NO BARRO. O artigo disse, ainda, “O cenário descrito pela Bíblia quanto à criação da vida vem a ser NÃO MUITO DISTANTE DO ALVO”. (Seleções do Reader’s Digest, novembro de 1982, p. 116). Não, a Bíblia “não passou não muito distante do alvo” – ela atingiu exatamente o alvo! Os cientistas têm rido da possibilidade de Gênesis ter qualquer credibilidade científica, todavia – quanto mais aprendemos, mais descobrimos que a Bíblia é CIENTIFICAMENTE EXATA!
Salmo 8:8 "... tudo o que passa pelas VEREDAS DOS MARES”. Depois de ler Salmo 8:8, Matthew Maury, um oficial da Marinha dos Estados Unidos da América, lançou-se ao empreendimento de localizar estes curiosos “caminhos nos mares”. Descobriu que os oceanos têm caminhos que fluem através deles. Maury se tornou conhecido como o “descobridor das correntes marítimas”. Como é que Davi (o escritor do Salmo 8) soube, há mais de 2000 anos atrás, que havia “caminhos nos mares”? Davi, provavelmente, nunca sequer viu um oceano! COMO É QUE ELE SOUBE?
Eclesiastes 1:7 "Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." Como é que o escritor de Eclesiastes sabia do ciclo de condensação e evaporação da água? O sol evapora a água do oceano, o vapor da água sobe e se transforma em nuvens, a água nas nuvens cai de volta para a terra como chuva, se ajunta formando rios, e estes correm de volta ao oceano. Isto não foi conhecido até ser descoberto por Galileu, em 1630! Como é que o escritor de Eclesiastes soube disto no ano 1000 a.C., 2500 ANOS ANTES QUE A CIÊNCIA?
Levítico 15:13 "Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em ÁGUAS CORRENTES; e será limpo”. Deus disse para lavar a carne infectada em ÁGUA CORRENTE. A ciência não descobriu aquilo até surgirem dois homens chamados Pasteur e Koch, nos anos finais dos anos 1800. Todos os médicos de um hospital lavavam suas mãos em uma mesma bacia de água, dia após dia, e disseminavam os germes com a velocidade, facilidade e mortandade com que fogo se espalha num capinzal seco. Não foi até a invenção do microscópio e o surgimento da ciência da bacteriologia que os médicos começaram a lavar as mãos sob ÁGUA CORRENTE. Levítico foi escrito em torno de 1490 a.C. A CIÊNCIA FICOU CERCA DE 3000 ANOS ATRASADA! Não é embaraçoso quanto a ciência sempre se atrasa cerca de 2000 anos atrás daquele Livro tão maravilhoso?!
Jó 38:19 "Onde está O CAMINHO onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar”. Como é que Jó não disse onde É O LUGAR aonde a luz mora? Porque a luz está sempre se movendo. Como é que Jó soube de algo no ano 1500 a.C. que a ciência não descobriu até Einstein? Como podem os homens que escreveram aquele Livro maravilhoso, com o limitado conhecimento científico da época deles,... SEREM TÃO À FRENTE DA CIÊNCIA?
Eclesiastes 1:6 "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta FAZENDO OS SEUS CIRCUITOS”.Como é que o escritor de Eclesiastes soube que o vento viaja formando circuitos? Como é que o escritor soube de algo que os aerologistas e os meteorologistas descobriram há tão pouco tempo? PENSE A RESPEITO DISSO! Como podem estes homens, com o limitado conhecimento científico da época deles, milhares de anos atrás, estar tão adiantados com relação à ciência?
Provérbios 6:6-8 "Vai ter com a formiga... na sega ajunta o seu mantimento..." Life’s Nature Library, em “Os Insetos” (p. 163), comentando sobre Provérbios 6, diz "Um dos enigmas entomológicos do último século diz respeito a esta observação por Salomão. Não havia nenhuma evidência de que formigas, realmente, faziam colheitas de grãos. Em 1871, entretanto, um naturalista britânico mostrou que Salomão, afinal de contas, tinha estado certo..." Como Salomão soube aquilo no ano 1000 a.C.? Como Salomão, claramente, detalhou um FATO científico que era IMPOSSÍVEL que ele o soubesse no ano 1000 a.C.?
Provérbios 17:22 "O coração alegre é como o BOM REMÉDIO..." Um artigo no The Birmingham News, intitulado “Rir: Receita para Saúde”, disse que as mais RECENTES evidências médicas revelam que “A algum ponto durante o riso, seu corpo recebe UM MEDICAMENTO PRESCRITO, vindo da farmácia que está no seu cérebro”. Como é que o escritor de Provérbios soube daquilo – 3000 ANOS ANTES DA CIÊNCIA MÉDICA?
Levítico 17:11 "Porque a vida da carne está no sangue..." Esta é a mais acurada declaração científica, jamais feita, a respeito do sangue!
- É o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo.
- É o sangue que causa o crescimento, constrói novas células, faz crescer o osso e a carne, armazena gordura, faz cabelo e unhas.
- É o sangue que alimenta e sustenta todos os órgãos do corpo. Se o suprimento de sangue for cortado de um braço, este imediatamente começará a morrer e apodrecer.
- É o sangue que repara o corpo. Que cicatriza as feridas, que faz crescer nova carne, nova pele e mesmo novos nervos.
- É o sangue que combate às doenças. Quando uma vacina contra uma doença lhe é dada, aplica-se uma injeção na sua corrente sanguínea.
Por milhares de anos, os médicos tratavam as pessoas com uma prática chamada de “sangria”. Pensavam que doenças poderiam ser curadas através da extração de sangue. Em 1799, menos de 200 anos atrás, George Washington foi, literalmente, sangrado até à morte. Os médicos sangraram o pobre George quatro vezes, da última vez tiraram mais de um litro de seu sangue! Eles não sabiam, mas estavam, literalmente, retirando a vida de George quando estavam extraindo o seu sangue.Não foi senão no início dos anos 1900 que um homem chamado Dr. Lister descobriu que o sangue provê o sistema imunológico aos corpos – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE!
The Birmingham Post Herald, de 26 de fevereiro de 1988, contou a história de Mike Thomas. Ele estava trabalhando em um canteiro de construção civil, quando caiu de uma altura de 21 m. Enquanto caía, um cabo de aço se enrolou ao redor do seu braço e cortou-lhe fora a mão, poucas polegadas acima do pulso. Um colega de trabalho carregou para o hospital a mão que tinha sido separada do corpo. Por causa dos sérios ferimentos internos de Thomas, os médicos não puderam re-implantar sua mão naquele tempo. Ao invés disso, ligaram sua mão a vasos sanguíneos da parede do seu abdômen, para que pudessem “conservá-la viva”.Dois meses depois, os médicos removeram a mão do abdômen e a recolocaram de volta no braço de Thomas. De acordo com o relatório, UAB foi a primeira entidade médica da nação a realizar tal façanha! Exatamente, o que a Bíblia disse em 1490 a.C.! Continue alimentando aquela mão com sangue e ela continuará viva – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE!
Você não acha isto estranho? Aquilo que Moisés escreveu no ano 1490 a.C., somente agora foi descoberto pelas mais brilhantes mentes que o homem pode produzir! Como pode aquele Livro maravilhoso, escrito milhares de anos atrás e por homens com conhecimento científico muito limitado, estar tão à frente do melhor que a humanidade pode produzir em 6000 anos?
Para compreender quão maravilhoso aquele Livro é, compare o que os cientistas ensinavam quando ele foi escrito. Eles criam que os raios fossem projéteis lançados pelos deuses. O Vedas (livro sagrado hindu) ensinava que, para conseguir chuva, bastava se amarrar à uma árvore um sapo de boca aberta e repetir algumas palavras mágicas - e presto - chuva! Os egípcios acreditavam que estrelas eram as almas dos mortos que agora tinham se transformado em deuses. Os gregos acreditavam que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre seus ombros. Alguns ensinavam que a terra repousava sobre as costas de vários elefantes grandes (muito grandes!). E os elefantes estavam apoiados sobre as costas de uma tartaruga grande (muito, muito grande!) E a tartaruga? Estava apoiada sobre uma cobra grande (muito, muito, muito grande!) E a cobra? Bem, você já tem a idéia.
Mas aquele Livro maravilhoso não contém nada tão tolo! Apesar do que era ensinado e crido [pelos cientistas] durante os dias dos escritores! Aquele Livro maravilhoso diz: “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios...” (Ato 7:22), todavia “a mitologia e as superstições” do Egito de modo algum estão em nenhum dos livros escritos por Moisés! De fato, depois de 6000 anos de “descobertas e avanços” – aquele Livro maravilhoso pode se erguer ao lado dos mais avançados livros disponíveis na medicina, na ciência e na história!
Um assunto que separa aquele Livro maravilhoso de qualquer outro livro é profecia. Nenhum outro livro prevê o futuro como este faz. Suas profecias são absolutamente precisas. Muitas vezes elas foram dadas centenas e até mesmo milhares de anos antes dos acontecimentos. E, sem exceção,... Elas foram cumpridas – até seus menores detalhes!
Uma profecia em Eze 26:1-6 diz "... veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: ... Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações ... Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. 5 No meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes; porque eu o falei, diz o Senhor DEUS ..." Três anos depois, Nabucodonozor da Babilônia cercou Tiro. Mas, antes que ele chegasse, o povo de Tiro escapou para uma ilha, distante da praia cerca de oitocentos metros. Depois de treze anos de cerco, os babilônios "destruíram os muros de Tiro" e "derrubaram as suas torres", destruindo a cidade que ficava no continente. Por aquele tempo, as pessoas que tinham escapado tinham reconstruído a cidade de Tiro sobre a ilha. E porque Nabucodonozor não tinha marinha, a cidade na ilha permaneceu intocada. Muito embora Nabucodonozor tenha destruído a cidade, ele não cumpriu totalmente a profecia de Ezequiel. Mas, 250 anos depois, os soldados de Alexandre, o Grande, tomaram o monturo (que a destruição por Nabucodonozor tinha deixado), "varreram o seu pó" (a madeira, a rocha e o restolho da antiga cidade de Tiro, destruída), e construíram uma estrada feita de aterro, alta como "o topo de uma rocha". Eles marcharam sobre a estrada de aterro de entulho, para chegar até a ilha, e a destruíram. Hoje, se você viajar até o local da antiga Tiro –verá pescadores "espalhando as suas redes" para secá-las, sobre o local onde a grandiosa Tiro tinha existido! Exatamente, como Ezequiel tinha profetizado em torno do ano 586 a.C.! Mais de 2500 anos antes que acontecesse!
Existem mais de 300 profecias cumpridas na pessoa de Jesus Cristo. Aquele Livro maravilhoso tem muitas profecias que foram escritas milhares de anos antes de Jesus ter nascido! Profecias exatas e detalhadas tais como: onde Ele nasceria (Miquéias 5:2), como Ele nasceria (Isaías 7:14), como Ele morreria (Salmos 34:20), etc. E a história tem PROVADO, sem NENHUMA sombra de dúvida, que elas foram cumpridas EXATAMENTE como aquele Livro maravilhoso tinha profetizado, centenas de anos antes!
No livro Science Speaks o matemático e cientista Peter Stoner aplica as regras de probabilidade a estas profecias. A probabilidade de somente oito dessas trezentas profecias terem sido cumpridas por acaso é uma em 10 17 – que é 1 em 100.000.000.000.000.000! No livro, o professor Stoner ilustra:
Vamos visualizar esta probabilidade... Suponha que nós tomamos 1017 moedas de dólar de prata e as depositamos sobre a superfície do Texas. Elas cobrirão todo o estado com altura de sessenta centímetros [Texas, o maior estado dos Estados Unidos tem 684 mil km2 (maior que o sul do Brasil: os estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam 578 mil km2)]. Agora, marque um desses dólares de prata e misture toda a massa cuidadosamente... Vende os olhos de um homem e diga a ele… que tem que apanhar um dólar de prata... Que probabilidade ele teria de obter o dólar marcado? A mesma probabilidade que os profetas teriam tido de escrever estas oito profecias e tê-las todas elas cumpridas por acaso, sobre um qualquer homem. (Science Speaks, pp. 106-107)
A seguir, Professor Stoner tomou 48 destas mais de 300 profecias cumpridas. A probabilidade de estas 48 profecias se cumprirem por acaso é de 1 em 10 157– isto é, 1 em 10 seguido de 157 zeros! Aqui está como ele ilustra:
Vamos tentar visualizar isto… O elétron é, praticamente, o menor de todos os objetos que conhecemos. É tão pequeno que seriam necessários 2,5x10 15 deles, enfileirados lado a lado, para formar uma fila com uma polegada (2,5 centímetros) de comprimento. Se nós fôssemos contar os elétrons dessa fila que tem uma polegada de comprimento, e se contássemos à razão de 250 elétrons cada minuto, e se contássemos dia e noite sem parar, precisaríamos de 9.000.000 anos para contar somente aquele uma polegada de elétrons... Com esta introdução, vamos voltar à nossa probabilidade de 1 em 10 157... Vamos fazer uma bola sólida de elétrons, se estendendo em todas as direções a partir da terra até uma distância de seis bilhões de anos luz (a distância que esta luz viaja, à velocidade de 300.000 Km por segundo, em 6.000.000.000 de anos). Temos nós consumido todos os nossos 10 157 elétrons? Não, nós temos feito um buraquinho tão pequeno na massa que não podemos vê-lo. Agora, um desses elétrons foi marcado e cuidadosamente misturado dentro de toda a massa; vende os olhos do homem e peça-lhe para encontrar o elétron marcado. (O elétron, na verdade, é tão pequeno que ele não pode ser visto mesmo com o mais poderoso microscópio). Então, na mesma extensão em que sabemos que este homem de olhos vendados não pode encontrar e apanhar o elétron marcado, nós sabemos que a Bíblia é inspirada. (Science Speaks, pp. 109-111)
Em caso de você pensar que as estatísticas do Professor Stoner são exageradas ou sem substância científica, o “Prefácio” do livro Science Speaks inclui um reconhecimento pela prestigiosa American Scientific Affiliation, declarando: "A análise matemática incluída está baseada sobre princípios de probabilidade que são completamente sãos, e Professor Stoner tem aplicado estes princípios de maneira apropriada e convincente.”
Professor Stoner conclui: "Isto não é MERAMENTE EVIDÊNCIA. É PROVA da inspiração da Bíblia por Deus – PROVA TÃO DEFINITIVA que o universo não é bastante grande para esconder sua evidência.
Estes são uns poucos entre milhares de exemplos possíveis para provar, além de qualquer sombra de dúvida, que uma mão sobrenatural, muitíssimo maior do que você e eu podemos imaginar, estava guiando os homens que escreveram aquele livro tão atordoantemente maravilhoso. Amigo, se as coisas físicas que nós podemos examinar são provadas ser verdadeiras – que tal as coisas espirituais que nós não podemos ainda examinar?
QUE TAL SE ELAS TAMBÉM SÃO VERDADE?
Apocalipse 20:14 "E a morte e o inferno foram lançados no LAGO DE FOGO"?
Está você disposto a fazer roleta russa com seu destino eterno, mantendo o [louco] preconceito que aquele Livro atordoantemente maravilhoso é uma mentira, mesmo depois dos fatos que nós lhe temos dado?
Especialmente, quando tanto está em jogo: AONDE IRÁ VOCÊ PASSAR A ETERNIDADE?! Em um lago de fogo – em tormentos, queimando para sempre?! Jesus Cristo disse: "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se PERDER A SUA ALMA?" (Mateus 16:26).
ESTÁ VOCÊ QUERENDO ARRISCAR SUA ALMA?
Meu amigo, você está apostando uma parada insuportavelmente alta!
[Amigo, jogando tal roleta russa (onde o número de balas no tambor é de 10 seguido de 157 zeros contra somente 1 buraquinho vazio), e estando em jogo sua alma, seu destino eterno, um valor tão grande que nem todo o universo pode pagar por ele, você estará procedendo loucamente!]
Amigo, houve um tempo e local em sua vida, quando você recebeu o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador pessoal? Se não houve, então não se mova de onde está sem que antes rogue ao Senhor Jesus para salvá-lo.
A Bíblia diz, "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romanos 10:13).
Se a Bíblia é verdadeira e Deus é real, então por que você rejeitaria [ou adiaria]?
É demais o que você tem a perder!
Diga esta oração, de todo o seu coração:
Senhor Jesus, eu sei que eu sou um pecador e sem a sua salvação estou perdido para sempre. Venho para o Senhor, agora, da melhor maneira que eu sei, e peço-Lhe que me salve. Agora, O recebo como meu Salvador. Em nome de Jesus, amém.
Autor do folheto: Terry Watkins, Copyright © 1995 Dial-the-Truth Ministries
Tradutora: Valdenira Nunes de M. Silva, 2002.
Escrituras: ACF - Almeida Corrigida Fiel, da SBTB.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XVI
O SERMÃO DO MONTE – X
O amor cristão (Mt 5.43-48): O nosso Senhor Jesus continua com o sermão do monte, e neste trecho começa a falar sobre o amor cristão, como devemos nos relacionar com os homens. Começa com a declaração recorrente no sermão do monte “ouviste o que foi dito” demonstrando assim o conhecimento dos ouvintes com respeito a tradição dos fariseus. Segundo a tradição dos fariseus eles deviam amar apenas as pessoas que faziam parte de seu grupo, os fariseus. Interpretação esta que os fariseus davam ao texto de Lv 19.18. Onde o texto afirma o dever de amar o seu próximo, e o próximo, no texto de Lv 19, era referente ao seu povo. Só que a segunda parte da interpretação que os judeus davam ao texto “odiarás o teu inimigo” não aparece na Lei. Era como os fariseus interpretavam Lv 19. Mesmo sendo judeus, se não fossem fariseus, eram tidos como inimigos. Eles reduziram o grupo de pessoas que a Lei declarava como próximo, judeus, para somente os fariseus. Portanto qualquer que não fosse fariseu era tido como inimigo. Deve-se notar que, como escrito anteriormente, a segunda parte da interpretação dos fariseus do mandamento, odiar os inimigos, não aparece na Lei. Mas é claro que em algumas ocasiões a Bíblia, no AT, deixa clara a proibição de amar pessoas de outros povos e aqueles que odeiam ao Senhor (Dt 23.3-6; Sl 139.21-22). Mas como já estudamos nas seções anteriores que os fariseus faziam o possível para se considerarem cumpridores da Lei. E para isso eles inventavam formas de se justificarem e nesse ponto eles apenas reduziram o número de pessoas que eles deveriam amar e, sendo assim, podiam odiar muitas outras pessoas e não se sentiam culpados por isso. Veja como eles consideravam os judeus que não eram fariseus em João 7.46-49. Porém o Senhor Jesus declara que o padrão que Deus exige de seu povo é altíssimo. E é necessário, para darmos um testemunho eficaz do nosso Deus, amar os nossos inimigos, bendizer quem nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam, e orar por quem nos perseguem e nos maltrata. A característica primaria do verdadeiro cristão é o amor ao próximo. Essa é uma das características que nos identifica com servos do Senhor Jesus, filhos de Deus (Mt 5.44; 1Jo 3.10-18). A razão de exercermos o amor cristão neste mundo é o fato do próprio Deus agir de forma benigna para com todos os homens, dando-lhes a chuva e o sol igualmente a todos sem distinção. É a graça comum de Deus a todos os homens. Os filhos possuem as características de seu pai. Se quisermos demonstrar o caráter de Deus em nós, então, devemos agir como Ele age para com os homens. Veja também a obra de salvação realizada em nós: éramos inimigos de Deus (Cl 1.20-22); éramos filhos da ira (Ef 2.3); éramos injustos (1Pe 3.18). E mesmo assim Deus agiu para conosco de forma amorosa nos dando seu Filho para morrer em nosso lugar e nos dar assim a salvação eterna gratuitamente (Rm 3.24). Assim devemos agir benignamente com todos os homens.
Prosseguindo com o sermão, o Senhor Jesus, continua a falar sobre o amor e demonstra que o tipo de amor que o mundo apresenta não é compatível com o que Deus quer de nós, seus servos. Afirma que qualquer pessoa pode amar que lhe ama. Não é necessário um mandamento para isso. Qualquer pessoa tem condição de amar aqueles que lhe tratam bem. E não há honra nenhuma nisso. Não há galardão (46-47). A vida de um cristão deve ser diferente. Deus nos deu a capacidade amar até nossos inimigos. Em gálatas 5.22 Paulo fala sobre o fruto do Espírito, e a primeira característica do fruto é amor. O cristão recebeu o fruto do Espírito na conversão, portanto recebeu a condição de amar seus inimigos. A palavra que aparece no texto grego traduzida por amor em Mt 5.43-44 e em Gl 5.22 é αγαπη (ágape) que é mostrada por Paulo em 1Co 13 como a mais sublime virtude cristã e em 1Jo 4.8 João mostra essa mesma palavra com uma essência de Deus, Deus é amor (ágape). Esse amor não visa recompensas, ele não precisa de condições, não inveja, não trata mal, é honesto. São essas as características que Paulo dá ao amor (ágape) em 1Co 13. E é esse tipo de amor que o cristão deve manifestar aos homens, não precisamos de um motivo para exercê-lo, pois é algo intrínseco no salvo. Faz parte de sua nova natureza (1J 4.7; 2Pe 1.3-10).
Mais uma vez é afirmado o padrão exigido por Deus ao seu povo, “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (48), podemos mostrar essa perfeição aos homens atreves de demonstrar esse amor (ágape) ao homens e diante de Deus somente por meio da justiça de Cristo. Podemos nos regozijar pelo fato glorioso de Deus ter provido o sacrifício de Jesus Cristo para que, assim, fossemos aceitos por Deus e alcançar tão alto padrão de justiça (Rm 3.26; 1Pe 3.18; Hb 13.12; Ef 5.25-27).
Que Deus nos ajude a viver a cada dia demonstrando esse amor ao próximo e demonstrando imensa gratidão por ter Deus nos provido um sacrifício perfeito a fim de nos dar a salvação.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XV
O SERMÃO DO MONTE – IX (Mt 5.33-42)
Por Alessandro Costa Vieira
A credibilidade do falar cristão (Mt 5.33-37): Jesus continua o sermão do monte, e agora trata sobre a credibilidade do falar. Demonstrando como os fariseus interpretavam a Lei com relação à credibilidade da palavra falada por eles. Mais uma vez Jesus demonstra que seus ouvintes conheciam a Lei e a interpretação que os fariseus davam a ela. A declaração de Jesus diz respeito a interpretação que os fariseus davam aos seguintes textos Êx 20.7; Lv 19.12; Nm 30.2. A Lei apresentava condições claras sobre o juramento. Era uma forma de fazer com que os homens tivessem a garantia de que a palavra de outro era verdadeira. Mas muitos dos fariseus se utilizavam deste mecanismo para jurar em falso. Tinham a confiança de outros mesmo quando diziam mentiras. Esse tipo de juramento que Pedro recorreu quando foi reconhecido como seguidor de Jesus, quando Jesus fora preso (Mt 26.69-74). Os fariseus conseguiam a credibilidade de suas palavra jurando falsamente. Juravam por tudo, pelo céu, pela terra, pela cidade de Jerusalém, etc. E por qualquer motivo faziam juramentos, até pelas questões cotidianas da vida. Os fariseus eram muito espertos e criavam diversos meios de tentar fazer “cumprir” a Lei. E com relação ao jurar diziam que podiam jurar pelo templo e estava livre de cumprir o que jurará, mas se jurasse pelo ouro do templo teria que cumprir (Mt 23.16-22). Usavam esses meios para que os outros acreditassem o que eles falavam com a pretensão de engano. Quem poderia discernir o que era um juramento falso ou verdadeiro, sendo que se utilizavam desses meios? Porém o nosso Senhor Jesus ensina que não devemos jurar por nada. Que o nosso falar deve ser sim ou não. O fato de termos sidos regenerados pela obra do Espírito Santo em nossas vidas não se faz necessário que juremos por tudo que falamos. A conversão em si só garante a credibilidade do servo de Deus. O falar do cristão não necessita de garantias para saber se é verdade ou não (Tg 5.12; Zc 8.16-17). Ele sempre fala a verdade. Devemos frisar aqui que estamos falando do verdadeiro cristão (1Jo 1.6; 1Jo 2.3-6). Portanto não há necessidade de fazermos juramentos para confirmar a credibilidade de nossas palavras, pois temos consciência de que o pai da mentira é o diabo (Jo 8.44).
Devemos entender, também, que o fato de Jesus dizer que “de maneira nenhuma jureis” não significa que não podemos nunca jurar, mas que não devíamos usar desse mecanismo para fazer com que toda e qualquer palavra que falarmos seja acreditada. Como por exemplo: para que alguém acredite que eu almocei eu tenho que jurar que almocei. Isso não se faz necessário e é contrário a Palavra de Deus. Mas há ocasiões em que podemos exercer juramento, como num tribunal. Temos alguns exemplos na Bíblia em que pessoas exercem juramento: Jesus (Mt 26.63-64); Paulo, toma Deus por testemunha, que é uma forma de juramento (2Co 1.23); Deus (Hb 6.13-14).
Olho por olho (Mt 5.38-42): Neste ponto o Senhor Jesus vai tratar sobre a pratica da justiça. O texto citado por Jesus aparece algumas vezes no Antigo Testamento com a intenção de demonstrar que a Lei protege o justo de atitudes perversas, afim de que o culpado pague a devida indenização para com quem ele cometeu o mal (Êx 21.22-27; Lv 24.19-20; Dt 19.15-21). A pratica da justiça do cristão tem seu maior exemplo em Jesus. Aqui o Senhor começa com a seguinte declaração: “não resistais ao mal”. Demonstrando assim o ensino divulgado em todo o Novo Testamento que não devemos pagar o mal com o mal e sim com o bem (Rm 12.21; 1Tm 5.15), de não levar os irmãos perante o tribunal e para o bem da igreja sofre o dano (1Co 6.1-8). O cristão acredita que somente a Deus pertence a vingança (Rm 12.19; Hb 10.30), e que quando ele sofre a injustiça por causa da verdade ele permanece em paz (Mt 5.10-12; 1Pe 4.12-16). O grande exemplo do Senhor Jesus em seu sofrimento é a motivação maior para vivermos uma vida em que muitas vezes preferimos sofrer o dano a exigir a devida retribuição pela ofensa (At 8.32; Lc 23.34). Jesus nos ensina a perdoar os nossos agressores (Mt 6.12). “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.", diz o apóstolo Paulo em Romanos 13.10. A lei nos dá direitos, mas também nos dá a liberdade de renunciar a eles, e assim manifestar a justiça de Cristo. Temos nossos direitos, e a Palavra de Deus os protege. Temos, também, a liberdade de renunciar a eles para demonstrar o amor de Cristo. Não é a demanda por seus direitos que caracteriza o justo, mas o desistir deles é que destaca o homem que agrada a Deus. O padrão de Jesus é bem diferente do padrão mundano. Em Romanos 12.20 Paulo nos mostra como deve ser a nossa reação com nossos inimigos: “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”, essa é a justiça que Deus deseja que demonstremos neste mundo.
Que Deus nos ajude a viver como Ele deseja.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XIV
O SERMÃO DO MONTE – VIII (Mt 5.27-32)
O padrão moral do povo de Deus (Mt 5.27-30): Jesus prossegue com o sermão do monte. Após falar sobre o verdadeiro homicida aos olhos de Deus, Jesus, começa a falar do que se trata de imoralidade sexual aos olhos dEle. Demonstrando assim o padrão moral que o Seu povo deve ter. O Senhor Jesus começa, como na sessão anterior, com a declaração “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério”, demonstrando que os ouvintes conheciam a Lei,e nesse caso o sétimo mandamento (Êx 20.14). Mas é bom esclarecer que Jesus não está contradizendo a Lei nem mesmo acrescentando nada a ela. Mas na verdade está dando a interpretação correta da Lei com relação à interpretação que os fariseus davam a mesma. Como já observamos, no estudo anterior, que os fariseus eram “peritos” em tentar burlar o cumprimento da Lei (Mc 7.9). Preocupavam-se apenas com o exterior e não com o interior do homem (Mt 23.25-26). E mais uma vez o Senhor Jesus trata que o pecado começa no interior do homem. Os fariseus acreditavam que somente o ato final era pecado. Mas a própria Lei diz no décimo mandamento “Não cobiçarás” (Êx 20.17). Ainda hoje existem muitos “cristãos” professos que pregam sobre o sétimo mandamento de forma bem parecida com os fariseus. Dizem que se duas pessoas não chegam ao ponto de terem uma relação sexual, então seja o que for que fizerem, não cometem adultério. Esse tipo de pregação vai totalmente contra a vontade de Deus. Jesus fala novamente onde nascem as atitudes pecaminosas dizendo a seguinte declaração: “qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”, essa declaração de Jesus mostra que já no interior do homem os desejos pecaminosos já são pecados. Pensar em pecar consiste em pecado (Mt 15.19).
Nos versículos posteriores, 29-30, nosso Senhor Jesus demonstra como devemos reagir com relação as tentações que nos rodeiam. As declarações são fortes e muitas vezes mal interpretadas por leitores da Bíblia. Quando Jesus diz que “se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti” e “se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti” não estava ensinando automutilação, como alguns querem fazer pensar, mas na verdade é uma declaração que demonstra como Jesus leva a sério a luta pela pureza. Devemos considerar que se necessário for devemos nos afastar de tudo quanto pode nos afastar da fé e da pureza e nos levar à imoralidade. Podemos comparar o ato de arrancar o “olho” ou a “mão” com o ensinamento bíblico da mortificação do pecado. Em Rm 8.13 Paulo diz que pelo Espírito as obras da carne são mortificadas e em Cl 3.5 diz que devemos mortificar não só as obras da carne, mas até mesmo o mau desejo, vil concupiscência. Somente pela graça de Deus e pelo poder de seu Espírito que temos condições de mortificar o pecado. Essa verdade nos leva a pensar no que devemos fazer para fugir das situações que nos leva ao pecado, em nossos pensamentos ou atos. Se for preciso abandonar hobbys, atividades, relacionamentos ou qualquer outra coisa que possa nos levar a pecar. Por exemplo: se você gosta de nadar e ir à praia ou a piscina e ter contato visual com pessoas que estão trajados com pouca roupa leva-o a pensamentos lascivos, deixe de ir à praia ou a piscina. É bom frisar aqui que não é pecado ir à praia ou a piscina, mas os pensamentos impuros nutridos, se for o caso, é. Outro exemplo: Se você tem problemas para evitar sites com conteúdo imoral, deixe de usar a internet. Jogue a TV fora, quebre o celular, deixe de ir a certos lugares onde pessoas que tentam leva-lo à imoralidade frequentam também (Pv 1.10). Mais uma vez é bom frisar que não é pecado ver TV, acessar a Internet, mas se eles te levam a imoralidade deixe-os. Ou seja, abra mão, se afaste, arranque tudo que possa te levar à praticas imorais. Devemos levar em consideração também que se você pensar que: “Já que é pecado logo no pensamento vou fazer logo o que penso”. É um pensamento infeliz. A Bíblia diz em Gn 4.7 que Caim devia ter dominado sobre o seu pensamento odioso. Esse deve ser o nosso comportamento também quando os pensamentos pecaminosos vierem dominar sobre eles (Jó 31.1). Não ceder a eles. Pedir perdão a Deus, arrependido, pelo mau pensamento, e graça para não praticar o ato pecaminoso.
Sobre o divórcio (Mt 5.31-32): Jesus continua falando da vida conjugal do seu povo, e este assunto ainda está relacionado com o adultério que foi tratado nos versículos anteriores, e mostra como os judeus interpretavam o texto de Dt 24.1-4, que mostrava quais eram os motivos para a possibilidade de divórcio. Na época de Jesus estava tendo uma banalização muito grande do matrimonio. Os homens despediam suas mulheres por qualquer motivo, dando carta de divórcio. Um exemplo é o da mulher samaritana em Jo 4.16-19 que já tinha passado por cinco casamentos. Porém existiam casais que permaneciam fiéis mesmo em meio de “possibilidade” para o divórcio, como Zacarias e Isabel (Lc 1.5-7). A Lei de Deus não aprovava essa pratica. E havia muita disputa sobre quais eram os motivos reais para o divórcio com base no texto de Dt 24.1 que diz que “por nela encontrar coisa indecente”. O que seria essa coisa indecente? Alguns diziam que seria o adultério, mas não pode ser, pois a Lei diz em Dt 22.20-22 que o adultero (a) deveria ser punido com a morte por apedrejamento, e sendo assim não seria necessário a carta de divórcio. Devemos considerar que o matrimonio diante de Deus é indissolúvel e é até a morte (Rm 7.2-3; 1Co 7.39). E Jesus em outro lugar vai dizer que a questão de dar carta de divórcio só era permitida devido a dureza de coração do povo (Mt 19.4-6,8). A exceção nesse texto, Mt 5.32, é que por motivo de prostituição, imoralidade sexual, que se permitia o divórcio. Porém em alguns textos paralelos não aparece a exceção que aqui aparece (Lc 16.18; Mc 10.11-12). Paulo falando sobre o matrimônio diz que por causa da prostituição cada um deve ter sua própria mulher ou seu próprio marido (1Co 7.2). O casamento é um estado honroso (Hb 13.4) que Deus proveu para nos livrar da impureza sexual. Acredito que a posição do cristão com relação ao matrimonio é: “EVITE a separação em todas as ocasiões, dê preferência ao perdão (1Co 7.10-16). Pois Deus odeia o divórcio”.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
SEJA UM HOMEM BÍBLICO
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XIII
O SERMÃO DO MONTE – VII (Mt 5.21-26)
Por Alessandro Costa Vieira
Quem é o verdadeiro homicida? (Mt 5.21-26): Jesus continua a falar do padrão exigido por Deus para o seu povo. E aqui Ele começa a falar de como a Lei se relaciona com o Evangelho e dá exemplos de como a justiça pode exceder a dos fariseus. O povo que o ouvia conhecia o que a Lei dizia, pois Jesus declara: “ouvistes que foi dito aos antigos”, porem não conheciam a aplicação da Lei como Deus deseja que fosse aplicada. Acreditavam que apenas o fato consumado era pecado. Jesus vai usar aqui o exemplo do sexto mandamento: Não mataras (Êx 20.13). Acreditavam que Deus não olhava para o que se passava no interior do homem. Os fariseus não se preocupavam com isso. O que tinha valor para eles era somente o exterior (Mt 23.25-26). Jesus mostra que a santidade que Deus exige é muito mais profunda do que eles achavam. Mas a declaração de Jesus não é um segredo que naquele momento foi revelado, mas o que eles criam era uma interpretação errônea que os fariseus davam da Lei, pois já no Antigo Testamento Deus tinha falado diversas vezes sobre a santidade no interior do homem, que Ele leva em conta o que ta dentro do homem (1Sm 16.7; Sl 139.2; Am 4.13) e que o pecado já é pecado no pensamento, antes mesmo de o fato ser consumado (Pv 24.9; Ec 7.9; Zc 7.10; Zc 8.17). Jesus abre os olhos de todos para aquilo que os fariseus não olhavam nem consideravam. Devemos lembrar que a Lei tem como objetivo mostrar a santidade que o Deus Santo e Justo exige do seu povo. Santidade esta que está além da nossa capacidade (Rm 3.19-20). A cada declaração do Nosso Senhor o vemos reafirmando a incapacidade do ser humano agradar a Deus (Rm 3.10). Se esse povo sentia-se oprimido com a Justiça dos fariseus, que dizia “Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo”, imagine o que eles pensaram com as seguintes declarações do Senhor: “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.” Essas declarações mostraram, com certeza, quão incapazes eram os ouvintes, e nós, de cumprir as exigências de Deus. E é essa uma parte importante das boas novas de Jesus. O Evangelho também vem nos dizer que somos pecadores por natureza e que merecemos o inferno (Ef 2.1-3; Rm 6.23). Mensagem esta que os falsos mestres abandonaram. Que os pregadores da prosperidade não pensam nem em falar. E por isso seus seguidores estão fadados ao inferno perdidos sem o Evangelho e consequentemente sem Cristo (2Co 11.4).
Analisaremos agora o que o Senhor Jesus quis dizer com essas declarações: 1ª – Jesus declara que ficar irado com um irmão em Cristo, sem causa, deveria sofrer o mesmo dano que os fariseus atribuíam aos que matavam alguém. A ira sem motivos, contra um irmão em Cristo, é o mesmo que assassinato aos olhos de Deus. A palavra que aparece no texto traduzido para “se encolerizar” é (gr) orgizomenoj (orgizomenos) que é a mesma palavra que aparece em Lc 15.28 que demonstra a indignação do irmão do filho prodigo ao ver seu irmão voltar para casa do pai. Entre os irmãos em Cristo não deve haver lugar para a ira, muito menos sem motivos. Essa ira, cólera, pode atingir tanto para dentro como para fora da pessoa. Para dentro, estar irado, pode equivaler a estar amargurado, carregar rancor, consumir-se intimamente. E para fora pode equivaler a estar agitado, ter um ataque de fúria, agredir, ter uma mentalidade áspera. Tudo isso foi considerado como assassinato aos olhos de Jesus. 2ª – Jesus diz que qualquer que disser ao seu irmão: RACA, será réu do sinédrio, que no tempo de Jesus era o supremo tribunal daquela terra, essa palavra significa “cabeça oca” dá a ideia de alguém inútil, sem valor. É um insulto que demonstra desprezo pelo irmão que é imagem e semelhança de Deus. Essa palavra vai aparecer lá no Antigo Testamento em 2Sm 6.20 e é traduzida por “vadios”. 3ª – Jesus também diz que quem chamar o irmão de louco, será réu do fogo do inferno. A palavra que é traduzida por “louco” é (gr) mwre que também pode ser traduzida por “tolo, néscio” esses termos nos faz lembrar de vários testos do Antigo Testamento que expressa o néscio como o incrédulo ateu que nega a existência de Deus (Sl 14.1; Sl 53.1) ou como aquele que aparece no livro de Provérbios que despreza a lei de Deus e sua instruções. Portanto chamar o irmão em Cristo de louco, néscio, tolo, é o mesmo que dizer que ele está condenado ao inferno por não crer em Deus. E aos que fazerem esse insulto a um irmão será réu do fogo do inferno.
A instrução aos irmãos que ofendeu ou foi ofendido esta nos versos seguintes. Nos versos 23 e 24 apresenta a urgência de quem foi insultado “se teu irmão tem alguma coisa contra ti” vai e reconcilia com ele antes de oferecer o sacrifício a Deus. Se fossemos falar como em nossos dias podíamos dizer: “se você estiver no culto e lembrar-se que seu irmão tem algo contra ti, não espere nem o culto terminar para reconciliar-se com seu irmão”, demonstrando a urgência de tratar a ira (Ef 4.26). E nos versos 25 e 26 fala do dever de conciliação de quem ofendeu. Se você percebeu que ofendeu um irmão não deve esperar para ver as consequências. Deve conciliar-se “depressa”. Aqui Jesus usa a figura do tribunal. E entre os romanos era aceito que o ofendido levasse o ofensor até o tribunal e iam juntos, e enquanto ia pelo caminho, o ofensor, podia tentar a conciliação com quem ele ofendeu, se deixasse chegar à presença do juiz nada mais seria feito, senão a sentença dada pelo juiz, e dada a sentença teria de pagar tudo.
Esses mandamentos de Jesus para seus discípulos demonstram como é alta a exigência que Deus quer de seu povo. Tão alta que não podemos atingir. Pois nossos pensamentos constantemente são levados a pecar contra nossos irmãos, ainda que em “leves” pensamentos maus. Reconhecemos as nossas fraquezas e debilidade em cumprir a justiça de Deus. E o que nos resta é aceitar o sacrifício vicário de Jesus por nós na cruz, que cumpriu a toda a lei, perfeitamente, em nosso favor (Tt 2.14; 1Ts 5.10; Ef 5.2). Todos esses padrões que Jesus apresenta devem ser seguidos, devemos nos esforçar para tal. Mas não como meio de salvação e sim por amor a Deus e sua Palavra, para que nosso testemunho seja eficaz neste mundo e para que venhamos demonstrar os frutos da salvação eterna obtida por meio da gloriosa graça de Nosso Senhor e único Salvador, Jesus Cristo.
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