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terça-feira, 12 de outubro de 2010

A VERDADEIRA SALVAÇÃO ATRAVÉS DE JESUS CRISTO

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XVI

O SERMÃO DO MONTE – X



O amor cristão (Mt 5.43-48): O nosso Senhor Jesus continua com o sermão do monte, e neste trecho começa a falar sobre o amor cristão, como devemos nos relacionar com os homens. Começa com a declaração recorrente no sermão do monte “ouviste o que foi dito” demonstrando assim o conhecimento dos ouvintes com respeito a tradição dos fariseus. Segundo a tradição dos fariseus eles deviam amar apenas as pessoas que faziam parte de seu grupo, os fariseus. Interpretação esta que os fariseus davam ao texto de Lv 19.18. Onde o texto afirma o dever de amar o seu próximo, e o próximo, no texto de Lv 19, era referente ao seu povo. Só que a segunda parte da interpretação que os judeus davam ao texto “odiarás o teu inimigo” não aparece na Lei. Era como os fariseus interpretavam Lv 19. Mesmo sendo judeus, se não fossem fariseus, eram tidos como inimigos. Eles reduziram o grupo de pessoas que a Lei declarava como próximo, judeus, para somente os fariseus. Portanto qualquer que não fosse fariseu era tido como inimigo. Deve-se notar que, como escrito anteriormente, a segunda parte da interpretação dos fariseus do mandamento, odiar os inimigos, não aparece na Lei. Mas é claro que em algumas ocasiões a Bíblia, no AT, deixa clara a proibição de amar pessoas de outros povos e aqueles que odeiam ao Senhor (Dt 23.3-6; Sl 139.21-22). Mas como já estudamos nas seções anteriores que os fariseus faziam o possível para se considerarem cumpridores da Lei. E para isso eles inventavam formas de se justificarem e nesse ponto eles apenas reduziram o número de pessoas que eles deveriam amar e, sendo assim, podiam odiar muitas outras pessoas e não se sentiam culpados por isso. Veja como eles consideravam os judeus que não eram fariseus em João 7.46-49. Porém o Senhor Jesus declara que o padrão que Deus exige de seu povo é altíssimo. E é necessário, para darmos um testemunho eficaz do nosso Deus, amar os nossos inimigos, bendizer quem nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam, e orar por quem nos perseguem e nos maltrata. A característica primaria do verdadeiro cristão é o amor ao próximo. Essa é uma das características que nos identifica com servos do Senhor Jesus, filhos de Deus (Mt 5.44; 1Jo 3.10-18). A razão de exercermos o amor cristão neste mundo é o fato do próprio Deus agir de forma benigna para com todos os homens, dando-lhes a chuva e o sol igualmente a todos sem distinção. É a graça comum de Deus a todos os homens. Os filhos possuem as características de seu pai. Se quisermos demonstrar o caráter de Deus em nós, então, devemos agir como Ele age para com os homens. Veja também a obra de salvação realizada em nós: éramos inimigos de Deus (Cl 1.20-22); éramos filhos da ira (Ef 2.3); éramos injustos (1Pe 3.18). E mesmo assim Deus agiu para conosco de forma amorosa nos dando seu Filho para morrer em nosso lugar e nos dar assim a salvação eterna gratuitamente (Rm 3.24). Assim devemos agir benignamente com todos os homens.

Prosseguindo com o sermão, o Senhor Jesus, continua a falar sobre o amor e demonstra que o tipo de amor que o mundo apresenta não é compatível com o que Deus quer de nós, seus servos. Afirma que qualquer pessoa pode amar que lhe ama. Não é necessário um mandamento para isso. Qualquer pessoa tem condição de amar aqueles que lhe tratam bem. E não há honra nenhuma nisso. Não há galardão (46-47). A vida de um cristão deve ser diferente. Deus nos deu a capacidade amar até nossos inimigos. Em gálatas 5.22 Paulo fala sobre o fruto do Espírito, e a primeira característica do fruto é amor. O cristão recebeu o fruto do Espírito na conversão, portanto recebeu a condição de amar seus inimigos. A palavra que aparece no texto grego traduzida por amor em Mt 5.43-44 e em Gl 5.22 é αγαπη (ágape) que é mostrada por Paulo em 1Co 13 como a mais sublime virtude cristã e em 1Jo 4.8 João mostra essa mesma palavra com uma essência de Deus, Deus é amor (ágape). Esse amor não visa recompensas, ele não precisa de condições, não inveja, não trata mal, é honesto. São essas as características que Paulo dá ao amor (ágape) em 1Co 13. E é esse tipo de amor que o cristão deve manifestar aos homens, não precisamos de um motivo para exercê-lo, pois é algo intrínseco no salvo. Faz parte de sua nova natureza (1J 4.7; 2Pe 1.3-10).

Mais uma vez é afirmado o padrão exigido por Deus ao seu povo, “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (48), podemos mostrar essa perfeição aos homens atreves de demonstrar esse amor (ágape) ao homens e diante de Deus somente por meio da justiça de Cristo. Podemos nos regozijar pelo fato glorioso de Deus ter provido o sacrifício de Jesus Cristo para que, assim, fossemos aceitos por Deus e alcançar tão alto padrão de justiça (Rm 3.26; 1Pe 3.18; Hb 13.12; Ef 5.25-27).

Que Deus nos ajude a viver a cada dia demonstrando esse amor ao próximo e demonstrando imensa gratidão por ter Deus nos provido um sacrifício perfeito a fim de nos dar a salvação.

domingo, 19 de setembro de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XV

O SERMÃO DO MONTE – IX (Mt 5.33-42)

Por Alessandro Costa Vieira

A credibilidade do falar cristão (Mt 5.33-37): Jesus continua o sermão do monte, e agora trata sobre a credibilidade do falar. Demonstrando como os fariseus interpretavam a Lei com relação à credibilidade da palavra falada por eles. Mais uma vez Jesus demonstra que seus ouvintes conheciam a Lei e a interpretação que os fariseus davam a ela. A declaração de Jesus diz respeito a interpretação que os fariseus davam aos seguintes textos Êx 20.7; Lv 19.12; Nm 30.2. A Lei apresentava condições claras sobre o juramento. Era uma forma de fazer com que os homens tivessem a garantia de que a palavra de outro era verdadeira. Mas muitos dos fariseus se utilizavam deste mecanismo para jurar em falso. Tinham a confiança de outros mesmo quando diziam mentiras. Esse tipo de juramento que Pedro recorreu quando foi reconhecido como seguidor de Jesus, quando Jesus fora preso (Mt 26.69-74). Os fariseus conseguiam a credibilidade de suas palavra jurando falsamente. Juravam por tudo, pelo céu, pela terra, pela cidade de Jerusalém, etc. E por qualquer motivo faziam juramentos, até pelas questões cotidianas da vida. Os fariseus eram muito espertos e criavam diversos meios de tentar fazer “cumprir” a Lei. E com relação ao jurar diziam que podiam jurar pelo templo e estava livre de cumprir o que jurará, mas se jurasse pelo ouro do templo teria que cumprir (Mt 23.16-22). Usavam esses meios para que os outros acreditassem o que eles falavam com a pretensão de engano. Quem poderia discernir o que era um juramento falso ou verdadeiro, sendo que se utilizavam desses meios? Porém o nosso Senhor Jesus ensina que não devemos jurar por nada. Que o nosso falar deve ser sim ou não. O fato de termos sidos regenerados pela obra do Espírito Santo em nossas vidas não se faz necessário que juremos por tudo que falamos. A conversão em si só garante a credibilidade do servo de Deus. O falar do cristão não necessita de garantias para saber se é verdade ou não (Tg 5.12; Zc 8.16-17). Ele sempre fala a verdade. Devemos frisar aqui que estamos falando do verdadeiro cristão (1Jo 1.6; 1Jo 2.3-6). Portanto não há necessidade de fazermos juramentos para confirmar a credibilidade de nossas palavras, pois temos consciência de que o pai da mentira é o diabo (Jo 8.44).
Devemos entender, também, que o fato de Jesus dizer que “de maneira nenhuma jureis” não significa que não podemos nunca jurar, mas que não devíamos usar desse mecanismo para fazer com que toda e qualquer palavra que falarmos seja acreditada. Como por exemplo: para que alguém acredite que eu almocei eu tenho que jurar que almocei. Isso não se faz necessário e é contrário a Palavra de Deus. Mas há ocasiões em que podemos exercer juramento, como num tribunal. Temos alguns exemplos na Bíblia em que pessoas exercem juramento: Jesus (Mt 26.63-64); Paulo, toma Deus por testemunha, que é uma forma de juramento (2Co 1.23); Deus (Hb 6.13-14).

Olho por olho (Mt 5.38-42): Neste ponto o Senhor Jesus vai tratar sobre a pratica da justiça. O texto citado por Jesus aparece algumas vezes no Antigo Testamento com a intenção de demonstrar que a Lei protege o justo de atitudes perversas, afim de que o culpado pague a devida indenização para com quem ele cometeu o mal (Êx 21.22-27; Lv 24.19-20; Dt 19.15-21). A pratica da justiça do cristão tem seu maior exemplo em Jesus. Aqui o Senhor começa com a seguinte declaração: “não resistais ao mal”. Demonstrando assim o ensino divulgado em todo o Novo Testamento que não devemos pagar o mal com o mal e sim com o bem (Rm 12.21; 1Tm 5.15), de não levar os irmãos perante o tribunal e para o bem da igreja sofre o dano (1Co 6.1-8). O cristão acredita que somente a Deus pertence a vingança (Rm 12.19; Hb 10.30), e que quando ele sofre a injustiça por causa da verdade ele permanece em paz (Mt 5.10-12; 1Pe 4.12-16). O grande exemplo do Senhor Jesus em seu sofrimento é a motivação maior para vivermos uma vida em que muitas vezes preferimos sofrer o dano a exigir a devida retribuição pela ofensa (At 8.32; Lc 23.34). Jesus nos ensina a perdoar os nossos agressores (Mt 6.12). “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.", diz o apóstolo Paulo em Romanos 13.10. A lei nos dá direitos, mas também nos dá a liberdade de renunciar a eles, e assim manifestar a justiça de Cristo. Temos nossos direitos, e a Palavra de Deus os protege. Temos, também, a liberdade de renunciar a eles para demonstrar o amor de Cristo. Não é a demanda por seus direitos que caracteriza o justo, mas o desistir deles é que destaca o homem que agrada a Deus. O padrão de Jesus é bem diferente do padrão mundano. Em Romanos 12.20 Paulo nos mostra como deve ser a nossa reação com nossos inimigos: “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”, essa é a justiça que Deus deseja que demonstremos neste mundo.
Que Deus nos ajude a viver como Ele deseja.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XIV

O SERMÃO DO MONTE – VIII (Mt 5.27-32)

Por Alessandro Costa Vieira




O padrão moral do povo de Deus (Mt 5.27-30): Jesus prossegue com o sermão do monte. Após falar sobre o verdadeiro homicida aos olhos de Deus, Jesus, começa a falar do que se trata de imoralidade sexual aos olhos dEle. Demonstrando assim o padrão moral que o Seu povo deve ter. O Senhor Jesus começa, como na sessão anterior, com a declaração “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério”, demonstrando que os ouvintes conheciam a Lei,e nesse caso o sétimo mandamento (Êx 20.14). Mas é bom esclarecer que Jesus não está contradizendo a Lei nem mesmo acrescentando nada a ela. Mas na verdade está dando a interpretação correta da Lei com relação à interpretação que os fariseus davam a mesma. Como já observamos, no estudo anterior, que os fariseus eram “peritos” em tentar burlar o cumprimento da Lei (Mc 7.9). Preocupavam-se apenas com o exterior e não com o interior do homem (Mt 23.25-26). E mais uma vez o Senhor Jesus trata que o pecado começa no interior do homem. Os fariseus acreditavam que somente o ato final era pecado. Mas a própria Lei diz no décimo mandamento “Não cobiçarás” (Êx 20.17). Ainda hoje existem muitos “cristãos” professos que pregam sobre o sétimo mandamento de forma bem parecida com os fariseus. Dizem que se duas pessoas não chegam ao ponto de terem uma relação sexual, então seja o que for que fizerem, não cometem adultério. Esse tipo de pregação vai totalmente contra a vontade de Deus. Jesus fala novamente onde nascem as atitudes pecaminosas dizendo a seguinte declaração: “qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”, essa declaração de Jesus mostra que já no interior do homem os desejos pecaminosos já são pecados. Pensar em pecar consiste em pecado (Mt 15.19).
Nos versículos posteriores, 29-30, nosso Senhor Jesus demonstra como devemos reagir com relação as tentações que nos rodeiam. As declarações são fortes e muitas vezes mal interpretadas por leitores da Bíblia. Quando Jesus diz que “se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti” e “se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti” não estava ensinando automutilação, como alguns querem fazer pensar, mas na verdade é uma declaração que demonstra como Jesus leva a sério a luta pela pureza. Devemos considerar que se necessário for devemos nos afastar de tudo quanto pode nos afastar da fé e da pureza e nos levar à imoralidade. Podemos comparar o ato de arrancar o “olho” ou a “mão” com o ensinamento bíblico da mortificação do pecado. Em Rm 8.13 Paulo diz que pelo Espírito as obras da carne são mortificadas e em Cl 3.5 diz que devemos mortificar não só as obras da carne, mas até mesmo o mau desejo, vil concupiscência. Somente pela graça de Deus e pelo poder de seu Espírito que temos condições de mortificar o pecado. Essa verdade nos leva a pensar no que devemos fazer para fugir das situações que nos leva ao pecado, em nossos pensamentos ou atos. Se for preciso abandonar hobbys, atividades, relacionamentos ou qualquer outra coisa que possa nos levar a pecar. Por exemplo: se você gosta de nadar e ir à praia ou a piscina e ter contato visual com pessoas que estão trajados com pouca roupa leva-o a pensamentos lascivos, deixe de ir à praia ou a piscina. É bom frisar aqui que não é pecado ir à praia ou a piscina, mas os pensamentos impuros nutridos, se for o caso, é. Outro exemplo: Se você tem problemas para evitar sites com conteúdo imoral, deixe de usar a internet. Jogue a TV fora, quebre o celular, deixe de ir a certos lugares onde pessoas que tentam leva-lo à imoralidade frequentam também (Pv 1.10). Mais uma vez é bom frisar que não é pecado ver TV, acessar a Internet, mas se eles te levam a imoralidade deixe-os. Ou seja, abra mão, se afaste, arranque tudo que possa te levar à praticas imorais. Devemos levar em consideração também que se você pensar que: “Já que é pecado logo no pensamento vou fazer logo o que penso”. É um pensamento infeliz. A Bíblia diz em Gn 4.7 que Caim devia ter dominado sobre o seu pensamento odioso. Esse deve ser o nosso comportamento também quando os pensamentos pecaminosos vierem dominar sobre eles (Jó 31.1). Não ceder a eles. Pedir perdão a Deus, arrependido, pelo mau pensamento, e graça para não praticar o ato pecaminoso.

Sobre o divórcio (Mt 5.31-32): Jesus continua falando da vida conjugal do seu povo, e este assunto ainda está relacionado com o adultério que foi tratado nos versículos anteriores, e mostra como os judeus interpretavam o texto de Dt 24.1-4, que mostrava quais eram os motivos para a possibilidade de divórcio. Na época de Jesus estava tendo uma banalização muito grande do matrimonio. Os homens despediam suas mulheres por qualquer motivo, dando carta de divórcio. Um exemplo é o da mulher samaritana em Jo 4.16-19 que já tinha passado por cinco casamentos. Porém existiam casais que permaneciam fiéis mesmo em meio de “possibilidade” para o divórcio, como Zacarias e Isabel (Lc 1.5-7). A Lei de Deus não aprovava essa pratica. E havia muita disputa sobre quais eram os motivos reais para o divórcio com base no texto de Dt 24.1 que diz que “por nela encontrar coisa indecente”. O que seria essa coisa indecente? Alguns diziam que seria o adultério, mas não pode ser, pois a Lei diz em Dt 22.20-22 que o adultero (a) deveria ser punido com a morte por apedrejamento, e sendo assim não seria necessário a carta de divórcio. Devemos considerar que o matrimonio diante de Deus é indissolúvel e é até a morte (Rm 7.2-3; 1Co 7.39). E Jesus em outro lugar vai dizer que a questão de dar carta de divórcio só era permitida devido a dureza de coração do povo (Mt 19.4-6,8). A exceção nesse texto, Mt 5.32, é que por motivo de prostituição, imoralidade sexual, que se permitia o divórcio. Porém em alguns textos paralelos não aparece a exceção que aqui aparece (Lc 16.18; Mc 10.11-12). Paulo falando sobre o matrimônio diz que por causa da prostituição cada um deve ter sua própria mulher ou seu próprio marido (1Co 7.2). O casamento é um estado honroso (Hb 13.4) que Deus proveu para nos livrar da impureza sexual. Acredito que a posição do cristão com relação ao matrimonio é: “EVITE a separação em todas as ocasiões, dê preferência ao perdão (1Co 7.10-16). Pois Deus odeia o divórcio”.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XIII

O SERMÃO DO MONTE – VII (Mt 5.21-26)

Por Alessandro Costa Vieira

Quem é o verdadeiro homicida? (Mt 5.21-26): Jesus continua a falar do padrão exigido por Deus para o seu povo. E aqui Ele começa a falar de como a Lei se relaciona com o Evangelho e dá exemplos de como a justiça pode exceder a dos fariseus. O povo que o ouvia conhecia o que a Lei dizia, pois Jesus declara: “ouvistes que foi dito aos antigos”, porem não conheciam a aplicação da Lei como Deus deseja que fosse aplicada. Acreditavam que apenas o fato consumado era pecado. Jesus vai usar aqui o exemplo do sexto mandamento: Não mataras (Êx 20.13). Acreditavam que Deus não olhava para o que se passava no interior do homem. Os fariseus não se preocupavam com isso. O que tinha valor para eles era somente o exterior (Mt 23.25-26). Jesus mostra que a santidade que Deus exige é muito mais profunda do que eles achavam. Mas a declaração de Jesus não é um segredo que naquele momento foi revelado, mas o que eles criam era uma interpretação errônea que os fariseus davam da Lei, pois já no Antigo Testamento Deus tinha falado diversas vezes sobre a santidade no interior do homem, que Ele leva em conta o que ta dentro do homem (1Sm 16.7; Sl 139.2; Am 4.13) e que o pecado já é pecado no pensamento, antes mesmo de o fato ser consumado (Pv 24.9; Ec 7.9; Zc 7.10; Zc 8.17). Jesus abre os olhos de todos para aquilo que os fariseus não olhavam nem consideravam. Devemos lembrar que a Lei tem como objetivo mostrar a santidade que o Deus Santo e Justo exige do seu povo. Santidade esta que está além da nossa capacidade (Rm 3.19-20). A cada declaração do Nosso Senhor o vemos reafirmando a incapacidade do ser humano agradar a Deus (Rm 3.10). Se esse povo sentia-se oprimido com a Justiça dos fariseus, que dizia “Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo”, imagine o que eles pensaram com as seguintes declarações do Senhor: “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.” Essas declarações mostraram, com certeza, quão incapazes eram os ouvintes, e nós, de cumprir as exigências de Deus. E é essa uma parte importante das boas novas de Jesus. O Evangelho também vem nos dizer que somos pecadores por natureza e que merecemos o inferno (Ef 2.1-3; Rm 6.23). Mensagem esta que os falsos mestres abandonaram. Que os pregadores da prosperidade não pensam nem em falar. E por isso seus seguidores estão fadados ao inferno perdidos sem o Evangelho e consequentemente sem Cristo (2Co 11.4).

Analisaremos agora o que o Senhor Jesus quis dizer com essas declarações: 1ª – Jesus declara que ficar irado com um irmão em Cristo, sem causa, deveria sofrer o mesmo dano que os fariseus atribuíam aos que matavam alguém. A ira sem motivos, contra um irmão em Cristo, é o mesmo que assassinato aos olhos de Deus. A palavra que aparece no texto traduzido para “se encolerizar” é (gr) orgizomenoj (orgizomenos) que é a mesma palavra que aparece em Lc 15.28 que demonstra a indignação do irmão do filho prodigo ao ver seu irmão voltar para casa do pai. Entre os irmãos em Cristo não deve haver lugar para a ira, muito menos sem motivos. Essa ira, cólera, pode atingir tanto para dentro como para fora da pessoa. Para dentro, estar irado, pode equivaler a estar amargurado, carregar rancor, consumir-se intimamente. E para fora pode equivaler a estar agitado, ter um ataque de fúria, agredir, ter uma mentalidade áspera. Tudo isso foi considerado como assassinato aos olhos de Jesus. – Jesus diz que qualquer que disser ao seu irmão: RACA, será réu do sinédrio, que no tempo de Jesus era o supremo tribunal daquela terra, essa palavra significa “cabeça oca” dá a ideia de alguém inútil, sem valor. É um insulto que demonstra desprezo pelo irmão que é imagem e semelhança de Deus. Essa palavra vai aparecer lá no Antigo Testamento em 2Sm 6.20 e é traduzida por “vadios”. – Jesus também diz que quem chamar o irmão de louco, será réu do fogo do inferno. A palavra que é traduzida por “louco” é (gr) mwre que também pode ser traduzida por “tolo, néscio” esses termos nos faz lembrar de vários testos do Antigo Testamento que expressa o néscio como o incrédulo ateu que nega a existência de Deus (Sl 14.1; Sl 53.1) ou como aquele que aparece no livro de Provérbios que despreza a lei de Deus e sua instruções. Portanto chamar o irmão em Cristo de louco, néscio, tolo, é o mesmo que dizer que ele está condenado ao inferno por não crer em Deus. E aos que fazerem esse insulto a um irmão será réu do fogo do inferno.

A instrução aos irmãos que ofendeu ou foi ofendido esta nos versos seguintes. Nos versos 23 e 24 apresenta a urgência de quem foi insultado “se teu irmão tem alguma coisa contra ti” vai e reconcilia com ele antes de oferecer o sacrifício a Deus. Se fossemos falar como em nossos dias podíamos dizer: “se você estiver no culto e lembrar-se que seu irmão tem algo contra ti, não espere nem o culto terminar para reconciliar-se com seu irmão”, demonstrando a urgência de tratar a ira (Ef 4.26). E nos versos 25 e 26 fala do dever de conciliação de quem ofendeu. Se você percebeu que ofendeu um irmão não deve esperar para ver as consequências. Deve conciliar-se “depressa”. Aqui Jesus usa a figura do tribunal. E entre os romanos era aceito que o ofendido levasse o ofensor até o tribunal e iam juntos, e enquanto ia pelo caminho, o ofensor, podia tentar a conciliação com quem ele ofendeu, se deixasse chegar à presença do juiz nada mais seria feito, senão a sentença dada pelo juiz, e dada a sentença teria de pagar tudo.

Esses mandamentos de Jesus para seus discípulos demonstram como é alta a exigência que Deus quer de seu povo. Tão alta que não podemos atingir. Pois nossos pensamentos constantemente são levados a pecar contra nossos irmãos, ainda que em “leves” pensamentos maus. Reconhecemos as nossas fraquezas e debilidade em cumprir a justiça de Deus. E o que nos resta é aceitar o sacrifício vicário de Jesus por nós na cruz, que cumpriu a toda a lei, perfeitamente, em nosso favor (Tt 2.14; 1Ts 5.10; Ef 5.2). Todos esses padrões que Jesus apresenta devem ser seguidos, devemos nos esforçar para tal. Mas não como meio de salvação e sim por amor a Deus e sua Palavra, para que nosso testemunho seja eficaz neste mundo e para que venhamos demonstrar os frutos da salvação eterna obtida por meio da gloriosa graça de Nosso Senhor e único Salvador, Jesus Cristo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XII

O SERMÃO DO MONTE – VI (Mt 5.17-20)

Por Alessandro Costa Vieira




Jesus veio para cumprir a lei (Mt 5.17-20): O sermão do monte começou com as bem-aventuranças, que demonstrou o caráter do salvo. Depois o Senhor Jesus prosseguiu falando do testemunho e influencia do cristão no mundo. E agora vem dizendo sobre qual é a exigência para que o homem possa entrar no reino dos céus. Devemos lembrar que o povo que ouvia essas palavras eram pessoas oprimidas pela culpa de não poderem atingir o padrão exigido pela lei (Lv 20.26) e pela tradição dos fariseus (Mt 23.1-5). Os fariseus que inventaram uma forma de “burlar” a lei de Deus dando uma interpretação particular para ela. Onde visavam apenas os fatores exteriores da vida. Por exemplo: Falavam do adultério, mas não falavam sobre a luxuria que trazia o adultério; falavam sobre o assassinato, mas nada falavam sobre o ódio no coração que levava alguém a matar outro (Mt 23.4). Os fariseus não consideravam o objetivo da lei, que é de revelar o caráter Santo do Deus todo poderoso. O homem não pode ver a santidade de Deus e viver, portanto a Lei de Deus é o espelho que reflete o Santo caráter de Deus. É por meio dela que sabemos o que Deus exige do homem para que este o agrade. Talvez os ouvintes do sermão do monte esperassem que Jesus trouxesse uma mensagem mais amena sobre as exigências de Deus para que o homem fosse aceito. Mas o Senhor Jesus não faz um discurso fácil de ouvir, pois primeiro Ele diz que não abriria mão de nenhum J ou ~ da lei (J no hebraico é a menor letra do alfabeto y, e o ~ seria o equivalente a uma parte de uma letra), ou seja, nada da lei seria deixado de lado. E com relação às tradições dos fariseus, que eram compostas de 365 mandamentos negativos e 250 positivos, Jesus diz que “se a vossa justiça não exercer a dos fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mt 5.20). Poxa eles teriam de ultrapassar a justiça que os fariseus pregavam. Como seria isso possível? A verdade é que a justiça dos fariseus nada tinha de justiça, diante de Deus. Eram regras de homens (Mc 7.7) que os levava a acreditar que seriam aceitos por Deus cumprindo tais “mandamentos” (Mc 7.8-9). Porém a santidade que Deus exige do homem é muito superior a meras praticas exteriores. O ser humano para ser aceito por Deus deve ser santo com Deus é Santo (1Pe 1.15). O verso 19 explica o que os fariseus faziam com a lei de Deus. Eles violavam a lei de Deus e ensinavam os outros violarem também (Mc 7.7).
No capítulo 7.9-13 de marcos (ver também Mt 15.3-5)vemos uma forma que os fariseus criaram de burlar a lei de Deus. Segundo a lei de Moisés, quando o pai ou a mãe envelhecia ou adoecia, não podendo prover para seu próprio sustento, cabia aos filhos a responsabilidade de sustentá-los. Era uma responsabilidade de origem divina, pois Deus assim ordenou na lei (Êx 20.12; Dt 5.16). O sustento dos pais custava dinheiro. Os fariseus, amantes do dinheiro, não desejavam contribuir para o sustento dos pais, segundo as necessidades deles, como exigia a lei; daí que o farisaísmo inventou um meio de burlar a lei (Mt 15.5). A lei dizia que algo consagrado a Deus não podia ser usado para fins seculares. Um jarro ou vaso, consagrado ao serviço do Senhor no tabernáculo, vencida a fase de sua utilidade, não poderia ser usado no lar. Tinha de ser destruído porque era de Deus (Lv 6.28). Os fariseus inventaram, pois, uma fórmula pela qual pronunciavam a palavra Corbã, que significa "consagrado ou ofertado a Deus". Diziam, assim, que tudo quanto possuíam era de Deus, e não tinham o direito de usá-lo.
Ouvindo uma batida à porta e vendo o filho que se tratava de seu pai necessitado em busca de auxílio, já sabia que teria de separar-se de algumas coisas tão queridas. Ao dirigir-se à porta, ele diria "Corbã", tudo está consagrado a Deus. Abriria a porta, veria o pai, iria abraça-lo, diria que o amava, e o traria para dentro da casa. Sem dúvida, perguntaria: "Papai, que posso fazer pelo senhor?" Diria o pai: "Filho, sua mãe e eu estamos sem nada. Não temos com que comprar alimento, e lhe pedimos que cumpra sua responsabilidade filial para conosco." Com lágrimas de crocodilo o filho diria: "ah, se eu soubesse ... Acabo de consagrar a Deus tudo o que tenho, e o senhor sabe que a lei não me permite retomar de Deus aquilo que lhe consagrei." E o pai iria embora com sua necessidade.
Os fariseus aprovavam este comportamento. Um pai podia deixar a casa do filho para morrer de fome; o filho podia reter o que era seu, contando com a “bênção” dos fariseus. Para eles, isso era justiça. O Senhor mostrou que mediante essa prática haviam burlado a lei de Deus e ainda chamavam a isso de justiça. No capítulo 7.21-23 de Marcos nosso Senhor mostrou que não é o que entra no homem que o contamina, mas o que sai do seu coração. A fonte da contaminação, aos olhos de Deus, não é o que está fora mas o que está dentro.
Mas a boa noticia de Deus para os seus escolhidos é que Jesus cumpriu a lei de forma integral e isso em nosso lugar (1Pe 3.18; Rm 3.24; 2Co 5.21). Podemos agradar a Deus porque reconhecemos nossa incapacidade de agrada-lo e por crer que a obra redentora de Cristo na Cruz satisfez a toda a justiça exigida por Deus (Ef 1.6; 2Co 5.17-19). Lovamos a Deus por Ele ter nos dado o dom da fé para reconhecermos o nosso estado pecaminoso e nossa necessidade de um Salvador perfeito e justo, que é Jesus Cristo. O qual nos justificou diante de Deus e hoje, nós que reconhecemos essas verdades, não somos mais inimigos de Deus (Rm 5.1), fomos reconciliados, por meio de Jesus Cristo, com nosso Deus (2Co 5.18). E agora quando Deus nos vê encherga a justiça de Cristo em nós.
Que maravilhosa graça nos concedeu o Santissimo Deus.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

FAÇA GUERRA!

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - XI


O SERMÃO DO MONTE – V



Por Alessandro Costa Veira




O TESTEMUNHO DO CRISTÃO (Mt 5.13-16)

Sal da terra (Mt 5.13): Jesus Cristo continua o Sermão do Monte. Termina de falar das bem-aventuranças e passa a falar da importância do testemunho do Cristão. E a primeira analogia que Ele fez com relação ao testemunho do cristão é a do sal da terra. O sal era algo encontrado em todas as casas daquela época. Era essencial. A Bíblia fala que o sal era usado, inclusive, nas ofertas ao SENHOR (Lv 2.13); também fala que o sal já era usado nos dias de Jó para dar sabor (Jó 6.6); e também fala que nossas palavras devem ser temperadas com sal (Cl 4.6). E uma das propriedades do sal é ser asséptico, ou seja, isento de veneno, ou de contaminação. O sal não tem poder antisséptico, de ir contra o veneno, a contaminação. Ele não pode tornar uma carne contaminada em uma carne boa para o consumo, mas pode impedir que uma carne boa para o consumo não se contamine, corrompa. Ele ainda pode impedir que uma contaminação se alastre por toda a carne. Mas o que o sal ensina sobre o testemunho do cristão e sua influencia no mundo? O mundo está contaminado, corrompido, podemos perceber isso nas vidas que nos rodeiam. Não podemos descontaminar o mundo. Porém a igreja, os salvos, foram chamados para serem como o sal. Que impede que a contaminação se alastre pelo mundo, ou impedir que essa contaminação alcance a igreja em sua pratica. Uma das coisas que Deus colocou sobre em nossas mão para que não se contaminasse é a pregação do Evangelho (2Tm 1.13-14), a pregação do Evangelho é a pregação do Pode de Deus que transformou nossa vida, éramos escravos do pecado, estávamos mortos, mas Deus nos vivificou dando-nos o dom da fé e assim podemos praticar as obras de um salvo (Ef 2.1-10). O Senhor Jesus quer que nossa vida condiga com o que fazemos. Quando as nossas obras não confirma o que falamos as pessoas não dão credito e o nome do senhor é escandalizado em nós. Alguém disse: “Nunca diga algo com sua boca e desdiga com seus atos.”; A pregação do Evangelho deve ser seguida de uma vida piedosa (1Jo 1.5-6). E isso pode nos levar a ser perseguidos neste mundo (2Tm 3.12). Não podemos abrir mão de uma vida piedosa. Outra propriedade que o sal tem é a de dar sabor. Alguém disse que “o sal é o rei dos temperos, coloque toda qualidade de temperos, ervas finas de sua preferência e não coloque sal, não terá sabor.” Assim a mensagem o Evangelho quando pregada por um salvo piedoso, que vive o que prega, a mensagem se torna muito mais saborosa ao paladar (ouvidos, coração), pois vemos o Evangelho na pratica na vida da pessoa que prega. Mas é muito complicado ouvir verdades eternas do Evangelho da boca de um “crente” que não demonstra o que prega na sua vida. Outra propriedade que o sal possui é a de dar sede. A vida de um salvo que é como o sal é uma vida que desperta o desejo de outras pessoas ouvirem o Evangelho de Cristo. Deus pode usar nosso testemunho para despertar os eleitos que vivem neste mundo. Quando a igreja se torna como o mundo para nada mais serve, só para ser pisada pelos homens. Uma coisa que devemos tomar cuidado é: achar que a perseguição por causa dos erros é por vivemos uma vida de piedade (1Pe 4.10-16). Hoje vemos muitos “pregadores” agindo como o mundo e sendo “perseguidos” e dizem que é por sua piedade. Pregadores da prosperidade que enganam seus ouvintes (2Pe 2.1-3) e quando são questionados dizem ser perseguidos. O sal insípido, sem suas propriedades, é como areia, não serve para nada. Que venhamos crescer nas virtudes do cristão, as bem-aventuranças, e aceitar o chamado de ser sal desta terra, no pode do Espírito de Deus.

Luz do mundo (Mt 5.14-16): O Cristão é a luz do mundo, pois é filho da Luz (Jo 12.36). Os discípulos eram luz no Senhor, visto que, creram em Cristo. Sendo luz no mundo, isto indica que, assim como Jesus é, os salvos são neste mundo (1Jo 4.17). A função dos seguidores de Cristo é a de conceder luz ao mundo (casa) que está em trevas. Os seguidores de Jesus tornam-se luz, por serem nascidos da Luz (regeneração). Agora, na condição de filhos da luz, os nascidos de novo devem comportarem-se como filhos (Ef 5.8). Quem é nascido de novo deve comportar-se de modo digno da vocação para qual foi chamado, ou seja, não deve portar-se como andam os outros gentios (Ef 4.1,17). Ser luz deste mundo é viver de forma irrepreensível no meio de um mundo corrupto (Fl 2.14-16). O cristão genuíno vive como luz, é o efeito da conversão em nós (1Jo 1.5-7; Jo 3.19-21), quem anda na luz, ou é luz, ama seu irmão (1Jo 2.6-11). O objetivo de ser luz neste mundo não é simplesmente para ser visto pelos homens, pois o Senhor Jesus nos ensinou que não devemos fazer as obras boas para ser visto pelos homens (Mt 6.16), mas as nossas obras serão visíveis diante dos homens, mas a grande razão de realizarmos tais obras é pelo nome do Senhor (Cl 3.17; 1Pe 2.13), para que por meio de nós o Senhor seja glorificado, ou seja, aqueles que verem a luz em nós, e forem eleitos de Deus, venham para luz também.

Que Deus nos ajude a colocar em pratica a sua Palavra, que nos chama a responsabilidade de ser sal desta terra e luz deste mundo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - X

O SERMÃO DO MONTE – IV (Mt 5.9-12)

por Alessandro Costa Vieira



Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus (Mt 5.9): O nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, continua a dizer como deve ser o caráter do seu povo. Aqui Ele apresenta a característica de pacificador no grego o termo é ειρηνοποιοι que significa “o que faz a paz”, ou podemos dizer que é aquele que promove a paz. Acredito que o pacificador aqui não é aquele que busca a ausência de tormentos, dificuldades, provações ou guerras. Podemos tirar essa conclusão através do próprio contexto, pois já vimos, no estudo dos versículos anteriores, que apresenta sempre a condição pecaminosa do homem com relação a Deus. Então qual é a condição do pacificador aqui? O pacificador é aquele que leva as boas novas de paz, que anuncia que Deus por meio de Jesus Cristo está a reconciliar o mundo consigo mesmo. Pois o ser humano está afastado de Deus, em sua condição de pecador (Rm 3.23). Todos nós estávamos na condição de inimigos de Deus, tanto judeus como gentios, mas Deus por meio de Seu Filho nos reconciliou consigo mesmo (Ef 2.16). Agora nós que já fomos reconciliados com Deus, ou seja, que já aceitamos a paz que Deus proporcionou por meio da cruz de Cristo devemos ir e anunciar a paz ao mundo, a fim de que os escolhidos por Deus sejam reconciliados também com Ele. Paulo fala sobre este ministério da reconciliação em 2Co 5.19. Aqueles que recebem a mensagem do Evangelho também são comissionados a ir anunciar as boas novas de salvação. E somente eles que podem pregar o Evangelho eficazmente, pois são os verdadeiros filhos de Deus (Jo 1.12). Pois passaram pelo novo nascimento, nasceram de Deus pela semente incorruptível (1Pe 1.23). Uma das mais belas recompensas que possuímos nesta terra é o fato de sermos agraciados com o privilégio de sermos chamados de filhos de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus (Mt 5.10): Aqui vemos o Senhor Jesus dizendo que os seus servos sofrerão perseguições. Uma das coisas que observamos em “pregações” de falsos mestres é o fato de ocultarem de seus seguidores a realidade do sofrimento por causa da justiça. Ensinam que o justo, o servo de Deus, não passa por nenhuma provação. Mas da mensagem de nosso Senhor Jesus nunca foi excluída essa realidade (Jo 16.33). Por isso que os crentes primitivos estavam sempre dispostos a irem até a morte por causa da justiça de Deus (Rm 8.35; Fl 1.21; At 21.13). E hoje os verdadeiros crentes em Jesus também não ocultam a realidade das perseguições na vida daqueles que desejam servir a Deus verdadeiramente, e por isso não estranha o fato de serem perseguidos por causa da verdade. A perseguição que não é motivo de nos alegrarmos é aquela que vem por motivos mundanos, pecado, e não pela justiça de Deus (1Pe 4.12-16). E o que nos motiva a sofrer as perseguições sem que elas nos causem estranheza é o fato de sermos cidadãos do céu (Ef 2.19). Jesus nos prometeu que o reino dos céus é dos que sofrem perseguições por causa da justiça.

Bem-aventurados sois vós (Mt 5.11-12): Aqui o Senhor Jesus deixa de falar das Bem-Aventuranças para falar do Bem-Aventurado, os seus discípulos. Os discípulos deveriam entender que eram bem-aventurados quando sofressem injurias e perseguições, pelo nome do Senhor. É uma alegria ser participante das aflições de Cristo (1Pe 4.12-14). Através das bem-aventuranças Jesus estava se apresentando ao povo, visto que todas elas fluem de Cristo. Em Cristo está estabelecida a verdadeira alegria do seu povo. Mesmo quando perseguido e injuriado o bem-aventurado é bem-aventurado: a felicidade dele transcende desta vida para a eterna. Estevão se alegrou ao ver a face do Senhor, mesmo sendo apedrejado (At 7.54-60).
Não são as perseguições ou as agruras desta vida que tornam um homem bem-aventurado, ou que o salva. Problemas fazem parte do cotidiano. A bem-aventurança decorre do evangelho de Cristo, pois Cristo é que concede aos homens a condição de alegria em Deus e a salvação eterna.
 Após anunciar as bem-aventuranças, Jesus demonstrou que somente os seus seguidores alcançam a verdadeira felicidade "Bem-aventurado sois vós...". A verdadeira alegria pertence aqueles que, por causa de Cristo, haveriam de ser perseguidos e injuriados. Paulo falou sobre isso em 2Tm 3.12. E também se alegrou nas perseguições (2Co 12.10). Todos quantos estiverem em Cristo serão perseguidos, mas, além de estarem de posse das bem-aventuranças, deveriam exultar por causa do galardão guardado nos céus. Que privilegio e que alegria! Ser perseguido como foram perseguidos os profetas do passado e ainda ter direito a um grande galardão guardado nos céus.

Que todos nós possamos compreender que neste mundo teremos aflições e perseguições. Que essa realidade não venha nos assustar. Pois Cristo nunca nos escondeu essa realidade. A Palavra de Deus sempre nos ensina que o fato de servi-lo pode ser motivo de perseguição, mas vale a pena servi-lo. Ele entregou sua vida por nós, e se necessário for entregaremos a nossa vida por ela, mas claro que isso nem se compararia com o sacrifício de Cristo, pois Ele é perfeito e não merecia nenhum sofrimento, e nós sim. Aquela cruz era nossa, o pecado é nosso, a culpa é nossa e não dEle. Que Deus nos ajude.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - IX

O SERMÃO DO MONTE – III (Mt 5.6-8)

Bem-Aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos (Mt 5.6): Jesus continua a nos revelar o caráter do cristão. E aqui ele vai dizer que bem aventurados os que têm fome e sede de justiça. Primeiramente vamos entender o que o Senhor Jesus quis dizer com ter fome e sede. Bom a palavra que vamos encontrar para fome é (gr) Πεινωντες que significa estar faminto, foi a mesma palavra usada por Mateus para falar sobre a fome que o Senhor Jesus teve depois de jejuar por quarenta dias (Mt 4.2) ou seja, uma fome incrível, a ponto de desejar desesperadamente se alimentar. O termo usado aqui para sede é (gr) διψωντες que significa estar sedento, não é uma simples sede que temos ao dar vontade de tomar água; é o anseio que leva-nos a buscar desesperadamente por refrigério; é a mesma palavra usada por Paulo em 1Co 4.11 para falar sobre o sofrimento dos crentes perseguidos. Portanto essa fome e essa sede não são comuns, Jesus está falando de um desejo, necessidade, muito forte e profundo que nos leva a real busca por saciar esse desejo, essa necessidade. Necessidade esta de justiça, ou seja, de cumprir a justiça de Deus. E que não pode ser satisfeita por nós mesmos. Bem-aventurados aqueles que reconhecem que não possuem nenhuma condição de ser justos perante o Senhor Deus Todo Poderoso, mas que anseiam por isso, desejam ardentemente serem justificados perante Deus. São estes que serão fartos. Pois eles encontrarão na pessoa do Senhor Jesus condições de satisfazer a justiça de Deus. Concluímos isso por meio da própria Bíblia, Jesus disse: Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mt 5.20), lembrando que os fariseus em sua pratica requeria observar 365 proibições e 250 mandamentos. Os fariseus declaravam-se justos por causa de suas obras e o Senhor Jesus os condenou por isso (Mt 23.28). Se nem mesmo uma pratica como a dos fariseus podem satisfazer a justiça de Deus, então temos que concluir que nenhum homem é capaz de ser justo perante Deus. Isaias diz que as nossas justiças são como trapos de imundícia (Is 64.6). Não somos salvos por obras de justiça que praticamos (Tt 3.5). Somos salvos, justificados, porque Cristo satisfez a justiça de Deus em nosso lugar (Rm 3.26). E o texto é bem claro que os que têm fome e sede de justiça serão fartos, ou seja, outro fartara esse anseio, e esse outro é Jesus, só Ele pode fartar-nos, saciar-nos, com a perfeita justiça. Pois essa justiça, que aparece no texto, é (gr) δικαιοσυνην que significa a justiça que Deus aceita, e a única justiça que Deus aceitou é a de Cristo, essa palavra foi usada também por Pedro em sua primeira carta para falar sobre essa obra que Jesus realizou em nós (1Pe 2.24; Ef 4.24). Graças damos a Deus por prover para nós um perfeito sacrifício para satisfazer a Sua própria justiça (Is 53.11; Rm 1.17).

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mt 5.7): Aqui nós temos um texto que é interpretado de forma muito errada, pois uma leitura rápida leva a isso. Muitos acreditam que o texto ensina que somente podem ser alvo da misericórdia de Deus aqueles que agem com misericórdia. Ou seja, que Deus vai perdoar somente aqueles que são, primeiramente, misericordiosos. Mas o ensino das Escrituras é claro com relação a isso. Pois demonstram que misericórdia não é algo inerente ao homem natural, o homem separado de Deus é incapaz de exercer a verdadeira misericórdia, que do latim tem um sentido interessante: é voltar-se ao miserável com o coração. Ou seja, voltar-se para aquele que nada pode oferecer, e isso, com o coração. É o que Deus fez conosco, se voltou para os seus escolhidos com amor e graça maravilhosamente abundante, não nos tratando segundo a nossa iniquidade, mas sim segundo a sua misericórdia (Sl 109.21; 103.10-13). No Salmo 62.12 o salmista diz que a misericórdia pertence ao Senhor; Em Efésios 2.4 Paulo escreveu que Deus é riquíssimo em misericórdia. Tiago escreveu que a sabedoria que vem do alto, de Deus, é cheia de misericórdia (Tg 3.17). E a Bíblia também nos ensina que só pode exercer misericórdia aqueles que foram alvos da misericórdia de Deus, aqueles a quem Deus salvou e deu o novo nascimento. A capacidade de exercer misericórdia é dada somente aos verdadeiros filhos de Deus. Ou seja eles exercem a misericórdia porque Deus é misericordioso. Eles, os salvos, possuem as características de Cristo (Ef 4.32; Lc 6.36), pois nasceram de Deus (1Jo 1.13). Portanto, podemos concluir que Jesus quis dizer que aqueles que são bem-aventurados são os que foram agraciados por Deus e que são capazes, agora, de exercer misericórdia para com o próximo, sem esperar misericórdia desses, e sim de Deus.

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus (Mt 5.8): Mais uma vez vemos uma característica que só é possível àqueles que foram regenerados por Deus. A fé na Palavra de Deus exerce o papel de nos limpar, remover as impurezas que podem nos impedir de ver a Deus (Jo 15.3). Aqueles que foram alcançados por Deus e que Ele deu o dom da fé para crerem em sua Palavra e aceitarem a obra de Jesus são os limpos de coração e que vem Deus na pessoa de Jesus revelado na sua Palavra (Jo 1.18; Jo 14.6-10). E os limpos de coração agem de acordo com a sua nova natureza que foi gerada por Deus, pela Palavra (1Pe 1.23). Sua vida é uma vida de sinceridade porque sua vida é centrada na verdade da Palavra de Deus. Tiago escreveu acerca da verdadeira sabedoria, que vem de Deus, que é pura (Tg3.17).

Que Deus nos ajude a colocar em pratica a nossa nova vida que nos deu, para que seu nome seja glorificado por meio de nós. Para que os homens vejam as nossas boas obras e glorifiquem a Deus (Mt 5.16).

SPURGEON CONTRA A PREGAÇÃO MUNDANA

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - VIII

O SERMÃO DO MONTE – II (Mt 5.4-5)

por Alessandro Costa Vieira

Bem Aventurados os que choram, porque eles serão consolados (Mt 5.4): O que o Senhor Jesus queria dizer com “Bem Aventurados os que choram”? Que tipo de lagrimas Jesus se referia aqui? Sabemos que existem vários motivos para as lágrimas. Alguém pode chorar por não esta satisfeito com a situação financeira de sua vida. Outros podem chorar por sofrerem enfermidades. Alguns derramam lágrimas de murmuração, por simplesmente não aceitarem algo. Não é nenhum desses motivos, e outros, que o Senhor Jesus está se referindo. Não são lágrimas emocionais que trarão o consolo dos céus para nossas vidas. Devemos entender essas lagrimas com relação ao versículo anterior, que já estudamos, que diz: “bem aventurados os pobre de espírito”, e concluímos que o estado de pobre de espírito é aquele que demonstra as suas limitações em alcançar algum favor de Deus através de sua própria capacidade. Assim o pobre de espírito é o mesmo que chora, reconhecendo sua debilidade, sua pecaminosidade e sua incapacidade. Esses que se humilham perante Deus, reconhecendo sua condição de pecador, serão consolados (Sl 51). Esse choro deve demonstrar a nossa impotência diante de circunstancias impossível a nós, como redenção (Sl 49.7-8). Não existe noticia mais dura de se ouvir do que a: “Você não é bom o suficiente para ser salvo.” Ou “Você é pecador e como pecador a única coisa que merece é o inferno.” (Rm 6.23). A Lei revelou a santidade de Deus e que Ele exige santidade do seu povo, ou seja cumprimento da sua Lei. Porém, é ai que vemos nossa impotência (Rm 5.20). Não podemos atingir o padrão exigido por Deus (Rm 7.15-25). Pecamos constantemente (1Jo 1.8). E o pecado é: não está conformado com a Lei de Deus. É ai que encontramos o sentido que Jesus queria dizer com “bem aventurados os que choram”, pois é com o conhecimento de que não posso fazer nada para me salvar, que sou pecador perdido, e mesmo assim desejo a salvação de Deus eu choro implorando seu perdão e misericórdia, confiando na obra redentora de Jesus Cristo, e sou consolado com a verdade central do Evangelho: Ele é Salvador dos pecadores perdidos que reconhecem sua pecaminosidade (Mt 1.21). É a esses, que choram por entenderem seu estado, que é prometido o consolo através do perdão (2Co 7.10). Não há razões para pensarmos em outra espécie de consolo. Pois vemos no exemplo da Igreja primitiva que o sofrimento por aqueles que amam a Cristo era tido como um privilégio (At 21.10-13; 1Pe 4.12-14). É sabido que muitos crentes primitivos oravam pedindo a Deus que fossem achados dignos de morrerem pelo nome do Senhor. Portanto não seria, as lágrimas que Jesus referiu-se, por motivos de sofrimentos neste mundo. O crente que tem a certeza de que é perdoado é feliz, bem aventurado, independente de qualquer situação (Fl 4.11-13; Sl 32.1). Somos felizes, consolados, por sermos perdoados. Aleluia.

Bem Aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra (Mt 5.5): Mais uma vez o Senhor Jesus contrapõe o pensamento do mundo. Pois os que possuíam terras, as possuía por meio de guerras. Portanto não tem lógica ser manso para tal finalidade. Mas ai que surge a questão: “Que terra é essa?”, mas  antes de responder a essa pergunta trataremos do que Jesus quis dizer com o termo manso. A palavra manso (Gr. PraeiV) denota uma pessoa disposta a aceitar a vontade de Deus, como Ele age, sem questionar. É aquele que sabe que a forma de Deus lidar conosco é sempre a melhor, por isso não O resiste. O manso aqui é o oposto de arrogante. São os que confiam inteiramente na forma de Deus agir, e não na sua própria, que possuirão a terra. Mas que terra é essa que os mansos possuirão? Pois Moisés foi o homem mais manso do mundo e não possuiu a terra prometida (Nm 12.3). Vamos chegar a conclusão de que não é essa terra que Jesus está mencionando. Os homens, do passado, possuíam as suas terras através de guerras, e na guerra não há lugar para os mansos. A terra que o Senhor Jesus promete aos mansos é o descanso eterno, a salvação (Mt 11.29). Podemos ver que Jesus cita um texto do Antigo Testamento de Salmos 37.11 que diz: “Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” essa abundancia de paz só é possível para aqueles que tem de fato uma esperança viva de que são salvos por Jesus Cristo. E sabemos que o caminho do céu só pode ser revelado por nosso Senhor, é do jeito dEle que vamos alcançar a terra prometida, nova terra (2Pe 3.13). E é necessário ser manso para se submeter ao seu mandamento, a sua vontade. Os homens deste mundo vivem a inventar caminhos para a salvação. A velha máxima: “Todos os caminhos levam a Deus” é uma demonstração clara de que os homens não aceitam que o jeito de Deus, revelado na Escritura, por não serem mansos segundo Deus. Essa qualidade só é dada aos escolhidos por Deus para a salvação. Pois por meio de sua instrução somos conduzidos a sermos semelhantes a Jesus (Cl 2.10), recebemos a convicção de que do jeito de Deus é sempre o melhor (Rm 12.1-2; Fl 2.13). Outra coisa que devemos destacar neste versículo é o termo “herdarão”, que demonstra a realidade de que somos integrantes da família de Deus. Pois a palavra herdar é utilizada neste contexto. Nós, os que fomos salvos pela grande misericórdia de Deus, que somos mansos, por nos submetermos a vontade de Deus, passamos a ser filhos de Deus (Jo 1.12), integrantes dessa grande e maravilhosa família celestial (Ef 2.19). Que privilégio maravilhoso é saber que somos feitos participantes de tão bela família. Nos dias de Jesus foi assim que Ele reconheceu os seu verdadeiros familiares “os que fazem a vontade de meu Pai”, ou seja, os mansos, que se submentem a vontade de Deus e não questionam (Mt 12.46-50).

Que nós, os que aceitaram a verdade revelada na Escritura, vivamos com essas certezas em nosso coração: Somos bem aventurados por aceitarmos a nossa condição pecaminosa e nos voltarmos para Deus com coração contrito em busca de perdão, reconhecendo Jesus como nosso único salvador. E sermos consolados pelo perdão nos dado de graça pela Graça. E que somos felizes por aceitarmos somente a vontade de Deus como verdade absoluta para nossas vidas e por isso temos certeza de possuir a vida eterna, nova terra que vamos habitar. Que possamos valorizar tão belo privilégio.
Deus seja louvado